Covid-19: Resumo da semana (15 a 21 de janeiro)

Equipe Medscape Professional Network

21 de janeiro de 2022

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso  Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2  .

A disseminação acelerada da variante Ômicron está levando o Brasil ao pior momento de contágio desde o início da pandemia. Foram 168.060 casos notificados e 324 mortes em 24 horas até a última atualização de dados, na noite quinta-feira (20).

A média móvel de casos nos últimos sete dias foi de 110.442 – a maior registrada até o momentoEm comparação à média de 14 dias, a variação foi de +373. A média móvel de mortes nos últimos sete dias foi de 235 – a maior desde 17 de novembro. Em comparação à média de 14 dias, a variação foi de +114.

Desde o início da pandemia até a manhã da sexta-feira (21), o país registrou 622.251 óbitos e 23.588.921 casos do novo coronavírus. Os dados são do levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa em secretarias estaduais de saúde. O consórcio é formado por G1, O Globo, Extra, Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e UOL.

Piora na ocupação de leitos de UTI

O novo Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz (Semanas Epidemiológicas 1 e 2 de 2022 – período de 2 a 15 de janeiro), oferece um balanço da pandemia em análises de internações, perfil demográfico e transmissão de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país.

A situação dos leitos de UTI covid-19, de forma geral, piorou em relação há duas semanas: cinco unidades da Federação entraram na zona de alerta intermediário (taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%), somando-se a outras seis na semana anterior. Há quatro estados na zona de alerta crítico. Entre as capitais com taxas divulgadas, Fortaleza (85%), Recife (80%), Belo Horizonte (88%), Rio de Janeiro (95%) e Cuiabá (100%) estão na zona de alerta crítico. No caso da cidade do Rio de Janeiro, é importante sublinhar que a taxa aqui apresentada não inclui leitos impedidos/bloqueados no denominador, o que eleva o seu valor.
Porto Velho (66%), Manaus (77%), Boa Vista (60%), Palmas (69%), São Luís (68%), Teresina (66%), Salvador (65%), Vitória (78%), Curitiba (61%), Campo Grande (77%), Goiânia (77%) e Brasília (74%) estão na zona de alerta intermediário.

O Boletim destaca a maior presença das idades mais jovens em internações e óbitos. Em especial para internações, os pesquisadores chamam a atenção para a participação de crianças com até 2 anos – um indicativo de que o grupo passou a ocupar lugar de destaque na pandemia no final de 2021 e início de 2022. Os especialistas veem um cenário de incerteza em médio prazo. “Para as internações em UTI, parece haver uma nova forma de distribuição em que adultos mais jovens e idosos menos longevos passam a compartilhar o perfil que mais requer cuidados intensivos. As próximas semanas poderão alterar a dinâmica das internações por covid-19 no país”.

Forte sinal de aumento de SRAG se mantém

O Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (21), aponta sinal forte de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). O número de novos casos de SRAG estimados para a Semana Epidemiológica (SE) 2 (período de 9 a 15 de janeiro) é de cerca de 19,3 mil casos [média entre 17,5 mil - 21,4 mil], enquanto a estimativa para a SE 1 é de 15,8 mil [15 mil - 16,5 mil]. Em termos de média móvel, passou de 13 mil para 16 mil casos semanais, representando um aumento de 23%.

Vacinação: o que pensam os brasileiros?

Mais de 79% da população brasileira são a favor da imunização de crianças, enquanto 17% rejeitam a vacinação dessa faixa etária, segundo levantamento divulgado no domingo (16) pelo Instituto de Pesquisa Datafolha, do Grupo Folha. O índice de pessoas contra a vacina é maior entre a faixa etária de 35 a 44 anos (22%), os que concluíram o ensino médio (21%) e os mais ricos do país (28%).

Mais uma pesquisa do Datafolha, divulgada em 15 de janeiro, revelou que o volume de brasileiros que afirmam ter contraído o novo coronavírus é o dobro dos registros oficiais. Segundo o estudo, um em cada quatro brasileiros com 16 anos ou mais disse que foi diagnosticado com covid-19 desde o início da pandemia, o que representa cerca de 42 milhões de pessoas infectadas. Aproximadamente 25% dos entrevistados disseram que foram testados para confirmar a infecção por SARS-CoV-2. De acordo com dados coletados nos estados pelo consórcio de veículos de imprensa que monitora a pandemia, os casos registrados chegam a mais 22,8 milhões.

