Covid-19: Resumo da semana (18 a 24 de setembro)

Equipe Medscape Professional Network

24 de setembro de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

O Brasil se aproxima das 600.000 vidas perdidas para a covid-19. Mais precisamente, na noite da quinta-feira (23), o país registrou 593.018 óbitos e 21.307.960 diagnósticos confirmados da doença, de acordo com levantamento realizado diariamente pelo consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias estaduais de saúde. O consórcio é formado por G1O GloboExtraFolha de S. Paulo, EstadãoUOL.

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos sete dias ficou em 534. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +18% e aponta tendência de alta pelo segundo dia, após três meses em estabilidade ou queda, conforme a análise do consórcio.

edição extra do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, publicada na quarta-feira (22), chama a atenção para o aumento abrupto no número de casos de covid-19 notificados no sistema e-SUS verificado na Semana Epidemiológica 37 (12 a 18 de setembro). Segundo o Observatório, o aumento é resultado da inclusão de registros que estavam retidos, o que afetou principalmente os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Eles acham que, como aumento se deu por conta dos números represados de São Paulo e Rio, o aumento não representa uma mudança na tendência de melhora.

O documento destaca que o real impacto da doença foi subestimado, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde medidas de flexibilização foram adotadas sem respaldo estatístico. A confirmação de casos suspeitos e o rastreamento de contatos foram também impactados. O Boletim do Observatório da Fiocruz aponta tendência de queda no indicador de ocupação de leitos de covid-19 para adultos. “O Espírito Santo e o Distrito Federal estão na zona de alerta intermediário, com taxas, respectivamente de 65% e 66%. Os demais estados estão fora da zona de alerta. Entre as capitais, observou-se melhora do indicador em Boa Vista (76% para 58%), município que detém os únicos leitos públicos de UTI de covid-19 de Roraima, e em Curitiba (64% para 58%), que deixaram a zona de alerta, assim como na cidade do Rio de Janeiro (82% para 75%), que saiu da zona de alerta crítico para a de alerta intermediário. Por outro lado, houve piora expressiva em Vitória (55% para 65%)”, diz o texto.

O grupo da Fiocruz registrou também que uma redução gradual e contínua de leitos. Na última semana, foi registrada diminuição no número de leitos de UTI covid-19 para adultos no SUS no Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Distrito federal, informam os pesquisadores responsáveis pelo Boletim. 

O Boletim alerta ainda que o país deve se preparar para o enfrentamento da covid-19 em médio e longo prazo após a fase aguda da epidemia. Isso exige que o sistema de saúde se organize para dar respostas eficientes e, evidentemente, a continuidade do uso de máscaras e de medidas de distanciamento físico frente à perspectiva de se conviver com a covid-19 como uma doença endêmica por um longo período.

Alta em internação de idosos

Reportagem da BBC News Brasil baseada em relatórios da Fiocruz ressalta que a proporção de pessoas com mais de 60 anos internadas com infecções respiratórias aumentou nas últimas semanas. Os dados reforçam importância da vacinação e justificam aplicação de uma terceira dose em indivíduos dessa faixa etária, apontam especialistas.

Cirurgias adiadas

Cerca de um milhão de procedimentos cirúrgicos adiados ou cancelados no país, de acordo com um estudo que quantificou o atraso de cirurgias durante a pandemia de covid-19 no sistema público de saúde brasileiro. O estudo foi coordenado pelo professor Nivaldo Alonso, do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/Centrinho) da USP, em Bauru, e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O objetivo do trabalho foi fornecer informações para orientar políticas governamentais para expandir o atendimento cirúrgico durante crises. O trabalho foi publicado em 24 de agosto na revista The Lancet Regional Health – Americas.

Ministros e membros da comitiva nos EUA com covid

Na sexta-feira (24), o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, recebeu diagnóstico positivo para SARS-CoV-2. Ele estava na comitiva que foi aos Estados Unidos para a Assembleia-Geral da ONU. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o ministro da Advocacia Geral da União, Bruno Bianco, também confirmaram a infecção na mesma data. Ambos não fizeram parte da comitiva.

Na terça-feira (21), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, teve diagnóstico positivo para o novo coronavírus durante viagem a Nova York, nos Estados Unidos. Queiroga ficará 14 dias nos Estados Unidos. Ele participou de diversos eventos, encontrou-se com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson (que depois se encontrou com o presidente Joe Biden, dos Estados Unidos) e circulou com o ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Queiroga será substituído interinamente pelo servidor público e engenheiro Rodrigo Cruz, seu secretário-executivo. Cruz é doutor em engenharia de transportes e, segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, que ouviu integrantes da Saúde, sua principal tarefa será organizar a aquisição e entrega de vacinas contra a covid-19. 

