Covid-19: Resumo da semana (28 de agosto a 3 de setembro)

Equipe Medscape Professional Network

3 de setembro de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .
Na manhã da sexta-feira, 3 de setembro, o Brasil somou 20.830.712 infecções por SARS-CoV-2 e 582.004 mortes por covid-19 desde o início da pandemia, segundo levantamento diário feito por um consórcio de veículos de imprensa – composto por G1O GloboExtraO Estado de S. PauloFolha de S. Paulo e UOL – com base em dados das secretarias estaduais de saúde.

Na noite de quinta-feira (2), foram registradas 776 mortes em 24 horas. A média móvel de mortes em sete dias foi de 628. A variação foi de -23% quando comparada com os dados de 14 dias atrás.

Quanto aos casos, a média móvel nacional nos últimos sete dias foi de 22.196 diagnósticos diários – o menor registro desde 10 de novembro (quando estava em 19.165). A variação foi de -26% em relação aos casos registrados na média há 14 dias.

Divulgada no dia 3, a nova edição do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz destaca a queda no número de óbitos pela décima semana consecutiva, com redução média diária de 1,6% de 15 a 28 de agosto (Semana Epidemiológica 34). A incidência de casos confirmados nesse mesmo período caiu 2,4% ao dia, e a taxa de positividade dos testes também está em queda.

Apesar da importante tendência de redução da incidência e mortalidade, os pesquisadores chamam a atenção para as médias registradas na última semana epidemiológica: 24,6 mil casos novos e 670 óbitos diários. Para eles, isso implica na necessidade de atenção frente à hipótese de agravamento da pandemia, sobretudo pela difusão da variante Delta no momento em que grande parte da população ainda não completou o esquema vacinal. Atualmente, a taxa de letalidade está em torno de 2,8%, considerada alta frente a outros países que adotam medidas de proteção coletiva, testagem e cuidados intensivos para doentes graves.

Ao mesmo tempo, o estudo dos níveis de incidência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) aponta uma tendência geral de redução no país, mas cinco unidades da Federação – Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e São Paulo – e o Distrito Federal ainda apresentam grau de incidência extremamente alto. Além disso, o boletim aponta que capitais das regiões Sul, Sudeste e Nordeste registraram tendência de aumento de casos. São elas: Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju, Maceió, João Pessoa, Natal e Fortaleza.

Mais um dado é que o declínio no número de internações e óbitos, notável em todas as faixas etárias, é menor nas idades acima de 80 anos. Quanto ao registro de óbitos, os dados estão se deslocando para as idades mais avançadas e reconstruindo o cenário observado no período anterior ao início da vacinação. A proporção de casos internados entre idosos, que já esteve em 27% (SE 23, 6 a 12 de junho), agora é de 48,4%. A fração dos óbitos, que estava em 44,6% na mesma SE 23, agora está 71,1%. Ou seja, de acordo com os pesquisadores, a reversão demográfica é mais dramática no que se refere ao número de mortes porque a concentração está substancialmente maior nas faixas etárias mais longevas.

Ocupação de leitos de UTI

No Rio de Janeiro, segundo o boletim da Fiocruz, as regiões mais críticas são a Metropolitana I, onde está a capital (96%), que concentra cerca de um terço dos leitos em unidade de terapia intensiva (UTI) e é referência no estado, e a Baixada Fluminense – Belford Roxo (100%), Duque de Caxias (94%), Guapimirim (90%), Nova Iguaçu (85%), Queimados (78%) e São João do Meriti (83%) –, que compreende cerca de 15% dos leitos.

Roraima é o único estado com taxa de ocupação superior a 80%, mas atualmente conta com apenas 50 leitos disponíveis em um hospital de Boa Vista, dos quais 41 (82%) estavam ocupados no dia da obtenção do dado. Além do Rio de Janeiro (72%), somente Goiás está na zona de alerta intermediário (≥60% e <80%).

E mais: a cidade do Rio de Janeiro adiou por 15 dias a exigência do comprovante de vacinação para entrada em diversos locais públicos. Agora, a medida passa a valer a partir de 15 de setembro. Dois decretos estabeleceram os critérios para o comprovante de imunização. A exigência vale para cirurgias eletivas em hospitais públicos e privados na capital. Detalhe: bares e restaurantes estão fora da listagem de estabelecimentos com a restrição.

