Covid-19: Resumo da semana (11 a 17 de junho)

Equipe Medscape Professional Network

17 de junho de 2022

Neste artigo

A covid-19 no mundo

O mundo registrou 538.114.270 diagnósticos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, e 6.316.493 óbitos por covid-19 até o dia 16 de junho de 2022, de acordo com o monitor  Coronavírus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne, pediu aos países que redobrem seus esforços para alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 70% de cobertura vacinal até meados de 2022. 

Até o momento, 16 países e territórios da região já vacinaram 70% da população elegível. Colômbia, Bermudas e El Salvador seguem com cerca 65%, enquanto outros 11 ainda não atingiram 40% de cobertura.

Na semana passada, os países da região relataram mais de 1,2 milhão de novos casos, um aumento de 11% em relação à semana anterior. Esta é a oitava semana consecutiva de aumento no número de casos.

Os casos no México aumentaram 71%, mas o número médio de mortes diárias relacionadas à covid-19 diminuiu. A Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) estimou que o México já está em sua quinta onda da doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. Nos próximos dias, crianças de 5 a 11 anos poderão ser vacinadas.

A América Central relatou uma redução de 32% nos casos e uma diminuição de 36% nas mortes associadas à covid-19. A América do Sul registrou um aumento de 20% nos casos, enquanto no Caribe o número de novas infecções aumentou 3,7%. Na América do Norte, os Estados Unidos tiveram aumento de 2% nas internações e de 4,2% nas internações em unidades de terapia intensiva.

Na França, a epidemia está recomeçando com a disseminação da variante BA.5. O número médio de novos casos confirmados por dia foi de 37.025 em 13 de junho, um aumento de 97% em uma semana (incidência 407/100.000). Além disso, ao longo da semana, em média, 489 novas pessoas foram internadas por dia (+20% em 16 de junho/semana anterior), enquanto 56 novas internações em terapia intensiva foram registradas por dia em média (+22%/anterior semana).

No entanto, nesta fase, os especialistas não estão preocupados: "Devemos passar o verão sem excesso de problemas de saúde ligados a esta pandemia [...] podemos dizer que esse pico foi muito mais fraco que os outros e que durou muito pouco tempo com um impacto hospitalar real, mas bastante modesto", comentou o professor Frédéric Adnet (SAMU 93, Hospital Avicenne, Bobigny), para a edição francesa do Medscape.

Na Alemanha, diante do aumento das  infecções  por covid-19, o ministro da Saúde, Karl Lauterbach, aconselhou os idosos e pessoas vulneráveis ​​a receberem um reforço de vacinação. O efeito observado até agora durante a pandemia está sendo atribuído à alta transmissibilidade das variantes do vírus atualmente em circulação (BA.4 e BA.5) e ao levantamento das medidas de barreira. De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), a incidência nacional em sete dias foi de 472,4/100.000 na manhã de quarta-feira (15 de junho), quase o dobro da semana anterior.

 

Esta semana, a presença da subvariante BA.4 foi estimada como responsável por cerca de 15-16% das infecções e a BA.5 por 40-50%. Nas próximas semanas, a BA.4 poderá suplantar a sublinhagem BA.5.
 

Na Itália, embora o número de casos esteja aumentando (222/100.000), assim como o número de pacientes que precisam de cuidados intensivos (+6% na última semana), o decreto que estabelece a vacinação obrigatória para todas as pessoas com mais de 50 anos não foi renovado. A partir de 15 de junho, a vacinação deixa de ser obrigatória para todas as pessoas com mais de 50 anos, com exceção para médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. As máscaras permanecem obrigatórias apenas nos transportes públicos, mas já não mais indispensáveis nos cinemas e outros espaços privados ou públicos, incluindo escolas. Também foram dispensadas nos aviões, para conciliar a regra italiana com os regulamentos europeus.

Na Espanha, o último relatório do Ministério da Saúde mostra um aumento, pela primeira vez em um mês, na incidência de covid-19 entre os maiores de 60 anos de cerca de +11 pontos em relação ao relatório anterior, ou seja, 590/100.000 habitantes nos últimos 14 dias. O risco ainda é considerado "médio", de acordo com a classificação do Ministério da Saúde. A taxa de ocupação da unidade de terapia intensiva permanece estável em 3,85%. Na semana passada, 78.589 infecções e 325 mortes foram relatadas.

Em comparação com outros países europeus, Portugal apresenta uma incidência cumulativa de covid-19 em 14 dias superior a 960/100.000 habitantes e R(t) inferior a 1. A incidência é considerada muito elevada e com tendência decrescente. Os dados são provenientes do relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) publicado em 8 de junho. Em comparação com a semana anterior (24 a 30 de maio), houve 15.479 infecções a menos, mas mais 68 mortes. O boletim da DGS indica que, até a segunda-feira (6 de junho), estavam internadas 1.991 pessoas, menos 101 do que no mesmo dia da semana anterior, estando 108 doentes em unidades de cuidados intensivos.
De acordo com os resultados de um estudo publicado na edição de 9 de junho da revista científica Eurosurveillance, o impacto do lockdown durante a 2ª e 3ª ondas em Portugal foi maior quando incluiu o fechamento das escolas.

Na semana passada, o distrito de Chaoyang, em Pequim, na China, sofreu um surto de covid-19 relacionado a um bar localizado em uma área de vida noturna e compras. Em resposta, as autoridades ordenaram três rodadas de testes em massa para conter o surto. Foram notificados 166 casos ligados a este foco epidêmico.

A Índia registrou um aumento de casos nos últimos dias. Em 16 de junho, 12.213 novos casos foram registrados nas últimas 24 horas, o maior número diário desde 26 de fevereiro. No entanto, o número de internações e óbitos permanece baixo. As principais cidades Mumbai e Délhi relataram mais de 2.000 e 1.000 casos diários, respectivamente.

Desde 10 de junho, o Japão voltou a aceitar turistas estrangeiros, que, no entanto, estão submetidos a procedimentos rigorosos para entrar no país. O Japão planeja permitir a entrada de 30.000 visitantes por dia (atualmente 20.000). Antes da pandemia, havia uma média de 100.000 chegadas diárias em solo japonês, segundo o jornal  Le Monde .

O número de casos de covid-19 (24.422) diminuiu na região africana na semana que terminou em 5 de junho, marcando uma queda de 25% na última semana.

A maioria dos novos casos foi relatada na África do SulEtiópiaZimbábueTanzânia e Namíbia. No entanto, as mortes associadas à doença aumentaram 4%. Cinco países (Etiópia, Ilhas Maurício, Namíbia, Seychelles e Zimbábue) estão sob vigilância rigorosa devido à alta incidência ou a um aumento recente no número de novos casos. A variante Ômicron continua a ser a variante dominante na região, com as sublinhagens altamente transmissíveis BA.4 e BA.5 sendo amplamente detectadas entre os novos casos. Em relação à vacinação, segundo o Africa CDC, apenas 17,4% da população estão totalmente vacinados.

De acordo com uma análise da OMS, espera-se que o número de mortes por covid-19 na África diminua quase 94% em 2022, em comparação com 2021, que foi o ano mais mortífero da pandemia.

*Colaboradores deste artigo Aude Lecrubier (edição francesa do Medscape), Claudia Bravo (Medscape em espanhol), Eli Paes e Mônica Tarantino (Medscape em português), Vanessa Sibbald (Medscape UK), Maria Baena (Univadis Espanha), Brenda Goodman (Medscape Estados Unidos), equipe editorial Coliquio (Alemanha), Daniela Ovadia (Univadis Itália), Pavankumar Kamat (Univadis para a Ásia).

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