Covid-19: Resumo da semana (4 a 10 de setembro)

Equipe Medscape Professional Network

10 de setembro de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

Na manhã desta sexta-feira (10), o Brasil somou 20.958.252 diagnósticos positivos para SARS-CoV-2 e 585.205 óbitos por covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com o levantamento produzido diariamente pelo consórcio de veículos de imprensa a partir dos dados obtidos das secretarias estaduais de saúde. O consórcio é formado por G1O GloboExtraO Estado de S. Paulo, Folha de S. PauloUOL.

A média móvel de mortes nos últimos sete dias ficou em 457 – a mais baixa desde 13 de novembro de 2020 (quando estava em 403). No entanto, é importante considerar que houve um feriado prolongado, o que implica em atraso nas notificações. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -32% e aponta tendência de queda. É o 17º dia seguido de recuo nesse comparativo.

nova edição do Boletim Infogripe da Fiocruz, divulgada na quinta-feira (9), informa que os casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam indicativo de interrupção de queda e sinal de estabilização na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas) no país, com poucas unidades da federação com sinal de crescimento. Destaque para o estado e a capital do Rio de Janeiro, que interromperam tendência de crescimento observada em julho e na primeira quinzena de agosto. Os dados se referem à 35ª Semana Epidemiológica (29 de agosto a 4 de setembro). Os especialistas alertam para a importância de retomar a testagem de demais vírus respiratórios, especialmente em crianças.

edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgada na quarta-feira (8) revela que o cenário de melhora nas taxas de ocupação de leitos em unidade de terapia intensiva (UTI) para adultos no SUS persiste, com mais de 90% das unidades da federação e 85% das capitais fora da zona de alerta (taxas < 60%). Roraima (82%) é o único estado na zona crítica, com índice superior a 80%, mas encontra-se em situação particular de ter poucos leitos disponíveis. O Rio de Janeiro apresentou queda no indicador de 72% para 66%, o que agora o coloca na zona de alerta intermediário. De acordo com os pesquisadores do Observatório, esse dado é um reflexo da tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por covid-19. No entanto, a mortalidade pelo vírus se mantém elevada (3%).

Variante Delta

Dados divulgados pela Rede Corona-ômica no dia 9 indicam que a variante Delta representa 63% dos casos de covid-19 no país. A estimativa foi feita a partir de amostras depositadas na plataforma Gisaid nos últimos 15 dias. Com base em sequenciamentos realizados no período, o Rio de Janeiro teria 85% dos novos casos causados pela variante Delta; São Paulo teria 77%; a Paraíba 76%; Santa Catarina 70% e Minas Gerais 42%. A cepa Delta só não foi diagnosticada no Acre e em Roraima, mas há casos em investigação.

No dia 6, a variante Delta foi encontrada em 89,18% das amostras analisadas no Rio de Janeiro, de acordo com análises da Secretaria de Estado da Saúde. Outros 10,82% correspondem à variante Gama. O levantamento feito pelo programa de vigilância genômica da covid-19 usou 370 amostras coletadas entre os dias 4 e 16 de agosto. De acordo com a pesquisa, a Delta foi identificada em 77 municípios do estado. Na capital, 96% das amostras sequenciadas corresponderam à variante identificada inicialmente na Índia.

Na quinta-feira (9), resultados de análises feitas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificaram a presença da variante Delta em 82% dos casos de covid-19 avaliados. O estudo avaliou 116 amostras positivas, sendo que 95 estavam infectadas pela variante indiana. Em reação, o DF anunciou no dia 6 a antecipação da segunda dose das vacinas de Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca para quem estava agendado até 24 de setembro.

Em Rondônia, a variante Delta foi encontrada em 15,9% das amostras, de acordo com análises realizadas pela Rede de Vigilância Genômica da Fiocruz em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e o Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia).

A semana das vacinas

Até o dia 10, cerca de 33,01% da população brasileira foram completamente vacinados com duas doses ou dose única (70.424.958 pessoas) e 64,10% foram parcialmente imunizados (136.745.375 pessoas).

