Covid-19: Resumo da semana (5 a 11 de fevereiro)

Equipe Medscape Professional Network

11 de fevereiro de 2022

Neste artigo

Os avanços na compreensão da doença

Confusão mental pós-covid-19: uma ‘doença neurológica real’

Resultados preliminares indicam que o comprometimento cognitivo associado à covid-19 tem uma base biológica e não psicológica como alguns supunham. É o que sugerem resultados preliminares de um estudo publicado em janeiro no periódico Annals of Clinical and Translational Neurology.
Síndrome da covid-19 pós-aguda é associada a risco de DHGNA

Estudo canadense associa a síndrome da covid-19 pós-aguda a aumento do risco de doença hepática gordurosa não alcoólica. Seria um possível novo fenótipo da covid-19 prolongada, de acordo com uma análise de pacientes internados em clínica no Canadá publicada no periódico Open Forum Infectious Diseases.

Escore POCOVID: US permite estratificar risco de morte em casos graves

Pesquisadores brasileiros do Hospital das Clínicas de Porto Alegre (RS) desenvolveram uma pontuação bastante fácil de utilizar para estratificar o risco de morte de pacientes com covid-19 em terapia intensiva. Isso é possível a partir de achados de ultrassonografias feitas no local de atendimento e de variáveis clínicas e laboratoriais obtidas até 36 horas após a internação.

Sequela cardíaca em crianças com SIM-P após covid-19

Novo estudo do ICr (Instituto da Criança e do Adolescente) do Hospital das Clínicas de São Paulo reforça a necessidade de acompanhamento a longo prazo das crianças que desenvolveram a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) por causa da covid-19. O trabalho mostrou que elas continuam com alterações nos vasos sanguíneos que alimentam o músculo cardíaco seis meses após a alta hospitalar. O quadro, que pode não ser percebido, pode aumentar o risco de infarto e insuficiência cardíaca na vida adulta.

Vida médica

Aumento salarial de 20% na saúde pública em São Paulo

Na quinta-feira (10), o governador de São Paulo anunciou um aumento de 20% para profissionais da Saúde e Segurança Pública. O projeto de lei ainda será enviado à Assembleia Legislativa. Com isso, o piso da categoria na área da saúde, que tem 69,6 mil servidores, passou de R$ 1.023,28 para R$ 1.227,94, valores referentes ao salário de técnico de enfermagem. O governador do estado, João Doria, pré-candidato à presidência da República, disse que o reajuste foi uma forma de retribuir a dedicação dos servidores durante a pandemia.

O peso da pandemia para os auxiliares e técnicos da área da saúde

A pandemia agravou as desigualdades e o preconceito sofrido por mais de 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras de nível técnico e auxiliar da área da saúde que exercem atividades de apoio na assistência, no cuidado e no enfrentamento à covid-19. Estudo inédito Os trabalhadores invisíveis da Saúde: condições de trabalho e saúde mental no contexto da Covid-19 no Brasil contou com a participação de 21.480 trabalhadores de 2.395 municípios de todas as regiões do país e descortinou a dura realidade de pessoas cujas vidas são marcadas pela ausência de direitos sociais e trabalhistas.

O estudo mostrou que 80% dessa população vive em situação de desgaste profissional relacionado ao estresse psicológico, à sensação de ansiedade e esgotamento mental.

A falta de apoio institucional foi citada por 70% dos participantes do estudo e 35,5% admitiram sofrer violência ou discriminação durante a pandemia. A maioria das agressões (36,2%) ocorreu no ambiente de trabalho, na vizinhança (32,4%) e no trajeto casa-trabalho-casa (31,5%).

E mais: A Fiocruz Mato Grosso do Sul, em conjunto com a Fiocruz Brasília, promoveu um estudo para avaliar o impacto do transtorno mental no trabalho e nos trabalhadores da saúde durante a pandemia de covid-19. O estudo contemplou profissionais de enfermagem, odontologia, medicina, farmácia e fisioterapia do Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal. Uma das produções da pesquisa é a publicação Cuidando-se: cartilha dos serviços psicológicos ofertados aos trabalhadores da saúde do Distrito Federal, lançada na quinta-feira (10).

Demissão de não vacinados

De acordo com o jornal The New York Times, cerca de três mil funcionários públicos da prefeitura de Nova York (EUA) que se recusaram a tomar vacinas contra a covid-19 estão sob ameaça de demissão e correm o risco de serem desligados de suas funções a partir do dia 11 de fevereiro. Será a medida mais drástica tomada nos EUA contra o movimento antivacina.

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