Um estudo feito em parceria pela prefeitura da cidade de São Paulo e o Instituto Butantan revelou que a variante Delta do novo coronavírus já representa 69,7% dos casos, enquanto a variante Gama responde por 28,4% dos casos. Os sequenciamentos foram realizados pelo Butantan e são referentes ao período de 15 a 21 de agosto (SE 33). Além disso, o município de Ribeirão Preto, no interior do estado, confirmou os primeiros casos de infecção pela variante Delta.

A semana das vacinas

Até a manhã da sexta-feira (3), mais de 30,32% (64.687.797 pessoas) foram completamente vacinados com duas doses ou dose única de alguma vacina anticovídica. Outros 62,37% (133.043.816 pessoas) receberam a primeira dose.

Os estados com maior porcentagem da população imunizada (com segunda dose ou dose única) são: Mato Grosso do Sul (45,26%), São Paulo (38,72%), Rio Grande do Sul (36,72%), Espírito Santo (33,87%) e Santa Catarina (30,86%).

Reforço e terceira dose em imunossuprimidos

No estado de São Paulo, a vacinação de reforço para pessoas acima de 90 anos (148,7 mil no estado) e imunossuprimidos acima de 18 anos começará em 6 de setembro e irá até o dia 12. Depois, entre 13 e 19 de setembro, serão vacinados os idosos entre 85 e 89 anos. Em Salvador (BA), a vacinação com a dose de reforço iniciou dia 30 para idosos acima de 80 anos vacinados há seis meses.

Avanços da ciência

Estudos vêm revelando a queda da eficácia das vacinas de RNAm diante da prevalência da variante Delta. Porém, as vacinas de RNAm continuam conferindo proteção contra hospitalização entre 75% a 81%. Como se justifica? Após a queda de desempenho dos anticorpos neutralizantes produzidos pelas vacinas anticovídicas, as células T e B entram em cena. Entenda.

Diversos trabalhos apontam a necessidade de terceira dose de vacina anticovídica para a população de pacientes imunocomprometidos, medida que já foi anunciada por diversos países. Também há discussões sobre a suspensão transitória de tratamentos para melhorar a resposta imune está em estudo em alguns casos. Acompanhe o debate.

Um estudo publicado na quarta-feira (1) pelo periódico The Lancet Infectious Disease descobriu que pessoas completamente vacinadas com os imunizantes desenvolvidos por Pfizer/BioNTech, Moderna ou Oxford/AstraZeneca têm 50% menos chances de ter covid longa do que os não vacinados. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores do King's College London analisaram dados de participantes que registraram seus sintomas, testes e vacinas no aplicativo UK ZOE COVID Symptom Study entre 8 de dezembro de 2020 e 4 de julho de 2021, incluindo 1.240.009 (primeira dose) e 971.504 (segunda dose) adultos vacinados no Reino Unido.

Outro trabalho publicado no mesmo periódico mostrou que as pessoas infectadas com a variante Delta apresentam o dobro do risco de necessitarem de tratamento no hospital do que aquelas que contraíram a cepa Alfa. Leia mais.

E mais: estudo feito por pesquisadores das universidades Stanford e Yale, nos Estados Unidos, analisou o impacto do uso de máscaras em uma população de 340 mil pessoas em Bangladesh, na Ásia. Além de confirmar a efetividade das máscaras faciais contra a covid-19, os dados mostraram que as máscaras com maior poder de filtragem tiveram melhores resultados na redução de casos da doença. Ainda sem revisão por pares, o estudo foi divulgado pela organização não governamental Innovations for Poverty Action (IPA) e no site das duas universidades.

Incêndios florestais e covid-19

A fumaça causada pelos incêndios florestais na Amazônia durante a pandemia foi associada a um aumento de 18% nos casos graves de covid-19 e de 24% nas internações por síndromes respiratórias nos cinco estados mais afetados pelos incêndios em 2020 (Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso e Pará).

A população de Rondônia foi a mais afetada, tendo um aumento de 66% nas chances de internação por complicações da doença e de 92% por síndromes respiratórias. Em Mato Grosso, a população de municípios como Poconé e Cáceres tem 80% mais chance de ser hospitalizada por complicações da covid-19 e 115% por síndromes respiratórias.

Os dados são do Observatório de Clima e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT / Fiocruz), InfoAmazonia e Universidade Federal do Acre. Em parceria, as instituições realizam o projeto Engolindo Fumaça. Leia mais aqui.

A covid-19 pelo mundo

Na manhã de 3 de setembro, o planeta registrou 219.146.085 casos confirmados de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e 4.543.531 mortes por covid-19, segund o  Coronavirus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, declarou em 1º de setembro que “três quartos das pessoas da América Latina e do Caribe não foram totalmente imunizadas”. Ela disse ainda que, no total, 540 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 devem ser fornecidas para garantir que todos os países da América Latina e do Caribe possam proteger pelo menos 60% de sua população. Em resposta, a Opas lançou uma nova campanha de doações e uma nova plataforma para impulsionar a produção de vacinas de próxima geração na região.

