Teste Rápido: Bolhas, soluços, zumbido, Pseudofolliculitis e vertigem

Dr. Richard H. Sinert

Notificação

30 de maio de 2022

Vertigem posicional paroxística benigna é definida como sensação anormal de movimento causada por certas posições como gatilho. As posições de gatilho em geral provocam movimentos oculares específicos (nistagmo). O quadro pode apresentar diferentes graus de gravidade. Nos casos extremos, qualquer movimento da cabeça pode causar náuseas e vômitos. Apesar do forte nistagmo, alguns pacientes parecem se incomodar pouco.

A vertigem posicional paroxística benigna clássica costuma ser deflagrada pela ação súbita de mover-se da posição ereta para a posição supina enquanto se inclina a cabeça 45 graus para o lado da orelha acometida. Simplesmente estar na posição deflagradora não é suficiente; a cabeça deve mover-se para o ângulo que causa o mal-estar. Depois de estar na posição deflagradora, ocorre um período de latência de alguns segundos antes da vertigem. Quando a vertigem posicional paroxística benigna é deflagrada, os pacientes sentem-se como se, de repente, fossem atirados para uma estrutura rotatória, caindo para o lado da orelha acometida. Os sinais e sintomas começam de modo muito violento e geralmente param em 20 ou 30 segundos. Esta sensação é desencadeada novamente quando a pessoa se senta ereta; no entanto, a direção do nistagmo é invertida.

O início da vertigem posicional paroxística benigna é tipicamente súbito. Muitos pacientes despertam com o quadro, percebendo a vertigem ao tentar sentar-se de repente. Mais tarde, a propensão para a vertigem posicional pode durar dias a semanas, ocasionalmente meses ou anos. Em muitos casos, os sinais e sintomas são resolvidos por algum período e depois recorrem.

Os achados ao exame físico em pacientes acometidos pela vertigem posicional paroxística benigna não costumam ser dignos de nota. Todos os achados ao exame neuro-otológico, exceto os da manobra de Dix-Hallpike, podem ser normais. Entretanto, a existência de achados neuro-otológicos não descarta o diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna. A manobra de Dix-Hallpike é o exame clínico convencional da vertigem posicional paroxística benigna. O achado de nistagmo rotatório clássico com latência e duração limitada é considerado patognomônico. Um resultado negativo neste exame não tem significado, exceto para indicar ausência de canalitíase ativa.

O procedimento de reposicionamento do canalito é simples e não invasivo, feito no consultório. É projetado para curar a vertigem posicional paroxística benigna em uma a duas sessões. Como a relação entre o risco e o benefício é tão alta para o benefício, parece ser a primeira escolha óbvia entre as modalidades terapêuticas. A cirurgia costuma ser reservada para pacientes sem resultados com o procedimento de reposicionamento do canalito. Não é um tratamento de primeira linha por ser invasivo e envolver a possibilidade de complicações como perda auditiva e lesão do nervo facial. As opções são labirintectomia, oclusão do canal posterior, neurectomia singular, secção do nervo vestibular e aplicação transtimpânica de um aminoglicosídeo. Todos têm uma grande chance de controlar a vertigem. A destruição completa da orelha interna acometida é excessiva, considerando que apenas o canal semicircular posterior está prejudicado. Portanto, a labirintectomia ou a secção vestibular do nervo devem ser reservadas para casos mais extremos.

Saiba mais sobre a vertigem posicional paroxística benigna.

Comente

3090D553-9492-4563-8681-AD288FA52ACE
Comentários são moderados. Veja os nossos Termos de Uso

processing....