Covid-19: Resumo da semana (11 a 17 de setembro)

Equipe Medscape Professional Network

17 de setembro de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

Na manhã da sexta-feira (17), o Brasil somou 21.067.396 diagnósticos positivos para SARS-CoV-2 e 589.277 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa a partir de levantamento diário feito junto às secretarias estaduais de saúde. O consórcio é formado por G1O GloboExtraO Estado de S. PauloFolha de S. Paulo e UOL. Segundo o consórcio, a média móvel de mortes nos últimos sete dias ficou em 582 – acima da marca de 500 pelo terceiro dia seguido.

Porém, de modo geral, o número de casos e de óbitos vem sofrendo sua maior queda desde o início de 2021, conforme os dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz. O país registra agora 12 semanas consecutivas de diminuição do número de mortes, com redução de 3,8% ao dia na última Semana Epidemiológica (SE 36). O total de casos também apresenta tendência de redução, mas com oscilações ao longo das últimas 12 semanas.

A redução dos casos e óbitos parece ser sustentada, de acordo com os pesquisadores da Fiocruz. No entanto, os níveis de casos e mortes ainda permanecem muito altos. Na semana de 5 a 11 de setembro, foi registrada uma média de 15,9 mil casos e 460 óbitos diários.

Embora o acompanhamento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pelo InfoGripe/Fiocruz indique tendência de melhora no quadro geral, o estudo chama a atenção para a avaliação de média móvel das últimas semanas. Ela mostra que os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás e o Distrito Federal ainda estão com taxas de positividade nos testes acima de 5 casos por 100.000 mil habitantes, o que é considerado muito alto.

Os pesquisadores apontam ainda que esta é primeira vez, após o início da vacinação entre adultos jovens, que a mediana dos três indicadores – internações gerais, internações em unidade de terapia intensiva (UTI) e óbitos – está novamente acima dos 60 anos de idade. Ou seja, mais da metade dos casos graves e fatais registrados ocorreram entre idosos. No total, 54,4% das internações e 74,2% dos óbitos incidiram sobre os idosos.

Dados do consórcio também apontam que a covid-19 matou mais em 2020 do que a soma de todos os óbitos por infarto, diabetes e pneumonia no Brasil. Ao todo, foram 190,2 mil vítimas dessas três doenças, contra 194,9 mortos pelo SARS-CoV-2. Dentro do DataSUS, do Ministério da Saúde, a covid-19 foi colocada na categoria “vírus não especificados”, mas os números dos estados permitiram chegar a um resultado.

Panorama da variante Delta

Há casos da variante Delta nos 26 estados e no Distrito Federal. Na cidade de São Paulo, a Delta já corresponde a 91,9% das amostras analisadas, segundo balanço divulgado pela prefeitura da capital na quinta-feira (16), em parceria com o Instituto Butantan e o Instituto Adolfo Lutz. Na semana passada, a variante correspondia a 70% das amostras analisadas. De acordo com o comunicado da gestão municipal, foram registados 629 novos casos da variante Delta no balanço desta semana.

Em Minas Gerais, a Delta é a que mais cresce, e hoje representa 50% dos casos positivos de covid-19 no estado. Em Belo Horizonte, sua prevalência já chega a 60%, enquanto em Juiz de Fora, cidade próxima da divisa com o estado do Rio de Janeiro, 80% dos casos confirmados são da Delta.

No Ceará, os casos da Delta chegam a 122. Entre os pacientes infectados, 39 não têm histórico de viagem, o que aponta a transmissão comunitária. Um óbito foi registrado. Além dessas notificações, a Rede Genômica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), identificou dois pacientes com casos importados da variante de interesse Mu, originalmente encontrada na Colômbia.

