Covid-19: Resumo da semana (23 a 29 de abril)

Equipe Medscape Professional Network

29 de abril de 2022

Neste artigo

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso  Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 . 

O Brasil registrou 30.414.677 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia até 28 de abril. As mortes chegam a 663.289 indivíduos no mesmo período.  

No dia 28, foram notificadas 124 mortes por covid-19 em 24 horas. A média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 105. Em comparação há 14 dias, a variação foi de -6%. Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rondônia, Roraima e Sergipe não tiveram registro de morte em 24 horas.

Na mesma data, o país registrou 19.488 novos casos diagnosticados em 24 horas. A média móvel nos últimos sete dias foi de 12.754, variação de -26% em relação há duas semanas.

Os dados são do ​consórcio de veículos de imprensa criado para monitorar a pandemia. As informações são coletadas diariamente junto às secretarias de Saúde estaduais. O consórcio é formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e g1.

Casos e óbitos em queda no país

De acordo com a nova edição do Boletim do Observatório Covid-19, divulgado no dia 29, dados registrados de 10 a 23 de abril, em duas semanas epidemiológicas, indicam nova redução dos indicadores da intensidade de transmissão da covid-19 no Brasil. Representando um decréscimo de 36% em relação às duas semanas anteriores (27 de março a 9 de abril), foi registrada uma média de 14 mil casos diários.

O número de óbitos foi de cerca de 100 mortes por dia, valor próximo aos verificados no início da primeira onda, em abril de 2020. Houve uma queda de 43% do índice de mortalidade em relação às duas semanas anteriores. Segundo a Fiocruz, dois estados apresentaram tendência de alta: Amazonas e Paraíba. Outras unidades apresentaram redução dos índices de mortalidade, como Rondônia, Roraima, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.  Quanto aos casos, nenhum estado apresentou tendência significativa de alta e em grande parte houve queda na incidência, como Amazonas, Roraima, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais e Goiás.

Diminuição da SRAG em crianças

Divulgado no dia 27, o Boletim InfoGripe confirma que a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças apresenta formação de platô e início de queda em diversos estados, refletindo a queda na curva nacional. As estimativas apontam para 3,5 (3,0 – 4,1) mil casos, dos quais cerca de 1,7 (1,3 – 2,3) mil são em crianças de 0 a 4 anos, na Semana Epidemiológica (SE) 16, que compreende o período de 17 a 23 de abril. O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 25 de abril.

A evolução da sublinhagem Ômicron BA.2 no Brasil

Pesquisa nacional divulgada pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS) informa que a positividade dos testes de covid-19 subiu de 6,2% para 11,7% em duas semanas. De acordo com a análise do ITpS, baseada em amostras sequenciadas pelos laboratórios da rede Dasa e DB Molecular, entre 17 e 23 de abril, a sublinhagem Ômicron BA.2 foi identificada em 84,3% dos testes. No relatório anterior, divulgado em 14 de abril, a porcentagem foi de 69,3% das amostras positivas.

Quanto à idade dos pacientes, segundo o ITpS, com exceção das crianças de 0 a 9 anos e dos adultos de 20 a 29 anos, todos os outros grupos observaram aumentos importantes na taxa de testes. Entre idosos de mais de 80 anos, a positividade subiu de 3% em 16 de abril para 12% na última semana analisada.

A hepatite fulminante em crianças

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre casos de hepatite fulminante e de origem desconhecida em crianças e adolescentes. Em cerca de 15 dias, foram mais de 169 registros em 11 países. A suspeita mais forte é de que esteja relacionada com casos de adenovírus, mas causas infecciosas e não infecciosas estão sendo apuradas.

No Reino Unido, especialistas em saúde pública disseram que um adenovírus é o mais provável fator subjacente no surto de hepatite de início súbito em crianças da região, mas OMS ainda não estabeleceu relação entre essas infecções e os casos de hepatite aguda grave. Estão em andamento investigações se algum um cofator poderia fazer com que um adenovírus normal produza uma apresentação clínica mais grave, informou a UK Health Security Agency (UKHSA) em um comunicado divulgado no início da semana.

Mais três casos confirmados de hepatite aguda não A-E em crianças com transaminases séricas superiores a 500 UI/L foram registrados desde o último comunicado da agência em 21 de abril, elevando o número total de casos conhecidos para 111. Desses, 81 ocorreram na Inglaterra, 14 na Escócia, 11 no País de Gales e cinco na Irlanda do Norte. Nenhuma morte foi registrada no Reino Unido, mas um total de 10 crianças afetadas posteriormente precisaram ser submetidas a um transplante de fígado. Dos casos na Inglaterra, 43 indivíduos já se recuperaram.

Sublinhagem desconhecida em São Paulo

Uma nova sublinhagem do SARS-CoV-2 pode ter sido identificada em São Paulo pelo laboratório Dasa. A amostra do vírus foi colhida em fevereiro de uma criança de três anos. Segundo os especialistas, ela exibe características ainda não catalogadas ou classificadas. O laboratório também confirmou dois novos casos pelo vírus recombinante XE.

MPSP continuará a investigar a Prevent Senior

O Ministério Público de São Paulo informou que continuará a investigação sobre as práticas da operadora de saúde Prevent Senior durante a pandemia de covid-19. Médicos e clientes acusaram a rede de administrar e referendar tratamentos ineficazes, o chamado “kit-covid”. A empresa comunicou que usará o relatório da Polícia Civil, que a isentou de crimes tratamento dos pacientes, para processar seus acusadores.

Rio de Janeiro suspende exigência de passaporte vacinal

A partir desta terça-feira (26), não será mais obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação para acessar locais fechados, tais como cinemas, restaurantes, boates e teatros, na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se da última medida de contenção da pandemia ainda vigente na cidade, uma das visitadas por turistas de todo o mundo. 

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