A farmacêutica norte-americana Novavax anunciou no dia 8 a abertura das inscrições para voluntários nos ensaios clínicos de fases 1 e 2 de sua vacina combinada contra gripe e covid-19. O estudo envolverá 640 participantes, com resultados previstos para o primeiro semestre de 2022, e será feito na Austrália. A vacina anticovídica da Novavax mostrou, em testes de fase 3, mais de 90% de proteção contra infecções sintomáticas. Até agora, no entanto, a empresa não mandou as informações necessárias às agências reguladoras.

No sábado (4), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar de 25 lotes da vacina CoronaVac, o que equivale a cerca de 21 milhões de doses. O motivo foi o envase do produto na China em laboratório sem certificação de boas práticas emitida por autoridades de referência no setor. No dia 6, o Instituto Butantan enviou à Anvisa documentos referentes aos lotes. Porém, segundo a Anvisa, a documentação não é suficiente para a liberação. Em nota, a agência disse que “cabe ao Butantan apresentar a documentação faltante, incluindo o relatório de inspeção emitido por autoridade sanitária para subsidiar a análise da Anvisa ou viabilizar a realização de inspeção presencial pela própria Agência.” Até o dia 9, os lotes permaneciam interditados. A agência iniciou trâmites para enviar dois funcionários à China para vistoriar o novo local de envase. Do total de doses interditadas, cerca de 9 milhões ainda não chegaram ao Brasil. Outros 4 milhões de doses dos lotes suspensos já recebidos foram administrados à população, de acordo com as autoridades sanitárias paulistas.

E a luta pela vacinação continua. Na quinta-feira (9), faltaram vacinas em mais de 90% dos postos de vacinação da capital São Paulo e também em algumas cidades do estado. A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo afirmou que o Ministério da Saúde não enviou 1 milhão de doses de Oxford/AstraZeneca que seriam destinados à aplicação em segunda dose. O Ministério da Saúde respondeu que não deve doses de Oxford/AstraZeneca a São Paulo, e atribuiu o desabastecimento ao uso antecipado de parte da cota destinada à segunda dose.

Em virtude da decisão do Ministério da Saúde de suspender a entrega de vacinas aos estados previstas para o dia 7 (por causa das manifestações de apoio ao presidente), cerca de 2,6 milhões de doses de Pfizer/BioNTech ficaram parados no Centro de Distribuição de Insumos Estratégicos de Saúde, em Guarulhos. Segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a medida produziria impacto em todos os estados. De fato, ao menos oito municípios paulistas paralisaram a aplicação da dose de reforço à espera de imunizantes da Pfizer. Além disso, trata-se do único imunizante usado na vacinação de adolescentes.

E mais: começou no dia 9 a 7ª etapa do mapeamento da covid-19 em São Paulo. Será a segunda fase da pesquisa desde o início da vacinação. O levantamento envolverá 1.280 domicílios sorteados para realização das entrevistas e das coletas de sangue com todos seus moradores acima de 18 anos. A iniciativa reúne: Grupo Fleury, Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria, Instituto Semeia e Todos pela Saúde. O intuito é identificar a proporção de pessoas que têm anticorpos contra o SARS-CoV-2 na capital paulista.

Recuperação de crianças com SIM-P

Novos dados sugerem que a maioria das crianças com síndrome inflamatória multissistêmica (SIM-P) pós-infecção por SARS-CoV-2 se recupera com relativa rapidez. A análise considerou informações de uma das primeiras coortes nacionais multicêntricas de crianças no Reino Unido. Confira.

Solução salina protegeria contra o coronavírus?

Em estudo com células epiteliais de pulmão infectadas pelo SARS-CoV-2, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) viram que uma solução salina hipertônica inibiu a replicação do agente causador da covid-19. O trabalho foi publicado no periódico ACS Pharmacology & Translational Science. Ao comparar diferentes concentrações do produto, os cientistas verificaram que o uso da solução a 1,5% de NaCl inibiu, in vitro, a replicação do SARS-CoV-2 em 100% em células de cobaias. No teste com células de pulmão humanas, uma solução de 1,1% conseguiu impedir a replicação do vírus em 88% das células. Testes clínicos são necessários para comprovar a eficácia da descoberta.