Outra pesquisa divulgada em 18 de janeiro pelo Datafolha mostra que 81% dos brasileiros são a favor de apresentar comprovante de vacinação contra a covid-19 ao entrar em locais fechados, como escritórios, bares, restaurantes e casas de shows. Apenas 18% são contra a cobrança do chamado “passaporte de vacinação”.

Aumento nas internações de gestantes

Em comparação com o mês de novembro de 2021, as internações de gestantes e puérperas por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) aumentaram em 207% no início de 2022. Considerando apenas casos confirmados de covid-19, o aumento foi de 62%. Além disso, 80,4% das gestantes e puérperas internadas por SRAG não estavam vacinadas e apenas 4,3% tomaram duas doses de um imunizante. Os dados são do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr).

A semana das vacinas

Até a noite de quinta-feira (20), 68,97% da população estavam totalmente vacinados. É o equivalente a 148.164.207 pessoas. Mais de 75,7% tomaram a primeira dose (162.622.837 pessoas). A dose de reforço foi aplicada em mais de 38,3 milhões de pessoas, número que corresponde a 17,86% da população brasileira.

CoronaVac para crianças

A vacinação de crianças de cinco a 11 anos começou oficialmente em todo o Brasil na segunda-feira (17), exatamente um ano após o início da vacinação de adultos no país. Na quinta-feira (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade o uso da vacina CoronaVac para a população de seis a 11 anos, com restrição a imunossuprimidos.

Imediatamente após a liberação, o estado de São Paulo adiantou o calendário de vacinação, incluindo as crianças sem comorbidades. Elas serão vacinadas a partir deste sábado (22). Crianças de cinco anos receberão o imunizante da Pfizer/BioNTech, enquanto todas as outras receberão o imunizante disponível na unidade de saúde (Pfizer/BioNTech ou CoronaVac).
Na sexta-feira (21) o governo federal manifestou interesse em adquirir 7 milhões de doses de CoronaVac para o Programa Nacional de Imunização (PNI). O Butantan possui 15 milhões de doses prontas da vacina contra a covid-19, de acordo com Dimas Covas, diretor do instituto.

Sem ligação entre vacinação de gestantes e complicações

Endossando os CDC dos EUA, um estudo indica que a vacinação materna durante a gestação não está associada à prematuridade ou nascimento abaixo do baixo peso. O estudo foi publicado em 4 de janeiro pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos.

"Já tive covid-19, preciso vacinar?" Esse estudo diz que sim

Pesquisa avaliou a efetividade da proteção de quatro vacinas anticovídicas em pessoas com história de infecção pelo SARS-CoV-2. Resultados indicam efetividade de até 90% contra hospitalização e morte.

Estudo: 98% dos jovens em terapia intensiva nos EUA não tomaram vacina

De acordo com um novo estudo publicado no periódico  New England Journal of Medicine , a maioria dos adolescentes em terapia intensiva nos Estados Unidos por causa da covid-19 não foi vacinada. Os autores afirmam que duas doses da vacina “comprovaram ser altamente eficazes contra hospitalização relacionada à covid-19 e internação em terapia intensiva ou necessidades de suporte respiratório”. A vacina da Pfizer/BioNTech protegeu 94% das internações e foi 98% eficaz na prevenção da internação na unidade de terapia intensiva, segundo o estudo.

O trabalho foi liderado pelos CDC e 31 hospitais pediátricos em 23 estados dos Estados Unidos. Foram analisados ​​dados de 1.222 pacientes de 12 a 18 anos internados de 1º de junho a 25 de outubro de 2021, incluindo 445 adolescentes internados por covid-19 e 777 internados por outros motivos.

15, 14, 10, 7, 5 dias... qual é o tempo de isolamento adequado?