O presidente da República está em isolamento no Palácio da Alvorada. Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, o presidente fará um teste de covid-19 provavelmente no próximo final de semana e não apresenta sintomas da doença.

Força-tarefa para investigar operadora

Na quinta-feira (23), a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo criou uma força-tarefa para investigar as denúncias contra a operadora de saúde Prevent Sênior. Os promotores  acompanharão um inquérito policial que tramita Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) para apurar se a aplicação de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19 em pacientes que morreram configura crime de homicídio. Em depoimento à CPI da Covid na quarta-feira (22), o diretor executivo da operadora de saúde, Pedro Benedito Batista Júnior, admitiu que foram feitas alterações nos prontuários médicos de pacientes internados em hospitais da rede para retirar o registro de covid-19, inserindo outra doença no lugar. A empresa foi denunciada por ex-funcionários em dossiê entregue à CPI. A Prevent Sênior tem 550 mil clientes e faturou R$ 4,3 bilhões no primeiro ano da pandemia.

Novo medicamento aprovado

Na segunda-feira (20), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro emergencial ao regdanvimabe (CT-P59), produzido pela farmacêutica sul-coreana Celltrion. O medicamento é usado no tratamento de covid-19 em pacientes adultos em estágio leve ou moderado, que não necessitam de suplementação de oxigênio, mas com alto risco de progressão para um quadro mais grave. A substância já é comercializada na Coreia do Sul, Espanha, Indonésia e Áustria. Também recebeu aprovação para uso emergencial pela European Medicines Agency (EMA), da União Europeia, e aguarda liberação da Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou oficialmente o uso do Regeneron, um remédio à base de anticorpos sintéticos para o tratamento de idosos e pessoas com problemas imunológicos com covid-19. A indicação foi feita para pacientes "com sintomas não graves de covid-19 e alto risco de hospitalização", como os idosos com imunodeficiência, com câncer ou que acabaram de passar por um transplante, entre outros.

A semana das vacinas

Até as primeiras horas da manhã do dia 24, 39,58% da população brasileira foram completamente imunizados com duas doses ou dose única de uma vacina anticovídica. É o equivalente a 84.428.532 vacinados. Outros 67,65% estão agora parcialmente imunizados (144.307.827 pessoas). A dose de reforço foi aplicada em 471.117 pessoas (0,22% da população). Os dados do consórcio de veículos de imprensa foram divulgados às 20h da quinta-feira (23).

O Ministério da Saúde recuou de decisão anterior e liberou a vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos. O ministro Ricardo Lewandowski determinou que estados e municípios têm autonomia para vacinar os jovens.

No dia 17, a Secretaria de Saúde de São Paulo concluiu que a morte de uma jovem de 16 anos de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, não foi causada pela vacinação contra a covid-19. A jovem tinha púrpura trombótica trombocitopênica. Um comitê formado por representantes do ministério, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também analisou o caso.  

O Instituto de Tecnologia Imunobiológica (Bio-Manguinhos ) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, e a farmacêutica Sinergium Biotech, na periferia da Cidade de Buenos Aires (Argentina), foram os dois centros selecionados pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para se encarregarem do desenvolvimento e produção de vacinas de RNA mensageiro contra covid-19 e desafios futuros em doenças infecciosas. Os centros foram escolhidos no âmbito de uma iniciativa promovida pelo órgão para fortalecer a capacidade produtiva da região e reduzir sua dependência e vulnerabilidade diante desta e de eventuais novas epidemias e pandemias.

As companhias Pfizer e BioNTech anunciaram na segunda-feira (20) que a sua vacina de RNA mensageiro contra o SARS-CoV-2 é segura e parece gerar resposta imune protetora em crianças a partir dos cinco anos.  As empresas vêm testando uma dose equivalente a um terço da dose administrada a adultos em crianças de 5 a 11 anos.

Achados de estudo publicado recentemente no JAMA indicam que não há aumento no risco de abortamento associado à vacinação contra o novo coronavírus. O trabalho avaliou a proporção de mulheres que receberam a vacina e tiveram gestação evolutiva em comparação com aquelas que sofreram um aborto espontâneo ou perda gestacional. Confira.

E mais: um ensaio clínico de uma nova vacina de segunda geração de RNA mensageiro que poderia aumentar a resposta imunológica e combater as variantes foi lançado no Reino Unido esta semana. A empresa farmacêutica americana Gritstone fez parceria com a NIHR Manchester Clinical Research Facility para avaliar a eficácia da vacina, chamada GRT-R910, que atua induzindo células T CD8 +, bem como anticorpos.

Diabetes e covid-19: lacunas no conhecimento

Uma abrangente revisão da literatura identificou o diabetes como um dos principais fatores de risco de morbidade e mortalidade na covid-19, mas ainda há lacunas sobre o entendimento epidemiológico e mecanismos da doença, segundo epidemiologistas.

