Covid-19: Resumo da semana (9 a 15 de outubro)

Equipe Medscape Professional Network

15 de outubro de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

 

Na manhã da sexta-feira (15), o Brasil somou 21.611.552 casos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e 602.201 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram 14.813 novos casos e 558 mortes, segundo levantamento diário feito por um consórcio de veículos de imprensa com dados obtidos das secretarias estaduais de saúde – o consórcio é formado por EstadãoG1O GloboExtraFolha e UOL.  

De acordo com as análises feitas por pesquisadores da Fiocruz responsáveis pela edição mais recente do Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira, o país registra diminuição na incidência de casos novos, na ocupação de leitos em unidade de terapia intensiva (UTI) e em taxas de mortalidade. Na última semana, nenhuma macrorregião de saúde apresentou taxa de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) acima de 10 casos por 100.000 habitantes, após várias semanas com registros de taxas muito altas.

Quanto aos leitos de UTI para adultos no SUS, as taxas de ocupação se mantêm em patamares baixos em praticamente todo o país. Vinte e quatro capitais estão fora da zona de alerta. O Espírito Santo, onde a taxa caiu de 75% para 65%, reverteu a tendência de crescimento do indicador vista nas três semanas anteriores, mas permanece na zona de alerta intermediário. O Boletim ressalta a situação do Distrito Federal, que se mantém na zona de alerta crítico, com taxa ainda mais elevada (na última semana era 83% e passou a 89%), embora parte do aumento no indicador possa ser explicada pela redução de leitos. Observou-se ainda uma elevação expressiva do indicador no Ceará (32% para 48%).

Os pesquisadores também identificaram redução na velocidade de queda dos indicadores de mortalidade e no índice de positividade de testes de diagnóstico. Os dados mostram que, em agosto e setembro (SE 24 a 38), houve uma redução média de 2% de nos casos e nos óbitos diários. Nas Semanas Epidemiológicas 39 e 40 (26 de setembro a 9 de outubro), a redução de casos média diária foi de 0,5%, e de 1,2% para óbitos. A taxa de letalidade se encontra atualmente em torno de 3% e permanece alta em relação a outros países. Foi observada também uma tendência de estabilização de alguns desses indicadores, o que indica a permanência da transmissão do novo coronavírus, porém com menor impacto na geração de quadros graves, internações e óbitos por covid-19.

Dados oscilam

Grandes oscilações no fluxo de divulgação de dados vêm sendo registradas, de acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz. Isso ocorreu principalmente em relação ao número de casos registrados no sistema e-SUS.

“No Acre, por exemplo, o número de casos registrados cresceu inacreditáveis 450%. No Ceará, após algumas semanas de queda do número de casos e óbitos, os registros aumentaram de forma abrupta em cerca de 4%. Outros estados, como o Amapá, mostraram, simultaneamente, um forte aumento no número de casos (5,7%) e redução no número de óbitos (-3,1%). Essas fortes oscilações não se justificam pela epidemiologia da doença e são atribuídas a problemas de confirmação, notificação, digitação e disponibilização de registros de casos e óbitos”, escrevem os autores no boletim.

Diante dessas informações, o Observatório Covid-19 da Fiocruz adverte que essas variações podem levar a interpretações equivocadas. Ao mesmo tempo, os especialistas reforçam a necessidade de se aprimorar o sistema de vigilância epidemiológica, principalmente no contexto da pandemia de covid-19, para manter a qualidade e rapidez na divulgação dos dados coletados em sistemas de informação. Sem essa providência, advertem os autores, “medidas inadequadas podem ser tomadas com base em dados incompletos ou sujeitos a atraso.”

Volta às aulas e aos eventos

A partir de 1º de novembro, São Paulo suspende completamente as restrições para a lotação de público em casas de shows, e serão permitidos espetáculos ao vivo com as pessoas em pé. A etapa brasileira de Fórmula 1 está prevista para novembro em Interlagos. No Rio de Janeiro, a realização do festival Rock in Rio e do Carnaval, já foram anunciados pelo prefeito Eduardo Paes.

Na segunda-feira (18), as escolas em São Paulo voltam a funcionar de forma 100% presencial. A Universidade de São Paulo (USP) retomou as aulas presenciais na semana passada, após um investimento de cerca de R$ 150 milhões em reformas para atender a protocolos sanitários.

A Bahia e Mato Grosso também agendaram a data de retorno das aulas presenciais para o dia 18. No Piauí, será em 1º de novembro. Nove estados (AM, AP, CE, ES, MA, MS, PA, PR e SC) autorizaram a volta sem uma data fixada, enquanto outros 10 (AC, GO, MG, PB, PE, RJ, RN, RS, SE e TO) e o Distrito Federal seguem no sistema híbrido.