Pesquisadores buscam bater o martelo sobre o tempo de isolamento necessário para mitigar a disseminação da infecção pelo novo coronavírus. "Independentemente das diretrizes de cada país, os médicos são e serão continuamente questionados por seus pacientes em relação ao tempo de isolamento. E não existe resposta certa ou errada, o médico precisa saber explicar sobre a perspectiva individual e a perspectiva de saúde pública", disse ao Medscape a Dra. Melissa Palmieri, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) regional São Paulo.

O que esperar da evolução da pandemia e dos imunizantes?

Leia o resumo da apresentação da médica que coordenou a produção de uma das vacinas anticovídicas no Brasil, realizada durante o XXII Congresso Brasileiro de Infectologia. Junto com outros países da América Latina, o Brasil participará de um estudo sobre o uso de dose de reforço reduzida, atualmente em aprovação pelos CEPI (Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI), criado em 2017 durante a Reunião Anual de Davos do Fórum Econômico Mundial.

Crianças e o tempo de tela durante a pandemia: um estudo contestável

Estudo canadense não comprova que olhar para telas seja prejudicial, podendo simplesmente ser uma boa alternativa para as crianças que se sentem mais isoladas. Os pesquisadores não observaram relação estatisticamente significativa com aumento da ansiedade e/ou depressão ou hiperatividade e/ou desatenção nesse grupo de crianças.

De pandemia a endemia: um efeito Ômicron?

Especialistas avaliam se o grande aumento de casos nos EUA pode acelerar a “imunidade coletiva” e a transição para doença endêmica. Um dos entrevistados, o Dr. Eleftherios Mylonakis, Ph.D., chefe do serviço de doenças infecciosas da Lifespan e suas filiais no hospital de Rhode Island e no Miriam Hospital nos EUA, disse que a transformação da covid-19 em endemia é "uma possibilidade real, mas infelizmente (...) não parece que necessariamente teremos o mesmo padrão de previsibilidade da gripe.”

Novos kits diagnósticos

Na terça-feira (18), a Fiocruz pediu o registro à Anvisa do seu Kit Molecular Inf A/Inf B/SC2. O kit diferencia os vírus Influenza A, B e SARS-CoV-2, possibilitando o diagnóstico destas doenças em um único teste, e foi desenvolvido pelo Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). O outro teste criado pelos pesquisadores foi o kit molecular Quadriplex SC2/VOC para detecção e triagem das variantes Alfa, Beta, Gama, Delta e Ômicron do vírus SARS-CoV-2, também com a tecnologia reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa (RT-PCR). Seu uso é indicado para o diagnóstico e triagem viral a partir da identificação de cepas potencialmente importantes para a saúde pública e vigilância epidemiológica do país. Para a identificação da variante ainda seria necessário o sequenciamento genético da amostra. A previsão é que o teste Quadriplex seja submetido para registro junto à Anvisa até a próxima semana.

A grave situação dos profissionais da saúde

Até fevereiro de 2021, foram 1.292 mortes (622 médicos e médicas, 200 enfermeiros e enfermeiras e 470 auxiliares e técnicos), de acordo com artigo publicado pela Escola Nacional de Saúde Sergio Arouca (Fiocruz). Assinado por seis pesquisadores responsáveis pela pesquisa “Condições de trabalho dos profissionais da saúde no contexto da covid-19 no Brasil”, o texto relata o impacto da pandemia nesse grupo. O artigo informa que o SUS emprega mais de 3,5 milhões de trabalhadores de diversas categorias da saúde e aponta ações para proteção desses profissionais.

A covid-19 mundo afora

O mundo somou 342.928.762 diagnósticos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e 5.576.274 óbitos por covid-19 na manhã do dia 21 de janeiro, de acordo com o monitor Coronavirus Resource Center, da Johns Hopkins University (EUA).

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, anunciou que a região das Américas registrou, durante a semana passada, quase 7,2 milhões de novas infecções por covid-19 e mais de 15.000 mortes relacionadas à doença. Além disso, mais de 60% das pessoas na América Latina e no Caribe foram totalmente vacinadas contra a covid-19. A organização planeja vacinar pelo menos 70% da população até meados de 2022.