Na última semana, as Américas notificaram mais de 1,6 milhão de novos casos e quase 22 mil mortes relacionadas à covid-19. Costa Rica Belize estão tendo surtos de novos casos, Santa Lúcia e Porto Rico estão relatando altas taxas de novas infecções e, no Suriname, a transmissão aumentou por quatro semanas consecutivas. Os hospitais no Haiti continuam sobrecarregados após o terremoto de 14 de agosto. A Jamaica registra mais mortes por covid à medida que seus hospitais atingem a capacidade total.

Os Estados Unidos têm uma média de cerca de 160 mil novos casos por dia, quase todos causados ​​pela variante Delta. A capacidade hospitalar é gravemente limitada no Sul do país. Muitos hospitais estão lutando para obter leitos e oxigênio em quantidades suficientes para atender todos os pacientes que precisam. Funcionários do governo em Orlando (Flórida), recentemente pediram às pessoas que parassem de lavar seus carros e regar seus gramados para economizar o oxigênio líquido usado no tratamento de água para que seja revertido aos pacientes hospitalares.

Os casos em crianças quadruplicaram no último mês. Hospitais infantis estão pedindo às pessoas que se vacinem e usem máscaras para proteger as crianças que voltaram às aulas presenciais e, em muitas partes do país, estão novamente vulneráveis ​​à infecção porque ainda não podem ser vacinadas.

Dois altos funcionários da agência reguladora US Food and Drug Administration (FDA) recentemente renunciaram em protesto contra a decisão do governo de oferecer terceiras doses das vacinas para a maioria dos americanos antes de uma revisão dos benefícios e riscos dessa estratégia.   

Vale registrar que morreu por covid-19 no sábado, 28 de agosto, nos Estados Unidos, o homem que liderou movimentos no Texas contra o uso de máscaras e demais medidas preventivas. Calleb Wallace, 30 anos, ficou um mês internado e respirava com a ajuda de aparelhos.

No México, agosto foi o mês com maior número de infecções registradas até agora. Os números foram semelhantes aos de julho de 2020 durante a primeira onda. O subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde, Hugo Lopez Gatell, disse que a curva da epidemia está diminuindo e que os casos continuarão diminuindo nas próximas semanas.

O Conselho Europeu recomendou na segunda-feira (30), que os 27 países-membros adotem restrições temporárias mais robustas à entrada de cidadãos norte-americanos em viagens não essenciais. O bloco europeu também retirou Israel, Kosovo, Líbano, Montenegro e a República da Macedônia do Norte da lista de países que terão gradualmente as restrições levantadas pela União Europeia.

Reino Unido implementa planos para vacinar crianças de 12 a 15 anos na Inglaterra, antes do que aconselham os assessores de vacinação do governo. Os casos diários de covid-19 permanecem acima de 30 mil, mas a situação estar dando mostrar sinais de estabilização.

Na França, com o início do ano letivo, a disseminação da variante Delta e o impacto deletério do fechamento de novas salas de aula na saúde mental de crianças e adolescentes preocupam o Conselho Científico e especialistas. Na terça-feira (31), 19.425 novos casos foram identificados na país e 941 pacientes deram entrada no hospital, contra 725 no dia anterior. Cerca de 2.292 pacientes estavam hospitalizados em terapia intensiva O indicador avançou ligeiramente nos últimos sete dias, mas a um ritmo muito mais lento do que entre o final de julho e meados de agosto. Na mesma data, o governo informou que 78% da população adulta estavam completamente vacinados e 61% dos jovens com 12 a 17 anos de idade receberam a primeira dose. A vacinação nessa faixa etária aumenta entre 5% a 8% por semana. A campanha de reforço vacinal começou em 1 de setembro e deve atingir 18 milhões.

