Covid-19: Resumo da semana (16 a 22 de outubro)

Equipe Medscape Professional Network

22 de outubro de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

Na manhã da sexta-feira (22), o Brasil registrou 604.764 mortes por covid-19 e 21.696.575 casos diagnosticados de infecção pelo vírus SARS-CoV-2. Os números são do consórcio de veículos de imprensa que monitora a pandemia a partir dos dados obtidos das secretarias estaduais de saúde – o consórcio é formado por EstadãoG1O GloboExtraFolha de S. PauloUOL. Foram 461 mortes e 16.295 casos confirmados entre a quarta e a quinta-feira (21).

Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado na quinta-feira (21), informa que há continuidade na redução da transmissão do SARS-CoV-2, com queda do número de óbitos e de casos graves da pandemia. Os dados se referem à Semana Epidemiológica 41 (de 10 a 16 de outubro), que apresentou média diária de 10.200 casos confirmados e 330 óbitos por covid-19.

As taxas de ocupação de leitos em unidade de terapia intensiva (UTI) de covid-19 para adultos no SUS mantêm-se em relativa estabilidade, com 25 estados e 23 capitais fora da zona de alerta, sendo a maioria com patamares inferiores a 50%. As duas únicas unidades da Federação na zona de alerta são Espírito Santo, onde a taxa voltou a crescer de 65% para 71% (zona de alerta intermediário); e o Distrito Federal, onde a taxa caiu de 89% para 80% (zona de alerta crítico).

Na visão dos pesquisadores do observatório a tendência contínua de redução dos principais indicadores ao mesmo tempo em que ocorrem as oscilações nos registros ratifica a preocupação com a possibilidade de reveses. Os cientistas chamam a atenção para o fato de que a intensidade de circulação de pessoas nas ruas se encontra no mesmo nível da fase pré-pandêmica. A redução dos níveis de isolamento, indicados pelo Índice de Permanência Domiciliar (IPD), e o aumento da positividade dos testes laboratoriais sinalizam ainda cenários de transmissão do vírus. Além disso, a taxa de letalidade da doença no Brasil (cerca de 3,2%) se mantém em valores altos em relação aos padrões internacionais, “o que reflete a insuficiência de programas de testagem e diagnóstico clínico de casos suspeitos e seus contatos”, descrevem os autores.

Depoimentos de vítimas à CPI da Covid emocionam o país

Na segunda-feira (18), familiares das vítimas deram seu depoimento à comissão parlamentar de inquérito que investiga as ações e omissões do governo na gestão da pandemia no país. Os testemunhos foram pungentes, e o reconhecimento de todas as perdas pelas autoridades constituídas (os senadores) teve papel catártico no luto da nação.

“Transformei minha dor em minha luta. O trabalho do governo deveria ter sido mais sério”, disse Katia Castilho dos Santos, que perdeu os pais. A mãe dela, de 71 anos, foi tratada com medicamentos que não foram eficazes contra a doença, como a hidroxicloroquina.

Após ser ouvido, o taxista Márcio Antônio do Nascimento e Silva, que perdeu o filho e no ano passado se rebelou contra o desrespeito aos mortos pela doença durante uma manifestação na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, disse que finalmente poderá começar o luto. É o que esperam milhões de famílias brasileiras com a aprovação do relatório, que será votado na próxima semana.

Empate

Na quinta-feira (21), houve empate na votação realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) do relatório que contraindica o uso de medicamentos do chamado “Kit Covid” no SUS. Cinco secretarias do Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina votaram a favor do uso de remédios comprovadamente ineficazes contra a covid-19, como a hidroxicloroquina, na rede de saúde pública. Votaram contra duas secretarias do Ministério da Saúde, os conselhos de secretarias estaduais e municipais de Saúde, o Conselho Nacional de Saúde e a Agência Nacional de Saúde. Com o empate, a proposta segue para uma consulta pública on-line.

