Covid-19: Resumo da semana (11 a 17 de junho)

Equipe Medscape Professional Network

17 de junho de 2022

Neste artigo

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso  Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 . 

A tendência de aumento de casos e óbitos por SARS-CoV-2 persiste no Brasil. A média móvel de sete dias em 16 de junho foi de 40.088, um aumento de 29% em relação a duas semanas atrás. A média móvel de mortes na mesma data foi de 149. Na comparação com a média de 14 dias anteriores, a variação foi de 59%, indicando uma forte tendência de alta nos óbitos pelo sexto dia consecutivo.

Desde o início da pandemia, o país teve 668.892 óbitos e 31.640.775 casos notificados de covid-19, segundo dados das secretarias estaduais de saúde, reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa criado para monitorar a pandemia. Fazem parte da iniciativa g1O GloboExtraO Estado de S. PauloFolha de S. Paulo e UOL.

Ocupação de UTI covid em SP é superior a 80% em quase metade dos hospitais privados

Levantamento foi feito pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios (SindHosp) privados do estado entre 3 e 14 de julho. A taxa de ocupação em leitos pediátricos ultrapassa os 60%. De acordo com o SindHosp, 95 hospitais participaram do mapeamento. Desse montante, 31% estão localizados na capital paulista e 69% no interior, e somam 8.907 leitos clínicos, 2.790 leitos de UTI adulto e 479 de UTI pediátrica.

O custo dos erros e das desigualdades sociais no Brasil

Um novo estudo feito a partir de dados oficiais enfatiza o impacto da pandemia de covid-19 entre pessoas de 40 a 59 anos e indica que, no auge da disseminação, o Brasil chegou a quase 4 mil mortes por dia, superando a média diária de mortes por todas as causas de 2019. Os resultados também mostram que a taxa de mortalidade no país foi três vezes maior na população analfabeta do que entre pessoas com formação universitária. Os autores concluíram ainda que a taxa de letalidade da covid-19 no Brasil foi o dobro da taxa global e que a metade das mortes realmente poderia ter sido evitada

Além disso, outra pesquisa chegou à mesma conclusão, porém forma mais aprofundada e detalhada. O trabalho estudou a marcada variação geográfica e temporal, desde o início da pandemia, nas taxas de letalidade da covid-19 entre pacientes internados, atribuindo a disparidades regionais – ausência ou limitação de recursos – cerca de 29,8% do excesso de óbitos (intervalo de confiança, IC, de 95%, de 28,7 a 30,9%). Mas, se todas as 14 capitais estudadas tivessem experimentado ao longo da pandemia a letalidade hospitalar observada em Belo Horizonte, os óbitos hospitalares poderiam ter sido reduzidos em cerca de 57,1%. Leia mais.

Positividade dos testes na rede privada sobe de 23% para 42%, segundo ITpS

No período de um mês (14 de maio a 11 de junho), a positividade de testes para SARS-CoV-2 subiu de 23,6% para 42,3% enquanto para Vírus Sincicial Respiratório (VSR) caiu de 17,3% para 8,4%. Também houve aumento nos resultados positivos para Influenza A, de 2% para 4%. Os dados constam do nono relatório de monitoramento de vírus respiratórios produzido pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS). Para a análise, foram utilizados 297.135 testes moleculares realizados pelos laboratórios privados Dasa, DB Molecular e HLAGyn de 1º de fevereiro a 11 de junho, cerca de 95% deles coletados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

No último mês, todos os estados analisados e faixas etárias observaram aumento da positividade para SARS-CoV-2. Em relação aos estados, as taxas ficaram acima de 30%, sendo que três unidades ultrapassaram os 40%: Distrito Federal (de 18% para 48%), Rio de Janeiro (de 24% para 44%) e São Paulo (de 30% para 43%).

No mesmo período, todas as faixas etárias a partir de 30 anos tiveram positividade acima de 45%, com destaque para 50 a 59 anos (52%), 70 a 79 anos (48%) e 60 a 69 anos (47%). Testes feitos em crianças de 5 a 9 anos tiveram 27% dos resultados positivos para SARS-CoV-2 e de 0 a 4 anos, 16%, faixa etária em que o VSR é mais comum.

Na semana epidemiológica 23 (5 a 11 de junho), a proporção de resultados positivos ultrapassou os valores de fevereiro. Outro dado que indica a seriedade do atual cenário é o crescimento constante do número de testes realizados, independentemente do resultado. Em um mês, a quantidade de testes feitos por semana subiu de 13.422 para 22.838, uma alta de 70%.

Confirmado sexto caso de varíola símia

Na quinta-feira (16), o Ministério da Saúde confirmou o sexto caso de varíola símia no país. O paciente é de Indaiatuba, no interior paulista, e passou pela Europa. O ministério ainda avalia outros 13 casos suspeitos. No mundo já passa dos 1,5 mil infectados em países onde a doença não é endêmica.

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