Covid-19: Resumo da semana (14 a 20 de agosto)

Equipe Medscape Professional Network

20 de agosto de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

Na manhã da sexta-feira (20), o Brasil registrou 20.494.014 diagnósticos de infecção por SARS-CoV-2 e 572.733 óbitos por covid-19, de acordo com levantamento produzido diariamente por um consórcio de veículos de imprensa com base em dados obtidos das secretarias estaduais de saúde – o consórcio é formado pelos por G1O GloboExtraO Estado de S. Paulo, Folha de S. PauloUOL. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos sete dias ficou em 821. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -9. É o 8º dia seguido de estabilidade após um período de 12 dias em queda. Pelos critérios de análise do consórcio, variações de até 15% a mais ou a menos são classificadas como tendência de estabilidade.

Publicado pela Fiocruz no dia 19, o Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz aponta redução do número de casos, internações e óbitos no país pela oitava semana consecutiva. Houve um alívio relativo nos hospitais, com a redução das taxas de ocupação de leitos de UTI de covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). A exceção – e motivo de grande preocupação – é o estado do Rio de Janeiro, que apresenta aumento no indicador pela terceira semana consecutiva, voltando a atingir o patamar de 70% de ocupação de leitos, o que não ocorria desde meados de junho. Mas essa é uma média. Durante a semana, reportagens mostraram que pelos menos sete cidades fluminenses passavam os 90% de ocupação em UTI e que a capital chegou a 94%. A prefeitura pretende vacinar idosos com a terceira dose em setembro. A análise revela que a circulação do vírus continua alta, conforme indica a positividade dos testes (RT-PCR).

“Este cenário preocupa ao considerarmos que a transmissão permanece alta e a variante Delta se encontra em circulação em vários municípios, com potencial de se disseminar”, observam os cientistas.

Além do Rio de Janeiro, o levantamento revelou indícios de aumento dos casos de Síndrome Aguda Respiratória (SRAG) ao longo das últimas seis semanas no Rio Grande do Norte, na Bahia e no Paraná. Cerca de 98% dos casos de SRAG com confirmação positiva são por infecção causada pelo SARS-CoV-2.

Para os especialistas, a retomada do crescimento dos casos e óbitos é reflexo do lento progresso da cobertura vacinal e de uma sensação artificial de que a pandemia teria chegado ao final, o que favorece o relaxamento das medidas de prevenção.

“Há também uma retomada da circulação de pessoas nas ruas próxima do padrão anterior à pandemia, devido a uma sensação artificial de que a pandemia acabou, contribuindo para um relaxamento das medidas de prevenção por parte das pessoas e dos gestores”, escrevem os autores, que defendem a aceleração da vacinação, e a continuação do uso de máscaras e do distanciamento físico.

O novo boletim alerta ainda que nove entre dez mortos por covid-19 atualmente são idosos. A proporção de idosos entre o total de internações pela doença já esteve em 27,1% na semana 23 (entre 6 e 12 de junho). Agora, nas semanas 31 e 32 (1 a 14 de agosto), o percentual é de 43,6%. No caso dos óbitos, comparando com a mesma semana 23, o salto foi de 44,6% para 69,2%, indicando a reversão da tendência de rejuvenescimento da pandemia.

A ameaça representada pela variante Delta também provocou uma crise em São Paulo, onde o governo estadual suspendeu todas as limitações de horário e ocupação do comércio de serviços no dia 17. No mesmo dia, o governo anunciou uma reformulação do comitê de especialistas formado em março de 2021 para monitorar e coordenar ações contra a propagação do novo coronavírus. Dos 21 integrantes iniciais do Centro de Contingência, o governador João Doria manteve sete: João Gabbardo, Paulo Menezes, David Uip, José Medina, Geraldo Reple, Carlos Carvalho e Luiz Carlos Pereira Junior. Especialistas que foram desligados do comitê disseram à imprensa que a flexibilização neste momento da pandemia é prematura e seria melhor esperar que mais pessoas estejam completamente imunizadas. Além dos riscos da variante Delta, há outros pontos de divergência, como a realização da corrida de Fórmula 1 na capital São Paulo, em 7 de novembro.

Ainda sobre medidas de proteção, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deu declarações controversas sobre o uso de máscaras. “O uso da máscara tem que ser um ato de conscientização. O benefício é de todos. O compromisso é de cada um. Não tem sentido essas multas, não se pode criar uma indústria de multas. Imagina, multando as pessoas porque não estão com máscara. Se está precisando fazer isso, é porque nós não estamos sendo eficientes em conscientizar a população sobre o uso desse equipamento de proteção individual”, disse o ministro.