O enigma da Delta na América do Sul

Embora a tendência seja de que a variante Delta passe a predominar na região, há dúvidas sobre proteção cruzada pela forte circulação prévia da variante Gama (P.1). Originalmente detectada no Brasil, essa variante foi causa parcial de um recrudescimento de casos e mortes na região durante o primeiro semestre de 2021. Outros fatores que podem ter freado uma explosão de casos como a vista no resto do mundo. Leia mais aqui.

A subvariante AY.4.2

Na quinta-feira (21), o ministro da Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, informou que uma sub-linhagem da Delta, a AY.4.2, está se disseminando pelo país. Os cientistas investigam se esta sub-linhagem da Delta pode se espalhar mais facilmente do que a Delta original. Para refletir a preocupação, a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) passou a classificar a sub-linhagem como "variante sob investigação". Dados oficiais recentes, divulgados em 15 de outubro, indicam que 6% dos casos de covid-19 sequenciados geneticamente são causados por essa subvariante. A AY.4.2 foi registrada pela primeira vez no Reino Unido em julho deste ano. Os especialistas do Instituto Wellcome Sanger e do Instituto de Genética da University College London, no Reino Unido, disseram que a AY.4.2 pode ser 10-15% mais contagiosa do que a Delta original. Até o momento, a subvariante é quase inexistente fora do Reino Unido, com exceção de alguns poucos casos nos Estados Unidos e na Dinamarca.

A semana das vacinas

Na quarta-feira (20), o Brasil chegou a 50% da população com esquema vacinal completo contra a covid-19. O marco foi comemorado por especialistas. Até a manhã da quinta-feira (21), o país havia completado o esquema vacinal com duas doses ou dose única de mais de 108.129.955 pessoas (50,69% dos brasileiros). Outras 152.645.709 pessoas tomaram apenas a primeira dose (71,56%) da população. A dose de reforço foi dada a 5.600.355 pessoas (2,63% da população). De quarta para quinta-feira, foram aplicadas 1.199.569 doses no total.

Risco maior para grávidas

Um estudo do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 divulgado na terça-feira (19) indica que grávidas que não foram imunizadas têm cinco vezes mais chances de morrer por covid-19. No Brasil, 80,4% das gestantes e puérperas internadas por causa da doença não tomaram nenhuma dose da vacina. Só 4,3% das internações foram de gestantes que já haviam tomado as duas doses do imunizante. A letalidade é de 14,6%: a cada 100 grávidas não vacinadas, com quadros graves de covid-19, cerca de 14 morrem.

Reforço para sepultadores e professores

Sepultadores, profissionais da guarda civil metropolitana e fiscais poderão tomar dose adicional da vacina contra covid-19 em São Paulo. Na quinta-feira (21), a prefeitura também pediu ao Ministério da Saúde para iniciar aplicação de dose de reforço contra Covid-19 em profissionais da educação.

CoronaVac apenas para segunda dose em SP

De acordo com a prefeitura, os lotes do imunizante CoronaVac passarão a ser destinados apenas à segunda dose e dose de reforço. Os gestores decidiram também reduzir o intervalo entre a primeira e segunda dose para 15 dias. Antes, o período adotado era de 28 dias. O objetivo é completar mais rapidamente o esquema vacinal da população.

A vacina nasal do InCor

Ainda no dia 21, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (InCor) pediu autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar estudos clínicos fases I e II de uma vacina anticovídica administrada em spray nasal. De acordo com o InCor, além da forma inédita de administração, a vacina utiliza nanopartículas para transportar componentes derivados do vírus. A instituição divulgou que os ensaios com animais indicaram altos níveis de anticorpos IgA e IgG e resposta celular protetora.

Pfizer anuncia eficácia em crianças

A farmacêutica americana Pfizer afirmou nesta sexta-feira (22) que sua vacina é 90,7% eficaz em crianças entre 5 e 11 anos. Atualmente, o imunizante da marca é o único aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação em adolescentes de 12 a 17 anos no Brasil.

