Covid-19: Resumo da semana (20 a 26 de agosto)

Equipe Medscape Professional Network

26 de agosto de 2022

Neste artigo

A semana das vacinas

Até 18 de agosto, 169.974.408 pessoas (79,12% da população total acima de 12 anos) receberam o esquema básico completo contra a covid-19.

A dose de reforço foi dada 102.067.963 pessoas (47,51% da população com 12 anos de idade ou mais).

A população que foi parcialmente imunizada com uma das doses necessárias corresponde a 180.629.980 (84,08% da população com 3 anos de idade ou mais)

Receberam a primeira dose 13.867.417 crianças de 3 a 11 anos (52,48% da população dessa faixa etária).

O esquema básico completo (duas doses) foi dado a 9.242.391 crianças de 3 a 11 anos (34,98% dessa população).

Pfizer pede aprovação da nova vacina bivalente contra a covid-19 à Avisa

Na sexta-feira (19), a Pfizer pediu autorização para uso da nova vacina bivalente contra a covid-19 no país à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Avaliação deve ser feita em 30 dias.

Moderna processa Pfizer/BioNTech e alega que copiaram ARNm

A farmacêutica Moderna está processando a Pfizer e sua parceira alemã BioNTech por violação de patente durante o desenvolvimento da vacina contra a covid-19. O processo está sendo aberto no Tribunal Distrital dos EUA em Massachusetts e no Tribunal Regional de Dusseldorf, na Alemanha.

“Estamos entrando com esses processos para proteger a inovadora plataforma de tecnologia de ARNm na qual fomos pioneiros, investimos bilhões de dólares na criação e patenteamos durante a década anterior à pandemia de covid-19”, disse o presidente-executivo da Moderna, Stephane Bancel, em comunicado à imprensa no dia 26.

De acordo com o g1 , no comunicado de sexta-feira a Moderna disse que a Pfizer/BioNTech se apropriou de dois tipos de propriedade intelectual. Um dos tipos envolveu uma estrutura de ARNm que a Moderna afirma que seus cientistas começaram a desenvolver em 2010, inclusive foram os primeiros a validar em testes em humanos – em 2015.

"A Pfizer e a BioNTech levaram quatro candidatos a vacinas diferentes para testes clínicos, que incluíam opções que teriam evitado o caminho inovador da Moderna. A Pfizer e a BioNTech, no entanto, decidiram prosseguir com uma vacina que tem a mesma modificação química exata do ARNm", disse a Moderna por meio do comunicado.

Ainda segundo o g1, a segunda suposta violação envolve a codificação de uma proteína de pico de comprimento total que a Moderna afirma que seus cientistas desenvolveram durante a criação de uma vacina contra o MERS-CoV, o coronavírus que causa a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS). O desenvolvimento dessa proteína ajudou a Moderna na preparação para desenvolver e lançar de forma ágil sua vacina contra a covid-19.

Primeiros resultados de vacina do Karolinska Institute

Em artigo publicado online no dia 24 no periódico EMBO Molecular Medicine, pesquisadores do Karolinska Institute, na Suécia, apresentaram resultados de uma vacina em desenvolvimento contra a covid-19. Segundo os cientistas, o imunizante é produzido a partir de várias partes do coronavírus, incluindo aquelas menos vulneráveis às mutações. A característica assegura à vacina maior eficácia sobre as variantes virais. Os cientistas planejam testes para breve.

Pesquisa aponta perfil dos grupos que menos tomaram vacina contra a covid-19

Adesão à vacina tem classe, raça e gênero, segundo a análise dos dados obtidos pelo Centro de estudos Sociedade, Universidade e Ciência (SoU_Ciência) da Universidade Federal de São Paulo. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas durante os dias 27 de julho a 10 de agosto de 2022.

A parcela da população brasileira que menos se vacinou é branca, rica e evangélica. Entre os mais ricos (renda superior a seis salários-mínimos), 41% afirmaram ter recebido uma ou nenhuma dose do imunizante, contra 59% que dizem ter recebido ao menos duas. Em relação ao conjunto da população, esses números são respectivamente de 21% e 79%.

A pesquisa mostrou que 32% de quem tem o ensino superior completo, 29% de quem se declarou branco e 29% dos homens disseram ter tomado uma ou nenhuma dose da vacina. A maior adesão deu-se entre a parcela mais pobre (86%) (renda até um salário-mínimo), com apenas o ensino fundamental (89%), mulheres (89%) e negros (87%).

A pesquisa também investigou a influência de fatores políticos na vacinação e a adesão ao uso de máscaras.

Atualização sobre varíola símia

Na quinta-feira (25), Organização Mundial da Saúde atualizou os dados mundiais sobre a varíola símia (monkeypox). São mais de 41 mil casos e 12 mortes pela doença em 96 países. Os Estados Unidos lideram o ranking dos mais infectados, com 34% do total. Segundo o último relatório epidemiológico, de domingo, o número de contaminados teria diminuído 21% após um mês com tendência de alta. A Espanha vem em segundo lugar, com 5.792 pessoas contaminadas até quinta-feira (24).

O Brasil é o terceiro país com mais casos de varíola símia no mundo. No domingo, o Ministério da Saúde contabilizou 3.788 infecções e 4.175 casos suspeitos, à frente da Alemanha e Reino Unido.

Anvisa libera medicameto e vacina 

A Anvisa aprovou a importação e o uso do medicamento Tecovirimat, para o tratamento da varíola símia, sem a necessidade de registro prévio. A dispensa foi dada em caráter excepcional e vigorará durante seis meses. O remédio é produzido pela empresa americana Catalent Pharma Solutions e já é usado nos Estados Unidos. A autorização se refere ao Tecovirimat na concentração 200 mg, em cápsula.

A agência também dispensou do registro para importação e uso a vacina Jynneos / Imvanex, única com ação específica contra o monkeypox. O imunizante está em uso nos Estados Unidos e na Europa e é indicado para adultos. A dispensa também é temporária.

OPAS diz que vacinas contra a varíola símia irão chegar em setembro

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) fechou a parceria para a compra de vacinas contra a varíola símia. Segundo o jornal  O Globo , os imunizantes começarão a chegar à América Latina no mês que vem. A única farmacêutica que produz a vacina contra a doença, considerada emergência global de saúde pela OMS, é a dinamarquesa Bavarian Nordic. Seu imunizante é aprovado para a prevenção da varíola humana, já erradicada, mas funciona também contra o vírus que está atualmente circulando pelo mundo. Já há campanhas de vacinação em andamento nos Estados Unidos e Europa.

Primeiro caso conhecido de coinfecção

Na Itália, cientistas da Universidade da Catania relataram o primeiro caso de coinfecção dos vírus monkeypox, SARS-CoV-2 e HIV. O paciente é um homem de 36 anos que viajou por cinco dias à Espanha, e disse que teve relações sexuais sem proteção.

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