Convulsão como primeiro sinal de covid-19 em crianças?

Diferentemente do que ocorre em adultos, crises convulsivas podem ser a primeira e principal manifestação da covid-19 em crianças, sugere nova pesquisa. As crises podem ocorrer mesmo em crianças sem história de epilepsia, febre ou doença grave, exigindo um "alto índice" de suspeita do vírus para que o diagnóstico precoce seja feito e as devidas medidas de controle de disseminação implementadas.

Problemas renais no futuro

O maior estudo e com o maior tempo de acompanhamento dos desfechos renais associados à covid-19 encontrou sinais de comprometimento renal meses após a resolução da infecção. Achados incluem doença renal em estágio terminal e foram muito mais comuns em pacientes que passaram pela unidade de terapia intensiva ou tiveram lesão renal aguda durante a internação.

A covid-19 no mundo

O mundo somou 230.754.396 diagnósticos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, e 4.731.348 óbitos pela doença na manhã do dia 24 de setembro, segundo o  Coronavírus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

Na 59ª reunião do Conselho da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foi relatado que o curso da pandemia na América permanece "altamente incerto". De acordo com o relatório Atualização da Covid-19 na Região das Américas, a região responde por 39% dos casos e 47% das mortes notificadas globalmente. Argentina, Brasil, Colômbia e Estados Unidos da América estão entre os 10 países que notificaram o maior número de casos cumulativos em todo o mundo. México e Peru estão entre os 10 países com maior número de mortes cumulativas no mundo.

A desigualdade na distribuição da vacina anticovídica entrou em foco quando países africanos cujas populações têm pouco ou nenhum acesso às vacinas que salvam vidas falaram na recente Assembleia-Geral da ONU, nos Estados Unidos. Alguns pediram aos estados membros que relaxassem os direitos de propriedade intelectual para expandir a produção de vacinas. “O vírus não conhece continentes, fronteiras, muito menos nacionalidades ou status sociais", disse o presidente do Chade, Mahamat Idriss Déby Itno. O presidente de Angola, João Lourenço, disse ser "chocante ver a disparidade entre algumas nações e outras no que diz respeito à disponibilidade de vacinas".

Mais de 160.000 mortes relacionadas com a covid-19 foram relatadas no Reino Unido a partir de certidões de óbito. Na segunda-feira (20), os casos novos caíram 12% em sete dias, para uma taxa de 303,3 casos por 100.000 habitantes. As internações caíram 4,8% e as mortes aumentaram 0,4%. Foi iniciada a vacinação para jovens de 12 a 15 anos, bem como a imunização com doses de reforço para profissionais de saúde, maiores de 50 anos e outros grupos prioritários.

Na quarta-feira (22), 10.454 novos testes positivos foram relatados na Alemanha. Isso reduziu a incidência em sete dias para 65 casos por 100.000 habitantes (terça-feira 21 foram 68,5). Em 15 dos 16 estados, cerca de 60% dos residentes receberam pelo menos a primeira dose da vacina. Nacionalmente, 63,3% da população total já estão totalmente vacinados. A partir de novembro, pessoas não vacinadas não receberão mais compensação por perda de renda devido à quarentena.

Na França, os indicadores da epidemia continuam melhorando, com 74 casos por 100.000 habitantes. O governo anunciou o fim da obrigatoriedade de uso de máscara nas escolas primárias a partir do dia 4 de outubro nas regiões administrativas onde a taxa de incidência é inferior a 50 casos por 100.000 habitantes. As autoridades também anunciaram o levantamento das restrições nos estabelecimentos abertos ao público nas áreas que mantiverem incidência inferior a 50 casos por 100.000 mil habitantes por pelo menos cinco dias. Enquanto isso, o número de doses de vacinas anticovídicas aplicadas na França atingiu a simbólica marca de 50 milhões definida pelo governo (ou seja, 74,3% da população total).

A  situação epidemiológica na Itália está melhorando, com 54 casos por 100.000 habitantes. O Rt caiu para 0,85, permanecendo abaixo de 1. A pressão sobre os hospitais também diminuiu ligeiramente na semana passada, de acordo com o Ministério da Saúde. A Itália vacinou 75,64% da população com mais de 12 anos. Uma terceira dose da vacina de RNAm está agora disponível para pacientes imunocomprometidos. Uma dose de reforço está indicada a pacientes frágeis vacinados há mais de seis meses (principalmente acima de 80 anos).

Com o início do outono e a reabertura das escolas, o governo estendeu o Green Pass  aos locais de trabalho, tanto públicos quanto privados, e aos pais acompanhar os filhos à escola, a partir de 15 de outubro. Aqueles que não foram vacinados podem obter um Green Pass de 48 horas com testes antigênicos feitos às suas próprias custas.