Operadora sob suspeita em estudo com cloroquina

Durante a semana, documentos enviados à CPI da Covid por médicos que trabalham ou trabalharam na Prevent Sênior levantaram a suspeita de que a operadora de saúde, uma das maiores do Brasil, teria ocultado mortes por covid-19 ocorridas em uma pesquisa feita com o medicamento cloroquina. Entre as práticas denunciadas pelo dossiê está a prescrição indiscriminada de cloroquina, azitromincina e ivermectina, o chamado “kit covid”. A cloroquina é comprovadamente ineficaz contra a doença. Além disso, o dossiê aponta que o estudo feito com 636 pacientes com casos leves e graves não teria passado pelo comitê de ética e havia orientação para não informar pacientes ou familiares sobre o programa, ou seja, procedimentos completamente fora das boas práticas na pesquisa científica. Em nota, a empresa repudiou as denúncias, informou que toma medidas judiciais para investigar quem está tentando desgastar a sua imagem e que os médicos sempre tiveram autonomia respeitada.

Escassez de doses

Até o dia 17, mais de 36,47% da população brasileira foram completamente vacinados com duas doses ou dose única de uma vacina anticovídica (77.790.266 pessoas) e 65,80% foram parcialmente imunizados (140.373.340 pessoas).

Durante a semana, faltou vacina de Oxford/AstraZeneca em pelo menos cinco capitais – São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Palmas (TO), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ). Segundo a Fiocruz, a remessa de ingredientes farmacêuticos ativos (IFA) vinda da China teria tardado duas semanas. Em São Paulo, a prefeitura decidiu aplicar a vacina de Pfizer/BioNTech como segunda dose.

Conselhos criticam suspensão da vacinação de adolescentes

Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) anunciaram nesta quinta-feira (16) “profundo lamento às recentes decisões do Ministério da Saúde”, de suspender a recomendação da vacinação contra a covid-19 em adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades. “Ao implementar unilateralmente decisões sem respaldo técnico e científico, coloca-se em risco a principal ação de controle da pandemia”, afirmaram as entidades em nota, ao anunciar que não foram consultadas pelo Ministério antes da tomada de decisão. A suspensão também surpreendeu integrantes do SUS e da Anvisa.

Adesão de gestantes e puérperas preocupa

O Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19) divulgou dados sobre o impacto da covid-19 entre gestantes e puérperas. Atualizados em 15 de setembro, os dados revelam que Brasil tem 3,1 milhões de gestantes e puérperas e que, até o momento, foram aplicadas 1.318.196 doses em pessoas deste grupo, sendo que apenas 421.245 gestantes e puérperas estão completamente imunizadas (com segunda dose ou dose única). A evolução extremamente lenta da vacinação preocupa os especialistas, pois deixa este público mais vulnerável a formas graves da doença e morte. Em 2021, foram 1.409 óbitos maternos – 206% a mais do que 2020. Segundo a Dra. Rossana Pulcineli, uma das criadoras do OOBr Covid-19 e presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, uma a cada cinco gestantes e puérperas mortas por covid-19 não teve acesso a unidades de terapia intensiva (UTI) e 32,4% não foram intubadas.

Uma dose da Janssen basta?

Na França, a Agence Nationale de Sécurité du Médicament et des Produits de Santé (ANSM) constatou que desde o início da vacinação com o imunizante desenvolvido pela farmacêutica Janssen, em 24 de abril de 2021, foram observados 32 casos de falha vacinal (29 graves e 3 não graves), incluindo 4 óbitos. A falha vacinal é definida como uma infecção sintomática por SARS-CoV-2 confirmada biologicamente por amplificação molecular (RT-PCR ou RT-LAMP) ou por teste antigênico, ocorrendo pelo menos 21 dias após a injeção da dose da vacina anticovídica. As pessoas afetadas por essas falhas de vacina têm uma idade média de 68 anos, com múltiplas comorbidades de risco para a forma grave da doença.

O conhecimento avança

Dados de registros internacionais mostram que o início de novos sintomas gastrointestinais é comum em pacientes com doença inflamatória intestinal (DII) e covid-19. O sintoma mais comum foi diarreia, seguida de dor abdominal, náuseas e vômitos. A probabilidade de morte por covid-19 não foi maior. Saiba mais.