A semana das vacinas

Mais de 150.659.242 de pessoas tomaram a primeira dose de uma vacina anticovídica e estão parcialmente imunizadas. É o equivalente a 70,63% da população. Mais de 47,47% completaram o esquema vacinal, com duas doses ou dose única de uma vacina anticovídica (101.836.974 pessoas). A dose de reforço foi aplicada em 3.374.171 pessoas (1,58% da população). Cerca de 16 milhões estão com a segunda dose em atraso.

Um total de 74% das pessoas internadas por covid-19 no país entre julho e setembro ainda não tinham tomado a segunda dose de uma vacina contra covid-19. Dentre eles, 46,2% não haviam tomado sequer uma dose, segundo levantamento pelo site Metrópoles.

Passaporte vacinal

Para os pesquisadores do Observatório Covid-19 Fiocruz, com menos de 50% da população com esquema vacinal completo, é fundamental que o Brasil adote o passaporte vacinal como uma política pública de estímulo à vacinação e proteção coletiva, além de reforçar para a população a importância da manutenção de outras medidas, como o uso de máscaras, higienização das mãos e o distanciamento físico e social. Eles ressaltam que a combinação deste conjunto de medidas é fundamental para garantir um processo cauteloso de retomada das atividades.

“Níveis de anticorpos não atestam proteção contra a covid-19”

A afirmação foi feita por Sir Andrew Pollard, líder do grupo de vacinas da University of Oxford, na palestra inaugural do 45º Congresso Anual da Sociedade Brasileira de Imunologia. Outros parâmetros ainda estão sendo estudados.

Vacina indiana para crianças, vacina alemã descartada

Na terça-feira (12), a Índia aprovou o uso emergencial da vacina Covaxin, desenvolvida no país, para crianças e jovens de 2 a 18 anos de idade. Enquanto isso, a Curevac, empresa com sede em Tübingen, na Alemanha, está retirando sua primeira vacina covid-19 do processo de aprovação. A vacina CVnCoV foi significativamente menos eficaz do que outras em ensaios clínicos, com eficácia de apenas 48%.

Linfadenopatia relacionada à vacina mais frequente

Uma revisão da literatura concluiu que a incidência de linfadenopatia regional após a vacinação contra a covid-19 variou entre 14,5% e 53%. São taxas muito mais altas do que as relatadas em ensaios clínicos dos imunizantes desenvolvidos pela Moderna (16% após a segunda dose) e pela Pfizer/BioNTech (<1%). A linfadenopatia relacionada à vacina pode interferir no rastreamento, no diagnóstico e no tratamento do câncer de mama, e causa ansiedade indevida. Os autores apresentam recomendações para o manejo de pacientes com câncer de mama, com base em estudos de caso do Reino Unido e dos EUA.

Mortalidade alta entre pacientes psiquiátricos sem explicação

Novas pesquisas revelam que os antipsicóticos não são responsáveis pelo aumento de mortalidade relacionada com a covid-19 entre os pacientes com doença psiquiátrica grave. Segundo especialista, o aumento expressivo da mortalidade pela doença viral entre pacientes com esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo que continua sendo notificado destaca a importância de intervenções protetoras para este grupo, como a prioridade vacinal.

Uso emergencial do molnupiravir

A farmacêutica Merck e sua parceira Ridgeback Biotherapeutics anunciaram a submissão do pedido de autorização para uso emergencial do seu antiviral oral molnupiravir à agência reguladora norte-americana FDA. O objetivo é usar o remédio no tratamento da covid-19 leve a moderada em adultos com risco de progredir para a forma grave da doença e/ou hospitalização. O fármaco reduziu em cerca de 50% a chance de hospitalização ou morte de pacientes com risco de doença grave, de acordo com os resultados interinos do ensaio clínico anunciados em 24 de setembro.

Resultados de fase 3 do REGEN-COV

A associação dos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe (REGEN-COV) reduziu significativamente o risco de hospitalização relacionada à covid-19 e de morte por todas as causas na fase 3 de um ensaio adaptativo com pacientes ambulatoriais. A associação resolveu os sintomas da doença e reduziu a carga viral do SARS-CoV-2 com mais agilidade do que o placebo.

Um superanticorpo?

Para combater as variantes do vírus SARS-CoV-2, pesquisadores da École Polytechnique Fédérale de Lausanne e do Centre Hospitalier Universitaire Vaudois (CHUV), na Suíça, anunciaram ter encontrado um anticorpo que neutraliza todas as variantes conhecidas (P5C3). Os ensaios clínicos devem começar no final de 2022. Os pesquisadores disseram que a substância pode ter efeito preventivo em pessoas imunocomprometidas que não respondem bem à vacinação e proteger infectados de uma evolução grave da doença.