Relatos de casos de edema cerebral agudo em crianças

O caso destacado em pôster durante a reunião anual da Child Neurology Society e um relato de caso publicado em junho deste ano no periódico Child Neurology Open descrevem a morte de crianças com covid-19 por edema cerebral fulminante agudo. “O curso clínico rápido e devastador em ambos os casos destaca a necessidade de reconhecimento precoce do quadro como potencial complicação da covid-19 em pacientes pediátricos”, alertam neurologistas.

Estudo não aponta benefícios em terapias antitrombóticas

Riscos e benefícios das intervenções anticoagulantes e antiplaquetárias em pacientes ambulatoriais não foram estabelecidos até o momento e nem o esquema de anticoagulação ideal. Dados do ensaio clínico ACTIV-4B, publicados pelo periódico JAMA, apontam que não há subsídio clínico para o uso ambulatorial de ácido acetilsalicílico (AAS) ou apixabana para reduzir os principais eventos adversos cardiovasculares associados à covid-19 sintomática clinicamente estável.

Respostas imunológicas diferentes após vacina e cura

Resultados de uma pesquisa realizada por cientistas da The Rockfeller University, nos Estados Unidos, sob a coordenação do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig foram divulgados no periódico Nature no último dia 7. Os pesquisadores avaliaram a proteção conferida entre as duas doses (D1 e D2) e 1,3 e cinco meses após a D2 das vacinas de mRNA em pessoas que nunca se infectaram e compararam com a taxa de anticorpos e tipos de células de defesa de pessoas recuperadas.

A pandemia no mundo

Na manhã de 22 de outubro, o mundo registrou 242.698.743 casos confirmados de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e 4.933.356 mortes por covid-19, de acordo com o  Coronavirus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

Na semana entre 15 e 22 de outubro, houve quase 817.000 novos casos de covid-19 e mais de 18.000 mortes relacionadas à doença relatadas nas Américas. Mais de 41% das pessoas na América Latina e no Caribe foram totalmente vacinadas. Na América do Sul, Bolívia e Venezuela relatam aumento no número de novas infecções. No Caribe, a República Dominicana e Barbados informaram um aumento de mais de 40% em novos casos na última semana. Porto RicoTrinidad e Tobago e Martinica também registram um aumento no número de novas infecções.

A diretora da Organização Panamericana de Saúde (Opas), Dra. Carissa F. Etienne, anunciou que está trabalhando em conjunto com os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos, "para implementar um novo protocolo multiplex baseado em PCR que permitiria aos países detectar simultaneamente a covid-19 e a influenza na mesma amostra".

No México, a taxa de incidência cumulativa de casos é de 2.917,4 por 100.000 habitantes. Mais de 77% da população com mais de 18 anos de idade receberam pelo menos uma dose de uma vacina anticovídica. Em 18 de outubro, iniciou-se a vacinação para crianças e adolescentes de 12 a 17 anos com alguma comorbidade. Relatório do dia 11 sobre casos de covid-19 em profissionais de saúde apontou um total de 280.781 casos cumulativos, principalmente em mulheres (62,6%) e com idade mediana de 37 anos. O grupo mais afetado é o de 30 a 34 anos.

O número de novos casos, mortes e hospitalizações continua diminuindo nos Estados Unidos após o pico de verão da variante Delta, mas há ainda pontos críticos em estados no meio-oeste, como Iowa, Michigan, Minnesota e Wisconsin, e nas montanhas do oeste, onde a queda das temperaturas está obrigando as pessoas a ficarem mais em casa. O Dr. Anthony Fauci, chefe do National Institute of Allergy and Infectious Diseases, alertou que, embora os números estejam indo na direção certa, não é hora de baixar a guarda. Os Estados Unidos (EUA) estão avançando em um plano para fornecer doses de reforço das três vacinas autorizadas e aprovadas para muitos americanos, e se preparavam para começar a vacinar crianças de apenas cinco anos de idade no início de novembro, medida à espera das aprovações dos organismos reguladores de medicamentos do país. Os EUA também divulgaram um plano para permitir que viajantes vacinados entrem no país.