Evidências obtidas em estudo observacional retrospectivo sugerem que os riscos de pré-eclâmpsia e parto prematuro são proporcionais à gravidade da covid-19 durante a gestação. Resultados reforçam necessidade de vacinação de gestantes.

Pesquisadores da Sun Yat-Sen University (China) compararam exames de vista com um ano de diferença de cerca de 2 mil crianças. A conclusão sugere que os problemas de visão aumentaram entre essa população durante as restrições da pandemia e o aprendizado on-line. O trabalho publicado na semana passada no periódico JAMA Ophthalmology é o mais recente a mostrar a tendência, e ecoa dois estudos anteriores feitos na China. Especialistas acham que o mesmo pode ter ocorrido com crianças norte-americanas.

Embora as crianças e adolescentes com câncer e covid-19 geralmente tenham um quadro clínico leve, 20% desenvolvem doença grave ou muito grave, de acordo com novos dados do Registro Global de Covid-19 e Câncer Pediátrico. A análise cobriu 1.500 pacientes com câncer pediátrico e covid-19 de 131 hospitais em 45 países e revelou que 67% dos mais de 1.300 com dados de acompanhamento foram hospitalizados e 18% necessitaram de admissão ou transferência para um nível superior de atendimento. O estudo apontou ainda que 4% das crianças morreram de infecção, uma taxa quatro vezes maior do que a relatada na população pediátrica em geral.

A pandemia no mundo

Em 17 de setembro, a humanidade somou 227.185.960 casos confirmados de infecção por SARS-CoV-2 e 4.672.629 mortes por covid-19, segundo o  Coronavirus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

A Diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, disse que covid-19 afetou gravemente a saúde mental e física de crianças e adolescentes na América do Norte e do Sul e instou os países a tomarem medidas específicas para protegê-los, incluindo a reabertura segura das escolas. Ela também alertou que a pandemia exacerbou os fatores de risco associados aos comportamentos suicidas e pediu que se priorize a prevenção deles.

Cerca 1,4 milhão de casos e 23.300 mortes relacionadas à covid-19 foram relatados na semana passada na América. No Caribe, as infecções aumentaram em Granada, Barbados e Bermuda. Na Costa Rica, na Guatemala e em Belize, as infecções seguem aumentando e muitos hospitais estão superlotados.

A hesitação vacinal desacelerou o controle da pandemia nos Estados Unidos. Em resposta, o presidente Joe Biden anunciou a vacinação obrigatória para dois terços dos trabalhadores americanos, incluindo funcionários federais, profissionais de saúde e pessoas que trabalham para empresas que empregam mais de 100 pessoas. Ele também expandiu significativamente a disponibilidade de testes. Governadores conservadores e alguns políticos se comprometeram a combater as medidas impostas por Biden nos tribunais. Mais de 1,8 mil estadunidenses estão morrendo de covid-19 todos os dias. Quase todos não são vacinados. Os hospitais estão sob pressão no Sul, onde mais de 95% de todos os leitos das unidades de terapia intensiva estão ocupados.

Na França, o número de pacientes hospitalizados caiu para menos de 10.000 pessoas na segunda-feira (13), o menor desde julho. A queda também se confirma nas unidades de terapia intensiva. À medida que a situação melhora, as pessoas identificadas como em risco de desenvolver formas graves de covid-19 poderão retomar às suas atividades presenciais a partir de 27 de setembro.

Desde o início da campanha de vacinação, 73,8% da população total receberam pelo menos uma injeção e 70% das pessoas já têm o esquema vacinal completo. Cerca de 83% da população adulta têm esquema de vacinação completo. A vacinação de funcionários em hospitais e lares de idosos, bombeiros, atendentes de ambulâncias e auxiliares de enfermagem é obrigatória desde 15 de setembro, mas 8% dos profissionais de saúde ainda não foram vacinados. Os refratários correm o risco de ficar suspensos, mudar de cargo ou ter de pedir demissão, uma situação que pode desestabilizar alguns serviços hospitalares e lares de idosos.