SARS-CoV-2 e fertilidade

Ao acompanhar, desde o início do ano passado, pacientes homens que tiveram covid-19, o andrologista Jorge Hallak, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coodernador do Grupo de Estudos em Saúde do Homem do Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP), começou a observar que os resultados de exames de fertilidade e hormonais deles permanecem alterados mesmo meses após se recuperarem da doença.

Novo medicamento para casos leves e moderados

A Anvisa concedeu na quarta-feira (8) autorização de uso emergencial a um novo medicamento para pacientes com covid-19, o sotrovimabe (GlaxoSmithKline). O medicamento é indicado para tratar pacientes com sintomas leves e moderados da doença, mas que apresentam alto risco de progressão da covid-19 para quadros mais graves.

A pandemia no mundo

Em 10 de setembro, a humanidade somou 223.357.882 casos confirmados de infecção por SARS-CoV-2 e 4.608.758 mortes por covid-19, segundo o  Coronavirus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

As nações mais pobres devem completar o ano com somente 20% da sua população vacinada, segundo estimativa divulgada no dia 8 pelo Consórcio COVAX Facility, iniciativa liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A instituição insiste para que campanhas de reforço e terceira dose só sejam adotadas após uma cobertura vacinal mais ampla nos países pobres. Em um comunicado conjunto, os fundadores do consórcio destacaram que a desigualdade no acesso continua “inaceitável”.

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, declarou que “a Opas recomenda que todas as gestantes, após o primeiro trimestre de gestação, assim como aquelas que estão amamentando, recebam a vacina contra a covid-19” e conclamou os países a priorizarem a vacinação deste grupo na América Latina e no Caribe. Até agora, mais de 270.000 grávidas contraíram o novo coronavírus nas Américas e mais de 2.600 morreram em consequência da covid-19. Em países como México e Colômbia, a covid-19 é a principal causa de morte materna em 2021. A Opas também relatou quase 1,5 milhão de casos e mais de 22.000 mortes relacionadas a covid-19 nas Américas na última semana. No Caribe, as infecções estão diminuindo, mas as mortes aumentaram nas ilhas de St. MartinJamaica Porto Rico. Na América do Sul, os casos estão aumentando na Venezuela, na Costa Rica, na Guatemala e em Belize.

Na África, o Egito registra o maior número de novas infecções desde junho. O número médio de novos casos relatados a cada dia na África do Sul diminuiu em mais de 3.600 durante as últimas três semanas, 19% em relação ao pico anterior. O número médio de infecções relatadas em Reunião atinge um novo máximo a cada dia, relatando atualmente mais de 2.300 diários.

México, até terça-feira (7 de setembro), somava 3.449.295 casos e 264.541 mortes por covid-19 desde o início da pandemia. Uma semana após a volta às aulas foram detectados casos positivos em 88 escolas. Apesar de a vacina da Pfizer ter sido autorizada no país para crianças maiores de 12 anos desde 24 de junho, os casos em menores aumentaram e as autoridades não apresentaram um plano de vacinação que os inclua. O subsecretário de Saúde do México mencionou que eles não serão vacinados por enquanto.

Em Portugal, a estimativa é de que 85% da população estejam completamente vacinados na terceira semana de setembro. Com isso, o país começa a avaliar o fechamento dos locais de vacinação em massa. A ideia foi admitida pelo coordenador da força-tarefa de imunização em Portugal, Henrique Gouveia e Melo, que não estabeleceu, no entanto, uma data para a desmobilização das estruturas. Em 1º de setembro, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou suas recomendações para a administração da terceira dose da vacina. A entidade recomenda o reforço para pessoas maiores de 16 anos imunocomprometidas, e considera que estão aptas para a dose extra as pessoas que foram imunizadas durante “um período de imunossupressão grave”, como receptores de transplante de órgãos, portadores de HIV com baixa contagem de linfócitos, pessoas em tratamento oncológico e pacientes com algumas doenças autoimunes.