A semana das vacinas

Sete meses depois de iniciada a imunização, o Ministério da Saúde não conseguiu estabelecer uma logística de distribuição. No Rio de Janeiro, os estoques de vacina contra a covid-19 para a primeira dose estão em níveis críticos, segundo alertou o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, na quinta-feira (19), em perfil oficial na rede social Twitter. Soranz disse que o motivo é a falta de entregas esta semana pelo Ministério da Saúde. A circunstância motivou a autorização para que, no Rio, a segunda dose possa ser Pfizer/BioNTech nos lugares onde faltar Oxford/AstraZeneca.

Em São Paulo, na semana passada, cerca de 74% dos pontos de imunização enfrentavam falta da vacina de Oxford/AstraZeneca para a segunda dose; em alguns locais havia também desabastecimento da CoronaVac e mesmo da Pfizer/BioNTech. No último final de semana os paulistas responderam bem à maratona de vacinação. Em 34 horas a capital aplicou meio milhão de doses em jovens de 18 a 21 anos. Segundo a prefeitura, no final desse período, 98,5% dos adultos que vivem no município tomaram a primeira dose de alguma vacina. No total, 40% dos adultos estão completamente vacinados.

Em âmbito nacional, um em cada quatro brasileiros completou a imunização. Segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa, 25,24% tomaram duas doses ou dose única de uma vacina anticovídica (53.437.018 pessoas). A primeira dose já foi dada a 56,78% da população (120.228.060). Entre a quinta e a sexta-feira, a primeira dose foi aplicada em 1.367.842 pessoas, a segunda em 975.667 e a dose única em 7.358, um total de 2.350.867 doses aplicadas.

Proteção cai com o tempo

Na quinta-feira (19), estudo publicado em pre print (sem revisão por pares) feito pela University of Oxford, no Reino Unido, concluiu que o nível de proteção das vacinas de Pfizer/BioNTech e Oxford/AstraZeneca diminui com o tempo. O trabalho analisou 2,58 milhões de testes PCR feitos por mais de 380 mil adultos entre 1º de dezembro de 2020 e 16 de maio de 2021, quando a variante Alfa (originalmente identificada no Reino Unido) era a principal causa das novas infecções.

Os pesquisadores compararam esses dados com os resultados 811,6 mil testes PCR de quase 359 mil adultos feitos entre 17 de maio e 1º de agosto, quando a Delta já era predominante. A conclusão foi que a eficácia da vacina de Pfizer/BioNTech foi de 94% contra a Delta em 14 dias após a segunda dose. Mas há uma tendência de queda com o passar do tempo. Primeiramente caiu para 90% (30 dias), depois para 85% (60 dias) e para 78% (90 dias). Quanto à vacina de Oxford/AstraZeneca, a eficácia em 14 dias após a segunda dose foi de 69% contra a Delta. Em 90 dias, a taxa chegou a 61%. Mais uma constatação do estudo foi que a carga viral das pessoas infectadas pela Delta era muito maior do que na presença da Alfa.

Terceira dose

Na quarta-feira (18), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou ao Ministério da Saúde uma dose de reforço em caráter experimental a idosos acima de 80 anos e pessoas com imunidade comprometida que tomaram a CoronaVac.

“Pondero que, no contexto da variante Delta que está circulando no Brasil, uma dose adicional da vacina contra a covid-19 pode prevenir casos graves em idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido”, analisou a relatora do processo, Meiruze Freitas. A indicação deve ser avaliada pelo Ministério da Saúde.

Na mesma data, a Anvisa negou pedido de autorização do Instituto Butantan para vacinar crianças e adolescentes de 3 a 17 anos com a CoronaVac. Ensaio publicado em junho na revista The Lancet conduzido pelo laboratório Sinovac, fabricante da CoronaVac, apurou que a vacina é segura e que ativa o sistema imune contra o SARS-CoV-2, mas ainda não há dados conclusivos sobre eficácia.

No dia 19, representantes da Anvisa e da Pfizer se reuniram para discutir as pesquisas realizadas pela farmacêutica sobre a aplicação da terceira dose. O país também começou estudos conduzidos pelas farmacêuticas e pelo Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia, com início entre os dias 16 e 17. O Rio Grande do Norte deve ter as aplicações em agosto e o Rio Grande do Sul, em outubro. Para o reforço, serão utilizadas todas as vacinas disponíveis no Programa Nacional de Imunização (PNI): Janssen/Johnson&Johnson, Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca e CoronaVac. Serão 1.200 participantes divididos nas duas localidades. Os resultados devem ser conhecidos até o fim deste ano, como forma de balizar as decisões do Ministério da Saúde sobre o tema no ano que vem.

Além disso, uma nova pesquisa publicada pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos revelou que a vacinação é capaz de cortar risco de reinfeção pela metade. O trabalho revela que as pessoas que se recuperaram da infecção e não tomaram a vacina tiveram um risco mais de duas vezes maior de apresentar outro teste positivo para o vírus, em comparação a quem se vacinou após a infecção.

