Covid-19: Resumo da semana (16 a 22 de julho)

Equipe Medscape Professional Network

22 de julho de 2022

Neste artigo

A semana das vacinas

Até 21 de julho, 168.623.042 pessoas (78,49% da população total) receberam o esquema básico completo contra a covid-19 (com duas doses ou dose única).

A dose de reforço foi dada a 99.514.462 pessoas (46,32% da população total).

O número de pessoas parcialmente imunizadas (tomaram uma das doses necessárias) é de 179.602.937 (83,60% da população total). 

Receberam a primeira dose 13.218.123 crianças de 5 a 11 anos (64,48% da população dessa faixa etária).

O esquema básico completo (duas doses) foi dado a 8.199.644 crianças de 5 a 11 anos (40% dessa população)

Butantan importará insumos para fabricar CoronaVac a ser usada em crianças de 3 a 4 anos

Na quarta-feira (20), o governo de São Paulo determinou ao Instituto Butantan a compra de insumos para a produção da vacina CoronaVac para a campanha de vacinação de crianças de 3 e 4 anos. A produção, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, foi interrompida por falta de demanda. Serão comprados 8 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA) para produzir 10 milhões de doses.

A falta de estoques atrasa a imunização de crianças de 3 a 5 anos. Até a terça-feira (19), ao menos oito capitais já tinham começado a aplicação. Enquanto isso, outras dez grandes cidades esperavam o envio de doses pelo Ministério da Saúde ou uma nota técnica oficial das autoridades federais para orientar a imunização, de acordo com levantamento feito pelo jornal Estado de S. Paulo junto às secretarias estaduais de saúde brasileiras. A estimativa é de que sejam necessárias cerca de 12 milhões de doses para completar o esquema vacinal em todo o público-alvo.

Segundo dados atualizados do sistema de vigilância Sivep-Gripe, 5.513 crianças de 3 a 5 anos foram internadas no país com quadros da doença desde fevereiro de 2020. Foram 202 mortes nessa faixa. Para os médicos, o número revela a gravidade da infecção na população infantil.

Fome aumentou 76% risco de covid-19 em crianças na Amazônia

A insegurança alimentar contribui, em muito, para uma criança apresentar sintomas da covid-19. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores brasileiros publicado na segunda-feira (18) na revista PLOS Neglected Tropical Diseases . Os resultados foram obtidos no âmbito do “Estudo MINA – materno-infantil no Acre: coorte de nascimentos da Amazônia ocidental brasileira”, realizado desde 2015 no município de Cruzeiro do Sul, no Acre, com apoio da FAPESP

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