No Reino Unido, ministros negaram planos de um bloqueio parcial se os casos começarem a aumentar drasticamente depois que as crianças retornarem à escola. Os conselheiros de vacinação do governo também decidiram não recomendar a vacinação contra a covid-19 para adolescentes entre 12 e 15 anos de idade, dizendo que “a margem de benefício é considerada muito pequena para apoiar a vacinação universal”. As autoridades sanitárias do Reino Unido agora decidirão se irão acatar ou se sobrepor ao conselho.

Na segunda-feira (6), os casos positivos de covid-19 aumentaram 14% em sete dias e ficaram em uma taxa de 370,1 por 100.000 habitantes. Houve 948 mortes em sete dias e 6.641 internações hospitalares. Mais de 80% dos maiores de 16 anos estão totalmente vacinados e 88% receberam a primeira dose. O Royal College of Physicians alertou para um inverno difícil para o serviço de saúde. No entanto, os aumentos de impostos estão a caminho para ajudar a financiar as crescentes demandas da pandemia no NHS e na assistência social, e um acúmulo crescente de tratamentos eletivos.

Na França a epidemia está diminuindo. Desde a semana passada, a média de novos casos caiu 23%. No entanto, a situação continua preocupante nos Territórios Franceses Ultramarinos. O início do ano letivo correu bem, cerca de 88% dos adultos receberam a primeira dose e mais de 300.000 pessoas acima de 65 anos já marcaram uma consulta para receber uma dose de reforço.

O clima atual em torno da vacinação contra a covid-19 e o passaporte vacinal continua tenso. Alguns médicos, cientistas e figuras públicas organizaram uma entrevista coletiva para alertar sobre ameaças de morte que vêm recebendo há meses. Eles conclamam as autoridades a condenar os perseguidores e a dar-lhes proteção.

Na Alemanha o Parlamento Federal decidiu esta semana que o número de pacientes com covid-19 nas clínicas deve ser o principal parâmetro de referência no futuro. Em grande medida, os estados federais determinarão localmente onde as restrições diárias mais rígidas se tornarão necessárias. Além do número de pacientes internados em clínicas por 100.000 habitantes em sete dias, outros indicadores devem ser considerados.

Enquanto isso, pela primeira vez em dois meses, a incidência de infecções em sete dias caiu por dois dias consecutivos. O Robert Koch Institut (RKI) relatou na quarta-feira (8) 82,7 novas infecções por 100.000 habitantes em uma semana, em comparação com 83,8 na terça-feira (7) e 84,3 na segunda-feira (6). O Rt voltou recentemente para um valor inferior a 1. Não está claro se a evolução positiva é apenas um retrato do momento ou uma reversão da tendência, ou se está relacionada a outras razões – tais como progresso na vacinação, comportamento de contato dos cidadãos, padrões de viagem. No entanto, o presidente do RKI, Lothar Wieler, fez alerta sobre uma feroz quarta onda de coronavírus no outono: “Se não aumentarmos drasticamente as taxas de vacinação atuais, a quarta onda pode tomar um curso fulminante no outono”. Até agora, 61% das pessoas na Alemanha estão totalmente vacinadas e 66% já receberam pelo menos uma dose.

Na Itália a variante Delta permanece prevalente, com um declínio ainda maior das variantes Alfa e Gama. Um levantamento de 24 de agosto estimou uma prevalência Delta de 99,7%. A incidência média semanal permanece estável, com 74 casos por 100.000, em comparação com 71 na semana anterior. O Rt médio calculado em casos sintomáticos caiu ligeiramente abaixo do limiar epidêmico, em 0,94.

Por outro lado, a taxa de ocupação dos leitos nas enfermarias médicas subiu para 7,3% em nível nacional, e a das unidades de terapia intensiva está em 6%. Cerca de 72% da população italiana com mais de 12 anos foram totalmente vacinados. O Instituto Nacional de Saúde publicou esta semana um documento estratégico para a prevenção e controle das infecções por SARS-CoV-2 , com o objetivo de proteger as escolas, permitindo o ensino presencial por meio do acompanhamento voluntário da circulação do vírus nas escolas com testes de saliva.

