Covid-19 e saúde: Resumo da semana (12 a 18 de novembro)

Equipe Medscape Professional Network

18 de novembro de 2022

Neste artigo

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso  Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 . 

Na quinta-feira, 17 de novembro, o número de novos casos de covid-19 conhecidos em 24 horas no Brasil foi de 29.102. A média móvel de casos nos últimos sete dias foi de 11.525, com variação de +211% em relação a semana anterior.

Na mesma data, o país notificou 75 novas mortes por covid-19 em 24 horas. Com isso, a média móvel de mortes em sete dias foi de 32, uma variação de -10% em comparação com os últimos sete dias, com tendência de estabilidade, segundo o consórcio que monitora os dados da pandemia após 15 dias em queda.

Desde o início da pandemia, o Brasil somou 688.886 mortes por covid-19 e 35.009.176 casos conhecidos, levando em consideração que se testa menos e, por isso, há maior subnotificação. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa formado por g1, UOL, O Globo, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e EXTRA, obtidos junto às secretarias estaduais de saúde.

Novas subvariantes da Ômicron em São Paulo

Na quinta-feira (17), a Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2 confirmou a identificação de duas novas sublinhagens da cepa Ômicron, batizadas XBB.1 CK.2.1.1, em amostras coletadas em São Paulo na primeira quinzena de outubro. A detecção foi feita pelo Instituto Butantan.

Foi a primeira vez que essas subvariantes foram detectadas no país. Ao jornal Estadão, os bioinformatas Alex Ranieri e Gabriela Ribeiro, da Rede de Vigilância Genômica do Butantan, indicaram que ainda é cedo para dizer se as novas variantes representam um perigo à população ou são mais resistentes às vacinas.

A XBB.1, encontrada em uma amostra coletada na capital paulista, está presente em 35 países. A subvariante CK.2.1.1 foi detectada em uma amostra coletada em Ribeirão Preto. Até o momento, é considerada mais rara e foi detectada principalmente na Alemanha, nos Estados Unidos, na Dinamarca, na Espanha e na Áustria.

Nova variante no Amazonas: BE.9

No dia 12, a Rede Genômica Fiocruz divulgou o surgimento de uma nova variante da Ômicron no Amazonas, que seria responsável pelo recente aumento no número de casos no estado. Segundo os pesquisadores, trata-se de uma evolução da sublinhagem BA.5.3.1, ou seja, é uma Ômicron da linhagem BA.5. Segundo o pesquisador Felipe Naveca, da Fiocruz Amazônia, em função das mutações encontradas na BA.5.3.1 do Amazonas, o comitê responsável pela classificação das linhagens (PANGOLIN, no Reino Unido) foi solicitado a criar uma designação própria para essa sublinhagem, que passou a ser oficialmente chamada de BE.9. O pesquisador explicou que as duas subvariantes (BQ.1 e BE.9) compartilham algumas mutações, mas não parecem provocar aumento do número de casos graves, ao menos até o momento.

Taxa de positividade dos testes está em 32%, diz ITpS

A positividade de testes para SARS-CoV-2 passou de 20% para 32% em apenas duas semanas (de 29 de outubro a 12 de novembro), consolidando a terceira onda da Ômicron. Os dados foram divulgados na sexta-feira (18) pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), com base em 479.835 testes realizados pelos laboratórios parceiros Dasa, DB Molecular e HLAGyn, de 1º de fevereiro a 12 de novembro.

Com o aumento de casos, o diagnóstico de infecção pelo SARS-CoV-2 voltou a predominar entre os vírus respiratórios. Considerando a totalidade dos testes positivos para vírus respiratórios, 80% detectaram SARS-CoV-2; 12%, vírus sincicial respiratório; e 8%, Influenza A. Para efeito de comparação, no relatório anterior de patógenos respiratórios (de 27 de outubro) 62,6% detectavam Influenza A; 26,5%, vírus sincicial respiratório; e apenas 10,5%, SARS-CoV-2.

Entre o aumento de casos de Influenza A em outubro e de covid-19 em novembro, houve um surto silencioso de vírus sincicial respiratório entre menores de quatro anos. A circulação desse vírus está em acensão desde outubro (8,8% de positividade no dia 15), e atingiu o ápice no início de novembro (15,6% no dia 5; 12% no dia 12).

Em São Paulo, hospitais privados já sentem o impacto da nova onda. Na Rede D’Or São Luiz e no Hospital Sírio-Libanês, o total de pacientes internados com covid-19 quase dobrou em duas semanas.

Vigilância em Saúde recomenda uso de máscara em locais fechados; USP exige uso

Em decorrencia do recente aumento de casos de covid-19 no país, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde recomendou em uma nota técnica publicada no sábado (12) o uso de máscara em locais fechados, com pouca ventilação ou aglomeração de pessoas. A orientação se estende a pessoas com fatores de risco de complicações da covid-19, em especial imunocomprometidos, idosos, gestantes e pessoas com múltiplas comorbidades. A nota também recomenda a ampliação da vigilância genômica por estados e municípios.

Nas dependências da Universidade de São Paulo (USP), o uso de máscara voltou a ser obrigatório a partir do dia 16 de novembro em todos os ambientes fechados (salas de aula, auditórios, museus, laboratórios, bibliotecas, locais de atendimento ao público e setores administrativos). A medida inclui a sede do Museu Paulista, o Museu do Ipiranga, que integra a universidade.

A Comissão Assessora de Saúde da Reitoria da USP recomendou a suspensão de eventos festivos, confraternizações, coffee break ou similares nos quais os participantes precisem retirar a máscara para se alimentar. A ideia é evitar situações que aumentam a probabilidade de transmissão do vírus.

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