Teste rápido: trombose venosa profunda

Dr. Richard H. Sinert

Notificação

29 de setembro de 2021

O sistema de classificação Wells permite que os médicos estratifiquem o risco de seus pacientes de forma confiável entre risco alto, moderado ou baixo. Combinar isso com os resultados de testes objetivos simplifica muito a investigação clínica dos pacientes com suspeita de trombose venosa profunda. Os exames do sangue de rotina que podem ajudar os médicos a estratificar os pacientes com risco de trombose venosa profunda são a dosagem do dímero D, dos níveis de antitrombina III, do N-terminal pró-cerebral do peptídeo natriurético, da proteína C reativa e da velocidade de hemossedimentação.

O nível do dímero D pode estar aumentado em qualquer doença que tenha formação de coágulos, como trauma, cirurgia recente, hemorragia, câncer e sepse. Muitas dessas doenças estão associadas ao aumento do risco de trombose venosa profunda. Os níveis de dímero D permanecem altos na trombose venosa profunda por cerca de sete dias. Os pacientes que buscam atendimento em uma fase mais tardia do quadro, após já ter ocorrido organização do coágulo e adesão, podem ter baixos níveis de dímero D. Da mesma forma, pacientes com trombose venosa profunda isolada na veia da panturrilha podem ter poucos coágulos e baixos níveis de dímero D, abaixo do ponto de corte analítico do ensaio. Isso explica a pequena sensibilidade do ensaio do dímero D nos casos de trombose venosa profunda confirmada.

O resultado negativo do ensaio de dímero D descarta a trombose venosa profunda nos pacientes com risco baixo a moderado (pontuação de trombose venosa profunda de Wells < 2). O resultado negativo também evita a vigilância e os exames seriados nos pacientes com risco moderado a alto sem achados pela ultrassonografia. Todos os pacientes com resultado positivo do ensaio do dímero D e todos os pacientes com risco moderado a alto de trombose venosa profunda (pontuação de Wells de TVP > 2) precisam fazer um exame de imagem (ultrassonografia dupla).

Os exames de imagem utilizados na trombose venosa profunda são ultrassonografia, venografia, pletismografia de impedância, ressonância magnética e exames de imagem nuclear. A ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha para trombose venosa profunda por sua relativa facilidade de realização, ausência de irradiação ou necessidade de contraste e alta sensibilidade e especificidade em serviços que dispõem de radiologistas experientes. Em alguns países, a pletismografia de impedância tem sido o exame complementar não invasivo de escolha e tem se mostrado sensível e específico para a trombose venosa proximal; contudo, a pletismografia de impedância tem várias limitações, entre as quais, ausência sensibilidade para trombose da veia da panturrilha, para os trombos venosos proximais sem oclusão e na trombose da veia iliofemoral acima do ligamento inguinal.

Outros exames de sangue devem contemplar o coagulograma para avaliação de estado de hipercoagulabilidade, em caso de indicação clínica. O prolongamento do tempo da protrombina ou o tempo parcial de tromboplastina ativada não implica menor risco de nova trombose.

O ensaio de aglutinação qualitativa do látex, já antigo, não é acurado e não deve ser usado para embasar as decisões de tratamento nos pacientes com suspeita de trombose venosa profunda. Os mais novos ensaios imunoturbidimétricos e de imunofiltração do látex têm alta sensibilidade e estão disponíveis.

Leia mais sobre a investigação diagnóstica da trombose venosa profunda.

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