Nova onda de covid-19 na Europa, sobretudo em países do Centro e do Leste Europeu, onde as taxas de imunização seguem mais baixas. O aumento das infecções em vários países está levando os governos a retomar medidas de contenção da transmissão e coloca o continente em alerta. A reportagem do site G1 deu um panorama da situação em diversos países da região. Na Romênia, por exemplo, as funerárias estão ficando sem caixões. O país a maior taxa de mortalidade per capta do mundo nesta semana, com uma pessoa morrendo a cada cinco minutos. Apenas 36% dos adultos romenos estão vacinados, em comparação com 74% da média da União Europeia.

Na Rússia, contaminações e mortes estão quebrando recordes – 1.028 pessoas morreram de covid em 19 de outubro. O presidente russo Vladimir Putin decretou, na quarta-feira (20), uma licença remunerada para toda a população de 30 de outubro a 7 de novembro, durante as férias escolares, para tentar conter a epidemia. Putin deu às regiões a opção de começar mais cedo ou estender a semana de folga se a situação epidêmica assim justificar. Ele exortou a população a se vacinar. Até 15 de outubro, 31,3% dos russos haviam completado o esquema de vacinação, de acordo com o site Our World in Data, que se baseia em dados comunicados pelas autoridades.

A liderança britânica do NHS pede aos ministros que implementem um "plano B" para fazer frente ao novo crescimento dos casos na Inglaterra. Os casos diários por coronavírus no Reino Unido atingiram seu nível diário mais alto desde o início de março. O Chefe do Executivo da Confederação do NHS, Matthew Taylor, disse que "o governo não dever esperar que as infecções por covid-19 disparem e as pressões sobre o NHS cheguem a níveis insustentáveis antes de soar o alarme de pânico". A taxa de casos semanais aumentou de 367 casos por 100.000 habitantes no início de outubro para o nível atual de 463 por 100.000. Países vizinhos apresentam taxas muito mais baixas, como a Espanha (24 por 100.000), a França (48 por 100.000) e a Alemanha (80 por 100.000).

Na França a propagação do vírus continua a acelerar lentamente com 5.934 novos casos detectados em 19 de outubro e uma taxa de reprodução abaixo de 1, mas aumentando pela terceira semana consecutiva. O governo está pedindo para acelerar a administração de doses de reforço com a  vacina  da  Pfizer  e adiantou alguns dias a vacinação a fim de encorajar a co-vacinação de reforço da gripe e de covid-19 para as pessoas mais vulneráveis. Até agora, 34% das pessoas elegíveis (maiores de 65 anos, profissionais de saúde etc.) receberam uma terceira dose. Cerca de 73% da população total recebeu o esquema de vacinação completo. As vacinações em primeira dose estão em alta novamente, provavelmente devido ao fim do reembolso para testes de antígeno para pessoas não vacinadas.

O Robert Koch Institute (RKI) afirma que há 80,4 novas infecções por 100.000 habitantes por semana na Alemanha. É um pouco acima da incidência diária anterior, que era de 75,1 casos por 100.000, e da média da semana anterior de 65,4. Em um dia, ocorreram 17.015 novas infecções. Outra métrica observada de perto é o número de pacientes covid-19 internados em hospitais por 100.000 habitantes em sete dias, que foi 2,13. Este é o principal parâmetro para um possível endurecimento das restrições que, caso necessárias, serão implementadas regionalmente. Na Alemanha, 4.174.400 pessoas se recuperaram. O número de pessoas que morreram por problemas relacionados ao SARS-CoV-2 aumentou para 94.808. Na Alemanha, 54.808.484 pessoas (65,9% da população total) estão totalmente vacinadas. Um total de 57.326.792 (68,9%) recebeu pelo menos uma dose da vacina. Ao mesmo tempo, o ministro da Saúde, Jens Spahn, falou em favor do final da "situação de epidemia" em 25 de novembro. A ideia foi bem recebida por médicos e representantes de hospitais, mas recebeu críticas severas da German Society for Immunology e da Patient Protection Foundation.

