Covid-19 e saúde: Resumo da semana (29 de outubro a 4 de novembro)

Equipe Medscape Professional Network

4 de novembro de 2022

Neste artigo

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso  Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

A covid-19 no Brasil

Na quinta-feira (3), o Brasil notificou 16 novas mortes por covid-19 em 24 horas. No dia 2, foram registradas 30 mortes. A média móvel de mortes em 7 dias foi de 43, uma variação de -23% em comparação com a semana anterior. Foi o segundo dia consecutivo com tendência de queda.

A média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 4.265, com variação de -11% em relação a semana anterior. No dia 3, o país registrou 4.573 novos diagnósticos em 24 horas.

Desde o início da pandemia, o país somou 688.316 mortes por covid-19 e 34.887.505 casos conhecidos. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa formado por g1, UOL, O Globo, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e EXTRA, obtidos junto às secretarias estaduais de saúde.

Testes positivos para SARS-CoV-2 saltam de 3% para 17% em outubro, informa ITpS

Apenas as faixas etárias abaixo de 19 anos têm positividade até 8% – nas demais, a taxa é acima de 19%. O aumento revelado pelas análises de amostras em rede de laboratórios privados é forte indício de nova onda, de acordo com o Instituto Todos pela Saúde (ITpS).

Na última semana epidemiológica, de 22 a 29 de outubro, três estados apresentaram alta expressiva de casos: em Mato Grosso, o percentual passou de 3% para 18% (6x); em São Paulo, de 10% para 19% (quase 2x); e no Rio de Janeiro, de 15% para 26%. Nos demais estados observados pelo ITpS, a baixa procura por testes impede a análise.

Os testes RT-PCR Thermo Fisher, utilizados pelos laboratórios parceiros, apontaram as variantes Ômicron BA.4 e BA.5 em 93,5% das amostras positivas na última semana – no início de outubro o percentual era de 97,9%. Casos prováveis de outras variantes, incluindo a Ômicron BA.2, representaram 6,5%. Sublinhagens dessa variante, como a BA.2.75, ainda se espalham pelo mundo, causando surtos localizados.

“Não é esperado que tenhamos o impacto das ondas anteriores. Mas recomendamos o uso de máscaras em locais com aglomeração”, afirma o pesquisador científico Marcelo Bragatte, do ITpS.

InfoGripe indica aumento da SRAG na população adulta

Divulgado na sexta-feira (4), o novo Boletim InfoGripe Fiocruz indica um aumento nos casos semanais associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças de 0 a 4 anos. Referente à Semana Epidemiológica (SE) 43, período de 23 a 29 de outubro, o Boletim tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 31 de outubro.

A análise destaca que, no estado do Amazonas, observou-se um ligeiro aumento nos casos positivos para covid-19.

A prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 19,9% para Influenza A; 0,6% para Influenza B; 26,4% para VSR; e 26,0% para SARS-CoV-2. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 17,6% para Influenza A; 0,0% para Influenza B; 2,0% para VSR; e 68,6% para SARS-CoV-2.

Varíola símia

Pesquisadores pedem que varíola símia seja declara ESPIN

Diante do cenário preocupante, pesquisadores e autores de vários artigos pedem que a varíola símia seja declarada Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN). Em artigo publicado no periódico The Lancet Regional Health – Americas, autores citam dificuldades como a falta de vacinas e antivirais, demora para os exames, risco de falta de reagentes e escassez de locais para a testagem de amostras suspeitas. Confira.

O mais recente informe do Ministério da Saúde sobre a doença, de 3 de novembro de 2022, aponta que, até a semana epidemiológica 44, o país soma 9.312 casos suspeitos e 4.942 casos confirmados de varíola símia. Segundo os dados oficiais, foram notificadas três mortes em São Paulo, três em Minas gerais e cinco no Rio de Janeiro.

E mais: o Instituto Butantan informou o início de negociações com National Institute of Health (NIH), dos Estados Unidos, para a realização de estudos e transferência de tecnologia para a produção de vacinas contra a varíola símia no Brasil. Foram compradas 50 mil doses, com previsão de chegada da primeira remessa em setembro. No entanto, a primeira remessa com 9,8 mil doses da vacina contra a varíola dos macacos chegou em outubro. As doses serão usadas em estudos para avaliar a efetividade do imunizante na população. Espera-se o restante até o final do ano.

Poliomielite

O estado de São Paulo vacinou 1,53 milhão de crianças menores de 5 anos contra a poliomielite, o que representa uma cobertura vacinal de 64,67%. No total, o estado tem 2,37 milhões de pessoas nessa faixa etária aptas a receberem o imunizante.

Devido à baixa procura, o Governo de SP ampliou a Campanha de Multivacinação e até 30 de novembro, quando crianças e adolescentes com menos de 15 anos podem atualizar a caderneta de vacinação.

Na campanha de multivacinação estão disponíveis as vacinas BCG, contra a tuberculose, imunizantes contra as hepatites A e B, poliomielite e rotavírus, a pentavalente – contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b – também doses contra caxumba, febre amarela, sarampo, rubéola, varicela e HPV.

Não há dados oficiais atualizados sobre a situação vacinal da poliomielite no país.

processing....