Síncope com pródromos aos 25 anos de idade

Dra. Carolina Vedovato

13 de junho de 2022

A disjunção do anel mitral, ou disjunção anular mitral, é definida como descolamento do anel mitral do miocárdio basal do ventrículo esquerdo, ao qual ele normalmente estaria ligado, com uma excursão sistólica anormal do ponto de articulação do folheto para o átrio esquerdo. Essa disjunção pode ou não estar associada a prolapso valvar mitral. Quando associada a arritmias ventriculares, alguns autores chamam de síndrome da disjunção do anel mitral.

Achados nos exames de imagem podem estar ligados a pior prognóstico, com o aparecimento de arritmias ventriculares e risco de morte súbita. Podemos citar a doença de Barlow, com prolapso valvar mitral clássico com cúspides espessadas e redundantes; grau de regurgitação mitral (embora pacientes com regurgitação mínima também possam ter morte súbita); disjunção > 8 mm; e fibrose em papilares, visualizada em ressonância magnética do coração. É importante solicitar avaliação específica dessa região na ressonância, pois é facilmente negligenciada.

Estudos também demostram que um pico na velocidade do Doppler tecidual no anel lateral mitral > 16 cm/seg. está associado a arritmias ventriculares. Por lembrar o capacete pickelhaube”, do histórico militar alemão, esse pico gráfico foi denominado de “sinal de pickelhaube”.

Achados eletrocardiográficos, como a presença de arritmias ventriculares frequentes e complexas no Holter de 24 h, a inversão de ondas T em parede inferior ou onda T bifásica, também são associados a maior risco de morte súbita.

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