Esta semana, a incidência média de novos casos na Itália aumentou de 69 para 71 por 100 mil habitantes, enquanto o Rt médio caiu ligeiramente de 1,1 para 1,01. Em nível nacional, as taxas de ocupação de enfermarias médicas (7,1%) e de terapia intensiva (5,7%) permanecem bem abaixo do nível de sobrecarga. Apenas a Sicília excede a taxa de ocupação de 10% de cuidados intensivos e enfermarias médicas, com uma incidência semanal de 344 casos por 100 mil habitantes. Mais de 70% da população italiana com mais de 12 anos já foram vacinados. A vacinação aumentou em relação à semana passada, confirmando a hipótese de que a desaceleração se deveu principalmente a fatores relacionados às férias de verão, segundo o Ministério da Saúde.  No entanto, mais de 4,5 milhões de pessoas ainda não tomaram a vacina. Levantamentos mostram que, a cada dez pessoas, um idoso acima de 80 anos e entre uma e duas pessoas na faixa etária entre 60 e 70 anos não se vacinaram.

Na Alemanha, a incidência em sete dias está diminuindo pela primeira vez desde o início de julho. De acordo com o Robert Koch Institut (RKI), em 31 de agosto, foi de 74,8 por 100 mil habitantes. No dia anterior o valor tinha sido 75,8 (semana anterior 58,0). Ainda assim, em 29 de agosto, o número de pacientes tratados em UTI aumentou novamente para mais de 1.000 em todo o país pela primeira vez dentro da quarta onda. O Ministro Federal da Saúde, Jens Spahn, está considerando agora uma vacinação de reforço para todos. Especialistas defendem que é mais importante vacinar primeiro as pessoas que ainda não receberam nenhuma vacina, e que a vacinação de reforço deve ser oferecida primeiro aos idosos e a outros grupos de risco.

Em Portugal, mais de 100 mil pessoas foram vacinadas no último fim-de-semana, das quais mais de 80 mil eram jovens entre os 12 e os 17 anos, segundo dados oficiais. No dia 28, a coordenação da operação nacional de vacinação contra a covid-19 anunciou que seria possível tomar a vacina em qualquer posto de vacinação com senha digital (sem autoagendamento).

De acordo com um relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS), no dia 29 de agosto, Portugal tinha mais de 72% da população residente totalmente vacinada e 80% com pelo menos uma dose de vacina anticovídica. A variante Delta é agora responsável por todas as infecções no país, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). A análise baseou-se em dados de 16 a 22 de agosto obtidos em todas as regiões. Nas últimas semanas, não foram detectados casos das variantes Beta, Gama e Alfa – que já circulavam no país.

A Espanha atingiu a meta de vacinar 70% da população até o final do verão. Em 1º de setembro, 69,5% tomaram duas doses. Entre os maiores de 40 anos, os mais afetados pela doença, 94% tomam pelo menos uma dose e 92% tomam ambas as doses. Em 31 de agosto, a incidência diminuiu 8 pontos, chegando a 234 casos por 100 mil habitantes em 14 dias. No dia anterior, foram 242 casos por 100 mil. Nos próximos dias, o Ministério da Saúde espanhol analisará em conjunto com os governos regionais a possibilidade de administração de dose de reforço a pacientes imunossuprimidos – transplantados e indivíduos em tratamento oncológico – e revisará a capacidade definida no início de agosto para grandes eventos esportivos.

A Austrália deve receber 500 mil doses da vacina Pfizer/BioNTech de Cingapura esta semana, como parte de um acordo de troca que fará o país devolver o mesmo número de doses ao país asiático no final do ano. No dia 31, a cidade de Canberra estendeu seu lockdown por mais duas semanas, enquanto a variante Delta continua a se disseminar. O lockdown em Melbourne poderá ser prorrogado até 23 de setembro.

Cingapura se tornou o país mais vacinado do mundo, após ter imunizado 80% de sua população de 5,7 milhões.

A Nova Zelândia assiste a um declínio no número de infecções. No dia 30, o país notificou a primeira morte ligada à vacina: uma mulher morreu em decorrência de miocardite após receber a vacina de Pfizer/BioNTech.

O Japão suspendeu o uso de 1,63 milhões de doses da vacina da Moderna no dia 25 após ter sido informado pelo distribuidor nacional de que alguns dos frascos continham contaminantes. As autoridades sanitárias japonesas investigam a morte de duas pessoas no dia 28, após receber a vacina da Moderna . Ambos receberam doses de lotes anteriormente suspensos. Outro frasco contaminado da vacina da Moderna foi recentemente descoberto na prefeitura de Kanagawa.

No dia 27, a Índia conseguiu a façanha de administrar pela primeira vez 10 milhões de doses de vacinas anticovídicas em um único dia. O feito foi repetido em 31 de agosto. O país administrou 660 milhões de doses até o momento.

Israel anunciou que todos os cidadãos com mais de 12 anos de idade são elegíveis para receber uma dose de reforço de vacina anticovídica. Dois milhões de israelenses já receberam a dose extra. 

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