O  Reino Unido lançou um programa de  vacinação de reforço contra a covid-19 para pessoas acima de 50 anos e outras populações vulneráveis. A dose completa da vacina de Pfizer/BioNTech ou meia dose de Moderna será administrada seis meses após as segundas doses. Seguindo o conselho dos diretores médicos das quatro nações que o compõem (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), o Reino Unido também recomendou a vacinação com Pfizer/BioNTech para crianças de 12 a 15 anos. A decisão foi tomada apesar de o Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) não recomendar a vacinação de crianças nessa faixa etária que não estejam em risco. O programa de vacinação será realizado nas escolas com o consentimento dos pais ou responsáveis. O governo britânico também estabeleceu uma estratégia no caso de um possível aumento significativo de infecções neste inverno, incluindo o regresso do uso de obrigatório de máscaras e passaportes vacinais. No domingo (12), 81% dos maiores de 16 anos estavam totalmente vacinados e 89,1% haviam recebido a primeira dose. A taxa de novos casos positivos caiu 8,4% ao longo de sete dias, com uma taxa de 385,9 por 100.000 habitantes. No entanto, as mortes aumentaram 25,1% e as internações hospitalares aumentaram 4,7%.

Na Alemanha o número de casos permanece estável. A incidência de novas infecções em sete dias foi de 77,9 por 100.000 na quarta-feira (15), de acordo com o Robert Koch Institut (RKI). Na semana anterior foi de 82,7 por 100.000.

As autoridades de saúde relataram 12.455 novas infecções em um dia, contra 13.565 casos na semana passada. De acordo com os dados mais recentes, 83 mortes foram registradas na Alemanha na quarta-feira (15).

A Comissão Permanente de Vacinação do RKI agora recomenda a vacinação com duas doses da vacina de RNAm a partir do segundo trimestre da gravidez e para mulheres que estão amamentando. Até agora, a vacinação só era recomendada para gestantes de alto risco. Cada vez mais os estados federais querem adotar o “modelo 2G”, que interdita o acesso a certas áreas da vida pública a pessoas que não estejam vacinadas ou não tenham certificado de recuperação. O objetivo é reduzir ainda mais a propagação da infecção e permitir que aqueles que foram vacinados e recuperados tenham uma vida diária normal novamente.

Na Itáliaa curva epidêmica finalmente parece estar mudando com incidência nacional de 64 casos novos por 100.000 habitantes e R0 de 0,92. Os dados sobre internações continuam a aumentar ligeiramente: a taxa de ocupação nos serviços médicos é de 7,4% e nos cuidados intensivos é de 6,2%. A maioria dos casos nos últimos 30 dias ocorreu em pessoas não vacinadas ou em crianças com menos de 12 anos de idade, para as quais não existe vacina disponível. Uma redução significativa no risco é confirmada em pessoas totalmente vacinadas em comparação com não vacinados (uma redução de 77% para diagnóstico, 93% para hospitalização, e 96% para admissões em UTI e mortes) de acordo com o instituto nacional de saúde italiano. Quase 40 milhões de pessoas foram totalmente vacinadas na Itália, ou 74% da população-alvo. O governo italiano está considerando tornar o Passe Verde obrigatório para todos os trabalhadores, em locais de trabalho públicos e privados. Esta decisão é amplamente criticada pelo movimento antivacina e por advogados e especialistas em ética.