Ensaio com proxalutamida no Amazonas

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) considera que a denúncia de 200 mortes de voluntários de pesquisa clínica com a proxalutamida feita no Amazonas (Brasil), se confirmada, representará uma violação aos direitos humanos e uma das infrações éticas mais graves e sérias da história da América Latina. A entidade pede ainda a investigação profunda sobre o caso.

A covid-19 no mundo

O mundo registrou 239.777.485 diagnósticos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, e 4.885.059 óbitos por covid-19 na manhã do dia 15 de outubro, de acordo com os dados do  Coronavírus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

Na última semana, as Américas relataram mais de 1,1 milhão de novos casos e pouco mais de 24.000 mortes relacionadas à covid-19. A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, afirmou que a América Latina e o Caribe estão a caminho de atingir a meta da OMS de vacinar 40% de sua população até o final do ano. No entanto, seis países ainda não chegaram a 20%: Jamaica, Santa LúciaSão Vicente, Granadinas, Haiti, Guatemala e Nicarágua. A Opas está trabalhando para acelerar a distribuição de vacinas no continente, incluindo doses compradas pela COVAX Facility e doadas. A entidade declarou ainda que a vacinação contra covid-19 em crianças não deve ser estendida para menores de 12 anos até que os cronogramas nas pessoas mais vulneráveis ​​sejam cumpridos.

O governo do Chile agora concede o Passe de Mobilidade a todas as pessoas com mais de 12 anos de idade que completaram seu calendário de vacinação. A partir de 1º de novembro, esse passe poderá ser usado para viagens inter-regionais em transporte público. No Uruguai, as pessoas que entram no país devem prestar declaração juramentada declarando a ausência de sintomas ou contato com casos de covid-19. Na Argentina, é necessária a apresentação do Certificado de Circulação - COVID-19 para utilizar o transporte público.

No México, na segunda-feira (11) um tribunal federal ordenou às autoridades de saúde que vacinem todos os indivíduos entre 12 e 17 anos idade, independentemente do seu estado de saúde. A decisão ainda pode ser contestada. O governo dos Estados Unidos anunciou que abrirá sua fronteira com o México para viagens não essenciais em novembro, depois de quase 19 meses. Os viajantes precisarão apenas apresentar comprovante de vacinação com uma das vacinas autorizadas pela OMS e reconhecidas pelos Estados Unidos. O Ministério da Saúde do México oferece um Certificado de Vacinação COVID-19 como prova oficial de que os indivíduos receberam a vacina. O país não tem restrições à entrada de pessoas de outras nações.

A África relatou pelo menos 8.473.000 infecções e 214.000 mortes notificadas por covid-19 desde o início da pandemia. Os Centros Africanos para Doenças e Prevenção (África CDC) e a União Africana (UA) expressaram a sua preocupação, uma vez que o Passaporte COVID Digital da UE não reconhece algumas das vacinas que foram doadas a vários países africanos por meio da iniciativa COVAX Facility. Na sexta-feira (9), a África do Sul lançou uma ferramenta que permite baixar o Vaccination Certificate para pessoas completamente vacinadas de um portal na web. O ministro da Saúde. Dr. Joe Phaahla, afirmou que o certificado pode ser utilizado para viagens e turismo, eventos esportivos e recreativos, festivais de música, e lojas. O Marrocos anunciou que em breve começará a dar uma terceira dose da vacina contra covid-19.

Reino Unido tem uma das taxas mais altas de infecção por SARS-CoV-2 de qualquer país europeu. O número de testes positivos aumentou 13,5% em sete dias – uma taxa de 363,3 por 100.000 habitantes. As mortes por covid-19 aumentaram 2,3% e as internações hospitalares em 5,5%. Mais de 79% dos maiores de 12 anos estão totalmente vacinados e 86% receberam a primeira dose. A partir do dia 11, viajantes do Brasil imunizados com alguma vacina de uma lista oficial do Reino Unido não precisam mais fazer quarentena. A CoronaVac não está na lista.