Na Espanha, a ministra da Saúde, Carolina Darias, detalhou que foram emitidos 22,5 milhões de certificados de vacinação, outros 505 mil por superação da infecção por SARS-CoV-2 e 596 mil por exames diagnósticos. Darias também destacou que mais de 2 milhões de viajantes puderam se beneficiar nos aeroportos usando seu certificado covid-19 no aplicativo Spanish Travel Health (SPTH). A Agência Espanhola de Medicamentos e Dispositivos Médicos (AEMPS) autorizou uma terceira dose de vacina anticovídicas para pessoas imunossuprimidas após a aprovação da agência reguladora europeia (EMA). E a aprovação da ozonioterapia para covid-19 pelos tribunais de Barcelona e, anteriormente, de Castellón, abriu um debate jurídico em saúde pública sobre a aplicação de tratamentos sem evidências científicas.

Nos Estados Unidos o presidente Joe Biden assinou no dia 9 uma ordem executiva obrigando a vacinação de todos os funcionários do governo, agências federais e empresas que prestam serviços ao governo. A medida visa obrigar parte das 80 milhões de pessoas que não se vacinaram a fazê-lo. Haverá também uma determinação para que todas as empresas com mais de 100 funcionários exijam vacinação ou testes uma vez por semana. Os empregadores deverão dar licença remunerada para aqueles que forem se vacinar.

“Temos sido pacientes, mas nossa paciência está se esgotando. E sua recusa é um custo para todos nós”, disse o presidente. Houve reação de governadores republicanos.

Além disso, os planos para a implementação de uma terceira dose de vacinas anticovídicas para a maioria dos adultos a partir de 20 de setembro foram colocados de lado por causa do pedido de demissão surpresa de dois revisores de vacinas de alto nível na agência reguladora do país, a FDA. Os dois, que tinham décadas de experiência na agência, teriam ficado incomodados com o plano da administração Biden de lançar doses extras de vacina antes das evidências para apoiar a segurança e a eficácia dessa estratégia. Os Estados Unidos estão modelando sua campanha de reforço no impulso de Israel para adicionar uma dose para prevenir o declínio da imunidade contra a Delta e outras variantes. Atualmente, 75% dos americanos receberam pelo menos uma dose de uma vacina, enquanto 53% estão totalmente vacinados.

A Austrália receberá 4 milhões de doses da vacina de Pfizer/BioNTech do Reino Unido como parte de um acordo de troca. Trato semelhante foi feito anteriormente com Cingapura. A orientação para ficar em casa permanece em vigor para mais de 15 milhões de residentes de Victoria, New South Wales e Território da Capital da Austrália.

A Nova Zelândia encerrou seu rígido bloqueio nacional na segunda-feira (6), já que os casos covid-19 no país estão diminuindo. No entanto, o bloqueio continuará em Auckland por pelo menos mais uma semana, pois o surto atual na cidade ainda não está sob controle. No sábado (4), o país relatou a primeira morte por covid-19 em mais de seis meses.

O atual estado de emergência em Tóquio e outras áreas no Japão pode ser estendido por até um mês além da data de término planejada para 12 de setembro.

Hong Kong suspendeu as restrições de quarentena para os viajantes completamente vacinados procedentes da China continental. No entanto, o número de visitantes foi limitado a 2 mil por dia. Além disso, residentes de Hong Kong totalmente vacinados que estiverem na Índia, na Malásia, no Paquistão, na Tailândia e na Coreia do Sul terão permissão para retornar à cidade, mas precisarão passar pela quarentena.

Apesar de os casos de covid-19 continuarem aumentando, as Filipinas decidiram suspender a ordem de permanência em casa na capital, Manila, e, em vez disso, implementarão “bloqueios granulares” em áreas menores de alto risco.

A Índia planeja expandir sua capacidade de oxigênio medicinal para 15 mil toneladas por dia em preparação para uma potencial terceira onda de covid-19 no país. O consumo diário de oxigênio durante a devastadora segunda onda, no início deste ano, foi de quase 10 mil toneladas.

A China se comprometeu a fornecer 2 bilhões de doses de vacinas anticovídicas a outros países em 2021.

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