Os protetores íntimos menstruais e diários são tóxicos?

Fanny Le Brun

22 de junho de 2022

Cada vez mais mulheres se questionam sobre os riscos associados ao uso de protetores íntimos menstruais e diários: composição química, choque tóxico... Na França, a Agência Nacional de Segurança Sanitária da Alimentação, do Ambiente e do Trabalho (ANSES, sigla em francês) avaliou a segurança desse tipo de produto. Os ensaios revelaram a existência de substâncias químicas em absorventes internos (ou tampões) e externos, coletores menstruais e/ou protetores diários (ou protetores de calcinha), porém sem ultrapassar os limiares sanitários e sem evidências de qualquer risco relacionado com a presença dessas substâncias. Contudo, a ANSES recomendou que os fabricantes melhorem a qualidade das matérias-primas e revejam certos processos de fabricação, a fim de eliminar ou minimizar a existência de substâncias químicas nesses produtos.

Evitando o choque tóxico

A ANSES pontua algumas regras de higiene muito importantes para evitar a síndrome do choque tóxico, doença infecciosa aguda causada pela liberação da toxina bacteriana TSST-1, produzida por um tipo de Staphylococcus aureus, na circulação sanguínea:

  • respeitar as recomendações de utilização específicas de cada produto, particularmente o tempo de uso dos absorventes internos e dos coletores menstruais;

  • lavar as mãos antes e depois de trocar a proteção íntima;

  • utilizar absorventes íntimos somente durante a menstruação; e

  • escolher um absorvente íntimo com poder de absorção adequado ao fluxo menstrual, a fim de trocá-lo regularmente.

Não foram observadas evidências de relação direta entre as propriedades físico-químicas dos materiais dos protetores íntimos e o risco de síndrome do choque tóxico. Esta síndrome parece estar ligada sobretudo às circunstâncias do uso, por exemplo, permanecer com o mesmo absorvente interno por muito tempo e/ou usar um absorvente (interno ou externo) com capacidade de absorção maior do que o necessário.

A agência francesa preconiza que os fabricantes de produtos de proteção íntima interna sinalizem com clareza os riscos relacionados com o choque tóxico nas embalagens e na bula, sobretudo dos coletores menstruais, que são mais recentes no mercado e reutilizáveis, diferentemente dos absorventes internos, que são descartáveis.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Univadis Medscape Professional Network.

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