Com 5.880 novos casos na terça-feira (12), o número de novas infecções na França permanece baixo, mas subiu ligeiramente em comparação com a semana passada (5.558). A taxa de incidência nacional diminuiu de 43,5 casos por 100.000 habitantes para 43,2 casos por 100.000 na segunda-feira (11). A partir desta sexta-feira (15), os testes de triagem serão cobrados de pessoas não vacinadas, a menos que tenham uma prescrição. Entretanto, permanecerão gratuitos para todas as pessoas vacinadas. Até a segunda-feira (11), 85% das pessoas acima de 12 anos elegíveis para a vacinação estavam completamente vacinadas. Dois grandes estudos franceses confirmaram a eficácia na vida real das vacinas contra as formas graves da doença. Questionado pela FranceInfo, o Ministro da Saúde, Olivier Véran, apontou que cerca de 15.000 profissionais de saúde não foram vacinados, o que significa 0,6% suspensos ou passíveis de suspensão. Ele acrescentou que 0,1% se demitiram após a exigência de vacinação.

Na Alemanha, a incidência em sete dias está em 65,4 novas infecções por 100.000 pessoas, um aumento em relação à semana anterior, quando o valor era de 62,3. Na semana passada, as autoridades de saúde relataram 11.903 novas infecções por covid-19 em um dia (foram 11.547 na semana anterior). Nas unidades de terapia intensiva, a maioria das pessoas que lutam contra a covid-19 grave é composta por pessoas que não se vacinaram.

Portugal tornou-se, no sábado (9), o primeiro país a alcançar a meta de ter 85% de sua população com um calendário de vacinação completa contra covid-19, de acordo com a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Em nota, o Ministério da Saúde estimou que cerca de 83% dos jovens de 12 a 17 anos também completaram o calendário vacinal. A terceira dose para idosos com mais de 65 anos começou a ser dada na semana passada. A prioridade é de pessoas acima de 80 anos, pacientes de lares de idosos e da rede de cuidados de longa duração. A administração da dose de reforço para profissionais de saúde está em avaliação, mas o grupo não é considerado prioritário. Até o momento, entre 12.000 e 13.000 pessoas imunossuprimidas receberam uma dose adicional da vacina contra o SARS-CoV-2.

Na Itália, a incidência está estável, abaixo do limiar de 50 casos por 100.000 cidadãos. Estão totalmente vacinados 80% da população com mais de 12 anos, enquanto quase 85% receberam pelo menos uma dose. Mais de 300 mil pacientes imunocomprometidos e com mais de 80 anos já receberam uma dose adicional ou reforço. A partir da sexta-feira (15), o Green Pass será obrigatório para o trabalho em consultórios particulares. Pessoas não vacinadas devem pagar do próprio bolso por swabs nasais repetidos a cada dois dias, para se tornarem elegíveis para o Green Pass. Há protestos violentos contra o Green Pass. Segundo a polícia, as manifestações foram fortemente infiltradas por movimentos de extrema direita, especialmente neofascistas.

A Espanha levantou a maioria das restrições graças à evolução favorável da pandemia. De acordo com o último relatório do Ministério da Saúde na segunda-feira (11), apenas 6% dos leitos de UTI estavam ocupados por pacientes e as internações ficaram abaixo de 2.000. O passaporte COVID-19 só é necessário para viajar. Na quarta-feira (13) do Ministério da Saúde e os governos regionais discutiram os próximos passos na campanha de vacinação depois da aprovação de uma dose de reforço para pessoas com mais de 70 anos (seis meses depois da segunda dose). Enquanto isso, 78% da população espanhola já receberam duas doses da vacina. O grupo de 12 a 19 anos está muito avançado na vacinação, perto de 80% com o esquema vacinal completo.

Nos Estados Unidos a curva da epidemia está mudando: 106.422 novos casos de covid-19 foram notificados em 13 de outubro versus 125.935 na semana anterior. Como um sinal desse desenvolvimento favorável, todos os viajantes vacinados poderão entrar no país a partir do início de novembro. No que diz respeito aos profissionais de saúde, desde o início da pandemia, a escassez de pessoal de enfermagem qualificado tornou-se muito problemática. E, na última segunda-feira, o Northwell Health, o maior sistema hospitalar do estado de Nova York, demitiu 1.400 funcionários pelo não cumprimento da vacinação obrigatória no estado (2% de seus 76.000 funcionários). O negacionismo persiste. O governador do Texas, Greg Abbott, baixou um decreto proibindo empresas e órgãos públicos de exigirem vacinação de seus empregados ou clientes.

Na Austrália, as restrições foram suspensas para os residentes vacinados de New South Wales  na segunda-feira (11), uma semana antes do planejado. O estado espera atingir a meta de vacinação de 80% da população ainda este mês. Os indivíduos não vacinados permanecerão em casa até 1º de dezembro. Em comunicado na última quinta-feira (7), a Australian Medical Association pediu cautela e advertiu que a rápida reabertura de Sydney poderia ser prejudicial.

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