Em toda a região da América Latina e Caribe, casos e hospitalizações aumentaram na última semana. No PanamáCosta Rica e Honduras, os casos duplicaram. Enquanto na Martinica e St. Martin, os casos aumentaram 600% e 135%, respectivamente.

Na África, o número de casos diminuiu na semana passada (foram 190.000, 27% menos) e também houve queda no número de mortes (2.000, uma diminuição de 4%). Marrocos ainda tem fronteiras fechadas. Na África do Sul, apenas oito semanas depois que os pesquisadores identificaram pela primeira vez a nova variante Ômicron, o número de casos caiu 9%. A vacinação continua lenta e baixa. Apenas cerca de 10% da população da África foram totalmente vacinadas. Os suprimentos de vacinas para o continente melhoraram recentemente. A Organização Mundial da Saúde informou que está intensificando esforços para fornecer efetivamente doses de vacina à população em geral.

No Reino Unido, a notícia de maior destaque é que os números da Ômicron estão finalmente caindo, o que significa que a onda atingiu o pico. O número de hospitalizações que vinha dobrando a cada nove dias há duas semanas agora se estabilizou. Por isso, o governo está encerrando o Plano B e retornando ao Plano A, o que significa que as certificações obrigatórias terminarão e as pessoas poderão parar de trabalhar em casa. O uso de máscara também não será mais obrigatório. Em 13 de janeiro, o número de dias em quarentena de alguém com resultado positivo foi reduzido de sete dias para cinco dias, após dois testes negativos. Isso ocorre apesar de estudos mostrarem que as pessoas ainda podem estar infecciosas após cinco dias. Trabalhadores de hospitais continuam a ser uma área problemática, especialmente porque as vacinas obrigatórias entram em vigor no final de março, o que significa que os profissionais de saúde terão que iniciar sua primeira dose até 3 de fevereiro para manter seus empregos. O National Health Service (NHS) planeja demitir sem indenização aqueles que se recusam a vacinar, a menos que tenham uma isenção.

Em 17 de janeiro, 90,7% da população do Reino Unido com mais de 12 anos já receberam a primeira dose de uma vacina anticovídica; 83,4% tomaram a segunda dose e 63,6% já foram imunizados com a dose de reforço. 

A taxa diária de infecções é de 94.432, com 673.987 novos casos nos últimos sete dias – uma redução de 38,9%, segundo dados de 18 de janeiro. A UK Security Agency reportou uma queda de 2,9% nas admissões em hospitais em relação à semana anterior. Em 17 de janeiro, a taxa diária de testes positivos em sete dias caiu 22,5% em relação à semana anterior. No dia 18, foram reportados 438 óbitos, totalizando 1904 em sete dias, um aumento de 14,7% em relação à semana anterior.

Na França, o número médio de casos em sete dias é o mais alto (309.433). A taxa de incidência da doença permanece alta (3.063/100.000), bem como a taxa de testes positivos (23,9%). Especialistas acreditam que a quinta onda provavelmente atingiu o pico.

Em relação à vacinação, o porta-voz do governo, Gabriel Attal, acredita que o novo cartão de vacinação poderá entrar em vigor até o final da semana. Sobre o passe anterior, o Health Pass, o Conselho de Análise Econômica disse que a sua introdução ajudou a evitar cerca de 32.065 internações e 3.979 mortes na França. Em 18 de janeiro, 32.421.168 pessoas receberam uma dose de reforço. As entregas da vacina da Novavax, proposta como alternativa para aqueles que recusam as vacinas de ARNm, foram adiadas do início para o final de fevereiro. 

Na semana passada, o presidente do governo da Espanha anunciou um plano de vigilância considerando a covid-19 como doença endêmica.

Isso significará o fim da contagem diária de casos e testes em massa. Alguns especialistas são contra essa medida e a consideram prematura. A incidência caiu pela primeira vez desde novembro passado (cerca de 3.000 por 100.000), o que parece indicar que o país já atingiu o pico da sexta onda.