Portugal anunciou a volta de bares e discotecas em reabertura total a partir de outubro. A entrada estará condicionada à apresentação de certificado de imunização ou teste negativo para covid-19. O uso de máscaras, que deixou de ser obrigatório nas ruas em 13 de setembro, também não será mais exigido para frequentadores do comércio local. A utilização da proteção segue obrigatória nos transportes públicos, em grandes estabelecimentos comercias, visitas a hospitais e casas de repouso e espetáculos culturais onde não houver distanciamento mínimo de dois metros entre os espectadores. O país tem mais de 83,4% da população totalmente vacinada contra a covid-19.  A incidência nacional, segundo a DGS é de 149,1 casos por 100.000 habitantes e 152,5 por 100.000 no continente.  

Na Espanha, a incidência de casos continua diminuindo. A incidência em 14 dias permanece em 63 casos por 100.000 habitantes. Em relação à vacinação, 76,1% da população receberam esquema completo (36.086.354 pessoas) e 79% pelo menos uma dose da vacina (37.472.155 pessoas). Os jovens de 12 a 19 anos estão prestes a atingir 70% de cobertura com duas doses (69,8%).

O Ministério da Saúde estendeu a  administração da terceira dose  a pacientes transplantados de órgãos sólidos, receptores de transplantes de células-tronco hematopoiéticas, pacientes em determinados tratamentos imunossupressores, e em risco muito alto, entre outros. Em breve, o governo deve se pronunciar sobre a possibilidade de segunda dose em pessoas imunizadas com a vacina da Janssen.

Nos Estados Unidos, nos últimos sete dias, o número de casos diários diminuiu cerca de 17% em comparação com a semana anterior, de acordo com os CDC. Além disso, 64% da população receberam pelo menos uma dose da vacina e 55% receberam duas doses. A FDA seguiu as recomendações de seu conselho consultivo e aprovou a dose de reforço da vacina de mRNA da Pfizer para certos adultos, especialmente aqueles com mais de 65 anos de idade. Poucos dias depois, os CDCs recomendaram a dose de reforço em indicações ligeiramente diferentes, gerando confusão. O presidente Joe Biden anunciou na quarta-feira (22) que o país dobrará suas doações de vacinas contra a covid-19, elevando o total de doses prometidas aos países pobres para mais de 1,1 bilhão.

No México, a partir de 21 de setembro, houve uma redução de 23% no número de casos estimados, em comparação com a semana anterior. 70% da população com mais de 18 anos recebeu pelo menos uma dose da vacina contra covid-19. A Subsecretária de Prevenção e Promoção da Saúde informou que a próxima faixa etária visada pelo plano de vacinação seria a de adolescentes maiores de 16 anos; sem comunicar uma data de lançamento.

Protestos contra a contenção e vacinação obrigatória foram realizados em Melbourne, na Austrália. Em resposta à violência, as autoridades usaram spray de pimenta, granadas de borracha e bastões de espuma para dispersar a multidão. A polícia prendeu mais de 200 pessoas. A cidade em lockdown há sete semanas.

A Nova Zelândia relaxou um pouco as restrições para enfrentar a covid-19 em Auckland em 20 de setembro. A cidade passou do nível 4 de contenção, o nível mais alto, para o nível 3. Os moradores agora podem pedir comida para viagem e convidar pessoas isoladas para suas casas.

Após dois meses de confinamento, as autoridades do Vietnã também flexibilizaram algumas restrições na capital, Hanói, permitindo que instituições governamentais, mercados, serviços básicos e restaurantes permaneçam abertos. Escolas e transportes públicos continuarão fechados. Eventos e reuniões públicas ainda são proibidos. O Vietnã aprovou a vacina Abdala, de Cuba, em 18 de setembro. Foi a oitava vacina contra a covid-19 aprovada no país.

A Índia tem conduzido uma campanha de vacinação em massa contra a covid-19 administrando 25 milhões de doses de vacina para marcar o aniversário 71 do primeiro-ministro Narendra Modi. A primeira vacina baseada em DNA sem agulha do mundo, ZyCoV-D, foi aprovada e a Índia está pronta para começar a vacinar o público de 12 a 18 anos. O fabricante indiano Zydus Cadila produzirá 10 milhões de doses por mês. Espera-se que a Índia retome as exportações de vacinas no quarto trimestre de 2021.

Autoridades da China afirmaram que 71% dos 1,4 bilhão de habitantes do país receberam duas doses contra a covid-19.

Em Israel, um terço da população já recebeu uma terceira dose da vacina. De acordo com os resultados preliminares de um estudo realizado no Centro Médico Sheba, em Ramat Gan, essa dose de reforço reduziu as infecções em um fator de 10 e limitou os casos graves, e isso apenas 12 dias após a injeção.

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