O impacto das manifestações da covid-19

Estudo britânico mostrou que a maioria das crianças com covid-19 apresentou sintomas leves e se recuperou em até oito semanas, mas uma pequena parcela seguiu com fadiga, cefaleia ou anosmia por mais tempo.

A miocardite é uma das possíveis complicações cardíacas na infecção por SARS-CoV-2, mas a boa notícia é que boa parte dos pacientes com covid-19 que manifestam o problema conseguem alcançar a reversão do quadro, conforme dados apresentados durante o 38º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (SOCERJ), realizado on-line no início de agosto.

Avança a busca por marcadores biológicos para progressão da covid-19. Resultados preliminares de um pequeno estudo mostram que associação entre fatores clínicos e níveis de IL-10 e 12 indicou progressão da covid-19 em mais de 97,5% dos participantes.

A covid-19 no mundo

Na sexta-feira 20 de agosto, o total de diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus no mundo era de 210.188.840. O total de mortes por covid-19 chegou a 4.407.196 desde o início da pandemia, de acordo com o monitor  Coronavirus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

A Dra. Carissa F. Etienne, diretora da Organização Pan-americana da Saúde (Opas)  declarou que “na última semana, 1,4 milhão de casos de covid-19 e quase 20.000 mortes foram relatados” na região das Américas. Os casos e mortes estão aumentando na América Central e no Caribe.

Segundo relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), de Portugal, a variante Delta é a mais prevalente no país, com uma frequência relativa de 99,5% – a variante Alfa representa os restantes 0,5%. O boletim epidemiológico conjunto da Direção-Geral de Saúde (DGS) e do INSA divulgou nesta segunda-feira (16) que a taxa de incidência nos últimos 14 dias caiu para 314,5 por 100 mil habitantes a nível nacional. Na sexta-feira (13), era 319,9. No entanto, o índice de transmissibilidade (Rt) passou de 0,95 para 0,96.

Os Estados Unidos irão oferecer dose de vacina de reforço contra o coronavírus a partir de setembro. Os primeiros a receber a terceira dose serão os profissionais de saúde, moradores de instituições de longa permanência e idosos mais velhos. O governo anunciou que está preparado para oferecer a dose de reforço a todos que já foram imunizados há pelo menos oito meses com as vacinas de Pfizer e Moderna, segundo um comunicado do Departamento de Serviços Humanitários e de Saúde. O anúncio ocorre em um momento em que os casos estão aumentando novamente, sobrecarregando hospitais em vários estados em áreas com taxas de vacinação mais baixas. Quase todos os pacientes hospitalizados por covid-19 nos EUA não foram vacinados. O país tem uma média de 140.000 casos por dia e mais de 85.000 estão hospitalizados. Durante esta quarta onda, um número recorde de crianças foi hospitalizado, já que muitas escolas estão voltando às aulas presenciais. Esses casos estão concentrados em estados do Sul liderados por governadores que zombaram e até mesmo impediram medidas de saúde pública para conter a disseminação da infecção.

No Méxicoa terceira onda está em um de seus pontos mais altos. Muitos dos casos novos e graves estão ocorrendo em pessoas não vacinadas. Em resposta, as autoridades de saúde iniciaram a reconversão hospitalar de centros médicos que não eram mais exclusivos para pacientes com covid-19.

programa de vacinação contra covid-19 do Reino Unido já completou a imunização de 77% dos adultos, enquanto 91% da população do país  receberam a primeira dose. Ainda assim, os casos seguem aumentando após a suspensão das medidas restritivas no mês passado. A taxa por 100.000 habitantes é de 294,7. A vacina da Moderna foi aprovada para crianças de 12 a 17 anos, mas ainda não há data de início da vacinação. Análise feita pela agência regulatória Medicines and Healthcare products Regulatory Agency  (MHRA) concluiu que não havia evidências que sustentassem a associação de distúrbios menstruais e sangramento vaginal inesperado às vacinas anticovídicas. Enquanto isso, médicos na Irlanda do Norte estão enfrentando casos crescentes de agressão de pacientes e visitantes em hospitais que se recusaram a usar máscaras durante as consultas.

Por causa da rápida progressão da variante Delta na França, o número de novas contaminações subiu, desde 16 de agosto, para 5.829, com taxa de positividade de 3,5% nos últimos sete dias. Atualmente, o país tem mais de 10.000 pacientes com covid-19 hospitalizados. As internações são registradas principalmente no sul da França, na região de Paris, em Guadalupe, na Martinica e na Reunião. Até o momento, 70% da população total (46.714.974 pessoas) receberam pelo menos uma dose desde o início da campanha de vacinação no país, e o Ministério da Saúde espera chegar a 50 milhões de primeiras doses até o final deste mês. O governo realiza campanhas específicas em centros comerciais aos adolescentes e aos “hesitantes”.