Com 81,5% da população completamente vacinados contra covid-19, Portugal assumiu a posição de país mais vacinado do mundo, de acordo com o portal Our World in Data, da University of Oxford, no Reino Unido. Nesta semana, o país ultrapassou Malta, que aparece na segunda colocação, com 80,95% dos habitantes vacinados. Portugal acelerou o processo de imunização como estratégia de combate à variante delta do SARS-CoV-2, que rapidamente se espalhou pelo país. Atualmente, a cepa é responsável por 99,7% das novas infeções. Após um breve período de alta, o número de casos, mortes e hospitalizações por covid-19 se estabilizou em Portugal, o que tem permitido o processo de reabertura econômica e o levantamento progressivo das restrições. 

Na última segunda-feira (13), o país aboliu o uso obrigatório de máscaras nas ruas. A cobertura facial segue sendo exigida em espaços fechados, como lojas e centros comerciais, além de transportes públicos e prédios governamentais.

A Espanha já está administrando uma terceira dose a pessoas imunocomprometidas, mas na quinta-feira (16) a Comissão de Saúde Pública decidirá se dará uma terceira dose a idosos em unidades de saúde. A incidência de casos de covid-19 continua diminuindo. As regiões notificaram 155 mortes e 3.261 novas infecções terça-feira (14). São números menores do que na semana anterior, diminuindo a incidência para 14 dias em 6,7 pontos, e chegando a 86 casos por 100.000 habitantes. Em relação à vacinação, 78,5% da população receberam uma dose de vacina e 74,6% tomaram o esquema completo. Cerca de 60,3% dos 12 a 19 anos estavam totalmente vacinados contra a covid-19 até a terça-feira (14).

Até o momento, foram notificados ao menos 8.168.000 contágios e 204.000 mortes na África desde o início da pandemia. O Egito, porém, está notificando o número mais alto de novos contágios desde junho. Desde 9 de setembro, a variante Delta foi identificada em 31 países. O sul do continente continua sendo o mais afetado e a variante Delta é responsável por mais de 70% dos casos de contaminação em países como BotswanaMalawi e África do Sul, e por mais de 90% no Zimbábue. Em meados de setembro, 3% da população africana estavam totalmente vacinados.

Em 19 de setembro, Israel reabrirá suas portas para turistas estrangeiros. O Ministério do Turismo declarou que grupos de turistas de cinco a trinta pessoas seriam admitidos novamente em Israel, exceto aqueles vindos de países colocados em sua “lista vermelha” – entre eles, Brasil, Turquia, Bulgária e México. Os turistas deverão ter recebido um esquema de vacinação completo nos últimos seis meses ou comprovante de uma terceira dose.

A capital da Austrália, Canberra permanecerá parada por mais quatro semanas. O toque de recolher noturno em Sydney terminou em 15 de setembro, enquanto a vacinação continua crescendo. O estado de New South Wales, epicentro do surto em curso, relatou 1.257 novos casos no dia 13. Na Austrália, as trabalhadoras de casas de repouso precisam ter recebido pelo menos uma injeção até 17 de setembro.

Ainda no dia 13, a Nova Zelândia estendeu o confinamento em Auckland por pelo menos mais uma semana, à medida que vários “casos misteriosos” de covid-19 não relacionados a nenhum surto existente surgiram na cidade. A Nova Zelândia comprou 500.000 frascos da vacina de Pfizer/BioNTech da Dinamarca, em uma tentativa de impulsionar seu programa de vacinação.

A China implementou bloqueios locais e lançou campanhas de testagem massiva em resposta ao último surto de covid-19 na província de Fujian. A região relatou mais de 150 novas infecções locais em cinco dias. Várias cidades na China estão emitindo advertências de viagem antes dos feriados na próxima semana no país. As autoridades chinesas relataram que 91% das pessoas com idade entre 12 e 17 anos já foram totalmente imunizadas.

O Japão vai doar 500 mil doses adicionais da vacina anticovídica de Oxford/AstraZeneca para Taiwan, 400 mil doses para o Vietnã, 300 mil para a Tailândia e 100 mil para o Brunei.

Na Índia, o número total de doses contra a covid-19 administradas já excedeu 750 milhões

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