Teste Rápido: Tratamento da infecção infantil pelo vírus sincicial respiratório

Dr. Asif Noor

Notificação

16 de maio de 2022

Atualmente, existem mais de 30 vacinas experimentais candidatas contra infecção pelo vírus sincicial respiratório em diferentes fases de desenvolvimento. Essas vacinas contêm vírus vivos atenuados, vetores virais, partículas virais e subunidades. Atualmente, sete vacinas candidatas estão na fase 3.

As vacinas de vírus vivos atenuados não estão associadas à potencialização da infecção pelo vírus sincicial respiratório em populações que não foram infectadas previamente após exposição natural. A busca por uma vacina segura e eficaz contra essa infecção sofreu um enorme revés em 1966, depois que a vacina inativada por formalina foi associada à potencialização da doença respiratória. Muitas das crianças vacinadas, ao serem expostas subsequentemente à infecção natural pelo vírus, evoluíram com doença respiratória ainda mais grave. Uma das vantagens das vacinas de vírus vivos atenuados é que elas podem ser aplicadas por via intranasal, induzindo uma resposta imunitária nas mucosas do hospedeiro mesmo na presença de anticorpos maternos. Entretanto, historicamente a tolerabilidade e a segurança dessas vacinas têm sido um problema, pois pode haver atenuação insuficiente  do vírus.

As vacinas de vetores virais que estão sendo pesquisadas não foram associadas à potencialização da doença. A resposta imunitária da vacina de vetores virais não demonstrou interferir nos anticorpos maternos. Porém, as pessoas vacinadas podem desenvolver anticorpos antivetores, o que poderia diminuir a resposta imunológica, principalmente das doses de reforço da vacina.

Ao contrário das vacinas de vírus vivos atenuados, vacinas de partículas virais podem ser imunogênicas em uma faixa mais ampla de coortes etárias, inclusive populações pediátricas.

A descoberta de uma vacina contra a infecção pelo vírus sincicial respiratório tem sido uma prioridade em todo o mundo há várias décadas. Entretanto, com a maior priorização de recursos para o desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 e as ramificações do distanciamento social, os resultados desses estudos randomizados e controlados podem ser atenuados ou não atingir desfechos estatisticamente significativos. No curto prazo, provavelmente essas vacinas não estarão disponíveis para lactentes pré-termo e lactentes com doenças de base. Portanto, o uso continuado de imunoprofilaxia em crianças elegíveis de acordo com as atuais diretrizes da AAP provavelmente será mantido durante algum tempo. Por outro lado, os primeiros ensaios clínicos sobre anticorpos monoclonais de ação prolongada têm produzido resultados promissores e podem evitar a necessidade de injeções mensais.

Saiba mais sobre a pesquisa de vacinas contra a infecção pelo vírus sincicial respiratório.

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