Na Alemanha, a Comissão Permanente de Vacinação do Robert Koch Institute (STIKO) emitiu uma recomendação para todos os jovens de 12 a 17 anos no início da semana. Nas últimas semanas, o STIKO foi repetidamente convocado por vários políticos para reconsiderar sua postura cautelosa sobre a vacinação de crianças e adolescentes com 12 anos ou mais. O comitê recomendou até agora a imunização nessa faixa etária principalmente para aqueles com algumas condições pré-existentes, como obesidade ou doenças pulmonares crônicas – e pessoas com risco alto de covid-19. A incidência de 7 dias aumentou para 40,8 (semana anterior: 25,1). De acordo com os novos dados, 22 mortes foram registradas em toda a Alemanha em 24 horas. Uma semana atrás, foram 14 mortes.

Na Itália, a epidemia parece desacelerar em comparação com as últimas semanas: a taxa de novos casos semanais em todo o país caiu de 68 para 62 por 100 mil habitantes. Embora permaneça acima do limiar epidêmico, a taxa de transmissão média (Rt) dos casos sintomáticos também caiu de 1,56 na semana passada para 1,27 nesta semana, segundo o Ministério da Saúde italiano. No entanto, Sicília, Calábria e Sardenha, três regiões que tradicionalmente recebem muitos turistas, enfrentam um aumento preocupante no número de pacientes internados e, a partir de 23 de agosto, provavelmente enfrentarão restrições na vida social e no acesso a restaurantes e bares. A idade média das pessoas que contraíram a doença permanece baixa (27 anos). Nas últimas duas semanas, quase 30% do total de casos têm menos de 19 anos, cerca de 60% têm entre 20 e 59 anos e apenas 11,2% têm mais de 60 anos, de acordo com o Istituto Superiore di Sanità (ISS). Mais de 66% da população do país com mais de 12 anos, cerca de 35,5 milhões de pessoas, completaram seu esquema de vacinação. No entanto, a velocidade da vacinação está diminuindo, com cerca de um milhão a menos de injeções do que na semana passada, e quase dois milhões a menos em um mês.

Na Espanha, a incidência de covid-19 continua diminuindo. O Ministério da Saúde registrou na terça-feira (17) 14.336 novos casos. Esses números são inferiores aos do mesmo dia da semana anterior, quando foram notificados 15.680 casos positivos, indicando uma tendência de queda na evolução da pandemia. Em 11 de agosto, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) anunciou a autorização do ensaio clínico da vacina PHH-1V contra covid-19, da farmacêutica Hipra. É a primeira vacina espanhola a receber luz verde para iniciar os testes em humanos. Enquanto isso, 63% da população já estão completamente vacinados e 74% receberam uma dose. Não parece viável atingir a meta do governo de vacinar 70% da população até o final de agosto.

A Nova Zelândia anunciou um bloqueio nacional de três dias em 18 de agosto, depois que o país relatou um novo caso de covid-19 transmitido localmente, possivelmente envolvendo a variante Delta. Em 18 de agosto, o número de casos aumentou para 10, a maioria dos quais estavam ligados ao caso original. O país anunciou anteriormente planos para a reabertura gradual de suas fronteiras no início de 2022, começando com os viajantes vacinados de países de baixo risco sendo autorizados a entrar no país sem serem colocados em quarentena.

Melbourne, na Austráliaestendeu seu bloqueio por duas semanas em 16 de agosto, com restrições mais duras. Um toque de recolher noturno foi implementado das 21h às 5h. New South Wales relatou um número recorde de 633 novos casos em 18 de agosto.

A minúscula nação insular de Fiji, no Pacífico, implementou uma política “sem injeção, sem emprego”, segundo a qual funcionários públicos não vacinados foram instruídos a sair de licença.

O Japão estendeu seu estado de emergência em algumas regiões do país, incluindo Tóquio, até meados de setembro. O atual estado de emergência expiraria no final de agosto.

A China assiste um declínio em novos casos de covid-19, com 13 novas infecções transmitidas internamente relatadas em 15 de agosto. O governo rejeitou novos apelos para uma nova investigação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as origens da pandemia.

Em meio à quinta onda de infecções por covid-19 causadas pela variante Delta, o Irã registrou 655 mortes em 16 de agosto, o maior número de mortes de todos os tempos.

A Malásia relatou um número recorde de 22.242 novos casos diários de em 18 de agosto – apenas cerca de 34% da população foram totalmente vacinados.

A Índia relatou 25.166 novos casos em 17 de agosto, o menor número desde 16 de março. Mais de 8,8 milhões de doses de vacinas foram administradas no país em um único dia (16 de agosto), o segundo de vacinação após 9,2 milhões de doses administradas em 21 de junho.

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