Com atraso em relação a outros países da União Europeia, os casos na Alemanha também estão atingindo níveis anteriormente desconhecidos. Na quarta-feira (19), o Instituto Robert Koch (RKI) informou que, pela primeira vez desde o início da pandemia, mais de 100.000 infecções foram notificadas em um dia. Mais especificamente, os escritórios de saúde relataram 112.323 casos em 24 horas. Isso é cerca de 32.000 a mais do que há uma semana. A incidência em sete dias também atingiu o máximo de 584,4. No dia anterior, a incidência nacional havia sido de 553,2 (semana anterior: 407,5; mês anterior: 315,4).

Apesar do aumento de casos, o número de pacientes em unidades de terapia intensiva caiu de cerca de 5 mil na primeira quinzena de dezembro para 2.664 na terça-feira (18), segundo a Associação Alemã de Terapia Intensiva (DIVI). O número de mortes relatadas também diminuiu nos últimos dias. 

De acordo com o RKI, a incidência da covid-19 em sete dias entre pessoas com 80 anos ou mais foi recentemente de 115 – um ligeiro aumento em relação às semanas anteriores. Entre cinco e 14 anos de idade, a incidência é agora cerca de dez vezes maior do que entre os idosos e mais que dobrou em uma semana.

Até 15 de março, funcionários de instituições como consultórios médicos e clínicas precisam apresentar comprovante de vacinação ou recuperação da covid-19. No entanto, até agora não há sinais de mais demissões como resultado da iminência da vacinação obrigatória. A taxa de vacinação nos hospitais de todo o país é muito alta, superior a 90%.

Em Portugal, um relatório da Ordem dos Médicos e do Instituto Superior Técnico prevê que o pico da quinta onda de covid-19 no país deverá ocorrer entre 20 e 24 de janeiro, período em que o número de novas infeções pode chegar a 50 mil casos diários. Estima-se que cerca de 400 mil pessoas estarão em isolamento em 30 de janeiro, dia em que o país realizar eleições antecipadas para o Parlamento.

Na segunda-feira (17), Portugal registrou 46 mortes e 43.729 infeções por covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado em 18 de janeiro. De acordo com a DGS, foi o maior número de vítimas fatais desde que morreram 58 pessoas por covid-19 em 25 de fevereiro de 2021.

No dia 18, a incidência nacional era de 4.300,6 casos por 100.000 habitantes. No continente, a taxa foi de 4.155,9 casos por 100.000 habitantes. A taxa de transmissão nacional e continental foi de 1,13.

Até o dia 15, cerca de 8,8 milhões de pessoas estavam totalmente vacinadas em Portugal. Além disso, o país já administrou mais de quatro milhões de doses de reforço. A terceira dose foi administrada a 90% das pessoas com 80 anos ou mais; 92% das pessoas de 70 a 79 anos e 81% das pessoas de 60 a 69 anos, segundo o último boletim de vacinação da DGS.

A Austrália registrou um número recorde de 74 mortes diárias por covid-19 no dia 18. Destas, 36 foram relatadas no estado de New South Gales. O recorde diário anterior era de 59 mortes registradas em 4 de setembro de 2020.

A China relatou seu primeiro caso de Ômicron na capital Pequim, menos de três semanas antes do início dos Jogos Olímpicos de Inverno, em fevereiro. Os viajantes deverão fazer teste de covid-19 dentro de 72 horas após a chegada à capital chinesa. Novas restrições também foram implementadas na cidade de Zhuhai após a descoberta de sete casos de Ômicron. 

Segundo autoridades, o Japão deve impor restrições mais duras em 13 regiões do país, incluindo Tóquio, de 21 de janeiro a 13 de fevereiro. Restrições a jantares e reuniões fazem parte das medidas. O país registrou um número recorde de 32.087 casos diários no dia 19.

Hong Kong deve abater 2.000 hamsters, depois que vários roedores em uma loja de animais importados da Holanda foram encontrados infectados com covid-19. A cidade também vai restringir a venda de hamsters e a importação de pequenos mamíferos.

A Índia registrou 282.970 casos em 19 de janeiro, a maior contagem diária em mais de 8 meses. As maiores cidades do país, Mumbai e Délhi, atingiram seu pico e os casos estão agora em declínio.

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