Em Portugal, desde abril o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) faz estudos de diversidade genética do novo coronavírus SARS-CoV-2. Foram analisadas quase 10 mil sequências da variante Delta até o momento. Na sexta-feira (22), a incidência nacional foi de 86,1 casos por 100.000 e, no continente, de 86,5 casos por 100.000 habitantes. A variante Delta é dominante no país. O boletim epidemiológico da Direcção Geral de Saúde apontou nesta sexta-feira (22), mais 930 casos confirmados de infeção e oito mortes associadas à covid-19, com queda nas internações em enfermaria e aumento nos cuidados intensivos. Entre as novas infeções destaca-se a faixa etária dos 30 aos 39 (mais 141), seguida dos 20 aos 29 anos (mais 138) e dos 40 aos 49 anos (mais 131), dos 50 aos 59 anos (mais 120).

Na Espanha, a incidência de novas infecções está aumentando ligeiramente com uma incidência de 43 por 100.000 (dados de 21 de outubro). Crianças menores de 12 anos, único grupo populacional que ainda não recebeu a vacina, têm uma taxa de incidência de mais de 50 casos por 100.000 habitantes. A taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva é de 4,76% e de leitos convencionais de 1,51%. Mais de 78,2% da população receberam um esquema de imunização completo (88,1% da população-alvo) e 80% (90% da população-alvo) pelo menos uma dose.

Na Itália, a incidência de infecção por SARS-CoV-2 caiu para 29 casos por 100.000, enquanto o Rt aumentou ligeiramente, permanecendo abaixo do limite de 1 (de 0,83 para 0,84). Por outro lado, a percentagem de ocupação dos serviços médicos e dos leitos de cuidados intensivos continua a diminuir, provavelmente devido à exigência do passaporte vacinal – desde o dia 15, ele é exigido para a maioria das atividades. O número de vacinas administradas aumentou um pouco, revertendo tendência de queda das últimas semanas.

A Coreia do Sul deve abrandar suas restrições para reuniões sociais nesta semana que se inicia. Com mais de 60% da população totalmente vacinados, o país se prepara para adotar a estratégia “viver com covid-19”. O primeiro grupo de viajantes chegou a Singapura em voos de Amsterdã e Londres em 20 de outubro, no âmbito do programa livre de quarentena expandido.

A China oferecerá vacinas de reforço  para residentes em Pequim, enquanto a cidade se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro de 2022. O país administrou um total de 2,236 bilhões de doses até o momento.

A Indonésia e a Malásia provavelmente iniciarão um corredor de viagens entre os dois países em breve.

O bloqueio em Auckland, na Nova Zelândia, foi estendido por duas semanas para conter a propagação da variante Delta do SARS-CoV-2.

Milhares de crianças em Sydney, Austrália , voltaram às escolas em 18 de outubro, depois de assistir a aulas on-line de casa por vários meses. Mandatos de máscara em escritórios foram removidos e grandes reuniões agora são permitidas, tanto internas quanto externas.

A África está relatando atualmente um milhão de novas infecções a cada 60 dias e contabilizou mais de 8.515.000 desde o início da pandemia. O Egito informou o maior número de novas infecções desde junho. Em relação à vacinação, somente nove países africanos cumpriram a meta de vacinar 10% de suas populações até o final de setembro. Apenas 4% da população africana receberam o esquema de vacinação completo. O Marrocos tem uma taxa de vacinação de aproximadamente 118 doses por 100 pessoas, registrando o maior número de imunizações depois das Seychelles (150 doses por 100 indivíduos). Na África do Sul, país mais afetado do continente, a taxa de vacinação está em 33,14 por 100 habitantes. 

O governo da Arábia Saudita retirou as medidas de distanciamento social e permitiu o comparecimento em sua capacidade máxima na Grande Mesquita, em Meca, pela primeira vez desde o início da pandemia. No entanto, os visitantes precisam estar totalmente vacinados e usar máscaras em todos os momentos dentro do complexo da mesquita.

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