Covid-19: Resumo da semana (25 de junho a 1 de julho)

Equipe Medscape Professional Network

1 de julho de 2022

Neste artigo

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso  Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 . 

O Brasil continua enfrentando a escalada de casos de infecção por SARS-CoV-2 e mortes causadas pela covid-19. No dia 29, o país registrou 75.106 novos diagnósticos de covid-19 em 24 horas. A média móvel de casos em sete dias em 29 de junho foi de 56.388, um aumento de 50% em relação a duas semanas atrás. É a maior média registrada desde 1º de março, quando o país tinha 65.370 casos por dia.

Na quinta-feira, 30 de junho, o Brasil notificou 272 mortes por covid-19 em 24 horas. A média móvel de mortes em sete dias está em 215. Em comparação com a média de 14 dias anteriores, a variação foi de +57%.

Desde o início da pandemia, o país teve 671.466 óbitos e 32.358.451 casos notificados de covid-19, segundo dados das secretarias estaduais de saúde, reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa criado para monitorar a pandemia. Fazem parte da iniciativa g1O GloboExtraO Estado de S. PauloFolha de S. Paulo e UOL.

Brasil está entre os cinco países com mais mortes, aponta OMS

Boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado no dia 29 de junho apontou que o Brasil está há oito semanas entre os cinco países com mais mortes pela covid-19 no mundo . O país também aparece há 4 semanas entre os que têm maior número de casos.

De acordo com dados das secretarias de saúde analisados pelo consórcio de veículos de imprensa, o Brasil enfrenta a primeira alta mensal de mortes por covid-19 desde fevereiro, mas com baixa letalidade. Foram 4.739 mortes registradas em junho e 3.176 em maio. A letalidade registrada no período, no entanto, foi a menor para um semestre desde o início da pandemia. Enquanto isso, os especialistas destacam necessidade de dose de reforço e máscaras.

Frio, aumento das aglomerações e a retirada das máscaras são apontados como motivos para a escalada de casos. Além disso, há uma grande desigualdade regional na vacinação.

Como alerta a reportagem do g1, a covid-19 é uma doença que pode causar sintomas por um longo período. Por isso, a proporção de mortes/casos não é suficiente para mostrar a extensão dos danos da pandemia.

Brasil perde duas crianças abaixo de cinco anos por dia para a covid-19, diz estudo

A faixa etária que ainda não está elegível para a vacinação no país vem lotando os hospitais pediátricos. Segundo a reportagem da Folha, entre 2020 e 2021, foram 1.439 mortes nesse grupo, sendo que 48% eram de bebês entre 29 dias e um ano incompleto (pós-neonatal), uma média de 1,9 por dia. Em 2022, são pelo menos mais 291 mortes abaixo dos cinco anos até o dia 11 de junho, uma média de 1,8 por dia.

A análise inédita é do Observa Infância, projeto ligado ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Os números de 2020 e 2021 foram extraídos do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e já passaram por revisão do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais de Saúde.

Positividade em amostras cai pela primeira vez desde março na rede privada, aponta ITpS

O percentual de testes positivos para covid-19 caiu de 45,3% para 40,6% na última semana (18 a 25 de junho), indica análise do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) com testes realizados pelos laboratórios particulares Dasa, DB Molecular e HLAGyn. Trata-se da primeira queda na positividade desde 26 de março. Na ocasião, após marcar 3,6%, a taxa inverteu a tendência de baixa e passou a subir semana após semana.

A queda se deu em todas as faixas etárias, exceto entre crianças de 0 a 4 anos (alta de 16% para 18%). As maiores reduções foram observadas em pessoas de 40 a 49 anos (de 51% para 44%), de 10 a 19 anos (de 36% para 30%) e de 30 a 39 anos (de 47% para 42%).

Relatório divulgado pelo ITpS em 23 de junho mostrou que, em duas semanas, a identificação das sublinhagens BA.4 e BA.5 passou de 44% para 79,3% no total de amostras positivas para SARS-CoV-2. Segundo análise do ITpS, como não há por enquanto a ocorrência de novas variantes, a tendência é que a taxa de positividade continue em queda.

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