COMENTÁRIO

Saúde digital na prática: 6 dicas para se manter atualizado

20 de outubro de 2022

Colaboração Editorial

Medscape &

Manter-se atualizado com todas as novidades tecnológicas na área da saúde é desafiador. Mas calma! Não é preciso começar a atender pacientes no metaverso (ainda...) para dar um salto de qualidade na sua atuação profissional.

Com essas seis dicas, já dá para começar a se tornar um profissional de medicina mais conectado às necessidades do mundo atual e, ao mesmo tempo, melhorar a experiência dos pacientes e abastecer o sistema de saúde com dados essenciais para a sustentabilidade do segmento.

Confira!

1. Telemedicina

Um estudo realizado pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB) e divulgado no primeiro semestre de 2022 revelou que a metade dos médicos brasileiros aderiram à telemedicina; ou seja, ainda há um grande espaço para crescimento na adoção da tecnologia, que já foi regulamentada no país.

Sabe-se que uma série de especialidades dependem do exame físico e de outros procedimentos que precisam ser realizados presencialmente, mas mesmo nesses casos, é possível usar a teleconsulta para prestar assistência aos pacientes em alguns momentos de sua jornada, por exemplo: uma conversa pontual para compreender questões específicas, uma consulta de acompanhamento em caso de doenças crônicas ou uma situação de emergência.

Outro fator que não pode ser desconsiderado é o gosto que os pacientes tomaram por esse tipo de atendimento. Uma série de estudos realizados tanto no Brasil quanto no exterior identificou que a população pretende continuar fazendo teleconsultas após o fim da pandemia de covid-19.

2. Certificado e assinatura digitais

O certificado digital é mais um recurso que vem sendo utilizado pelos profissionais de medicina, e ainda pode ganhar mais espaço. Os benefícios são muitos: facilidade de assinar prescrições, laudos e outros documentos de forma segura, economia de papel, sem falar na praticidade que a tecnologia oferece.

Ainda que o médico atenda somente de forma presencial, também é possível usar o certificado e a assinatura digitais no consultório, o que agiliza a consulta e poupa tanto o tempo do profissional quanto do paciente. Além disso, a segurança é muito maior com a tecnologia, pois dificulta a falsificação da assinatura do profissional.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina oferece o certificado digital de forma gratuita para profissionais inscritos e adimplentes junto ao respectivo Conselho Regional.

3. Prescrição médica digital

A prescrição médica digital também já é uma realidade, embora muitos médicos ainda não tenham aderido à tecnologia. Além da economia de papel e da maior agilidade para os profissionais, também facilita a vida dos pacientes, já que podem ser enviadas diretamente para as farmácias, acelerando o processo de compra.

Mas é importante atentar: a digitalização da prescrição impressa por meio de scanners ou fotografias não é permitida. A receita digital deve seguir regras estabelecidas em lei, conforme a orientação do governo federal a respeito da certificação digital.

4. Aplicativos para médicos

O mundo da saúde digital também oferece uma série de alternativas de acesso à informação e comunicação com os pacientes. Os aplicativos para médicos são ótimos exemplos. O próprio aplicativo do Medscape é um excelente exemplo de fonte segura de conteúdo médico, além de ferramentas clínicas que podem ser usadas em consultório.

Outros exemplos são o do CID-10, os aplicativos voltados à farmacologia e os desenvolvidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

5. Sistemas de suporte à decisão clínica

Embora ainda não sejam muito conhecidos, os sistemas de suporte à decisão clínica vêm ganhando mais adeptos no contexto da saúde digital. Esses sistemas funcionam como uma espécie de auxiliar dos profissionais durante uma consulta.

Coletando dados em fontes de conteúdo médico confiáveis, o Clinical Decision Support (CDS) emite alertas durante o preenchimento do prontuário eletrônico em uma consulta. Assim, a ferramenta relembra os profissionais a respeito de exames a serem solicitados com base em fatores de risco, perguntas importantes a serem feitas para auxiliar na definição da conduta médica, checagem de alergias e interações medicamentosas, entre outros.

Calculadoras de risco também são consideradas ferramentas de suporte à decisão clínica, pois ajudam a entender melhor a propensão a determinadas doenças, como as cardiovasculares, por exemplo.

6. Prontuário eletrônico

Por último, mas não menos importante, o prontuário eletrônico, que já é bastante conhecido pelos médicos em todo o Brasil. Mas a adesão ainda não é total a essa ferramenta que facilita o dia a dia dos profissionais – e, em muitos casos, reúne todas as tecnologias mencionadas neste artigo.

Além disso, funcionalidades administrativas, como faturamento, agendamento, entre outras, otimizam o dia a dia de médicos e secretárias, e têm um grande impacto na qualidade do atendimento e na eficiência dos processos em consultórios e até mesmo pequenas clínicas.

Em um contexto de saúde digital, Open Health e de dados estruturados como forma de qualificar o sistema de saúde em todo o país, o prontuário eletrônico é essencial para que uma evolução mais profunda ocorra na área como um todo.

Viu como não é tão difícil assim começar a trabalhar de forma mais digital? É claro que o futuro ainda reserva muitas novidades – e algumas delas já vêm ganhando espaço, como os dispositivos vestíveis, as cirurgias robóticas e, é claro, o metaverso. Mas isso é uma conversa para outro artigo.

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