COMENTÁRIO

Carreira médica: qual o melhor momento para fazer um MBA?

Mahiti Godoy e Nathalia Nunes

26 de maio de 2022

Colaboração Editorial

Medscape &

Após anos de investimento em conhecimento técnico adquirido na faculdade, na residência e na educação médica, os médicos saem preparados para a assistência, mas com frequência se veem sem conhecimento de uma parte importante da saúde: a gestão.

Conhecer os sistemas de saúde e o impacto que os fluxos assistenciais têm na rotina de trabalho, no faturamento das organizações e nas decisões operacionais e assistenciais tem tido cada vez mais importância na prática médica. É comum que o profissional, em algum ponto de sua carreira médica, decida por uma profissionalização nos assuntos relacionados a liderança e administração.

A International Hospital Federation traçou as principais áreas em que os executivos de saúde precisam investir para transformar o sistema: liderança, comunicação e gestão de relacionamentos, responsabilidade social e profissional, sistema de saúde e negócios.

A decisão de fazer um MBA precisa considerar a intenção de desenvolvimento em cada um desses aspectos, além da trajetória pessoal e profissional de cada indivíduo. Além disso, precisa estar alinhada com a vontade de investir nessa empreitada.

Algumas perguntas podem ajudar na tomada de decisão:

  1. Qual meu objetivo em médio/longo prazo? O que mais me atrai? Qual área de atuação acho interessante (mesmo que ainda não faça parte dela)?

  2. Vou ter tempo para me dedicar às disciplinas e à construção de relacionamento e networking que o período de estudo propõe?

  3. Que instituições de ensino têm uma metodologia ou abordagem condizente com o que estou procurando? Quero fazer no Brasil? Quero estudar fora?

Um MBA pode ser o início ou o aprimoramento das habilidades de gestão de um médico. A gestão de clínicas e consultórios, a liderança médica em instituições de saúde e a participação na tomada de decisões estratégicas são vistas como motivações frequentes na escolha de um programa de MBA.

A mudança de perspectiva e a profissionalização do setor de saúde demandam cada vez mais lideranças capazes de tomar decisões mais custo-efetivas, mas que também garantam a qualidade da atenção ao paciente. Tudo isso corrobora a necessidade e a importância da transição – parcial ou total – de profissionais assistenciais para as cadeiras de gestão.

Mahiti Godoy é Chief Operating Officer (COO) na Prontmed e membro do Comitê Técnico da Aliança para Saúde Populacional (Asap).

Nathalia Nunes é fonoaudióloga pela Universidade de São Paulo com MBA em Economia e Gestão em Saúde pela Unifesp e Head de Expansão na Prontmed.

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