Covid-19: Resumo da semana (7 a 13 de agosto)

Equipe Medscape Professional Network

13 de agosto de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

Na sexta-feira 13 de agosto, o total de diagnóstico de covid-19 no Brasil alcançou os 20.284.747 desde o início da pandemia. Os óbitos chegaram a 566.988 no mesmo período, de acordo com levantamento feito diariamente a partir de informações das secretarias estaduais de saúde por um consórcio de veículos de imprensa formado por O GloboExtraFolha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e os sites G1 e UOL.

A média de mortes nos últimos sete dias foi de 884. Na quinta-feira (12), foram 975 mortes em 24 horas. Segundo o consórcio, são 13 dias com média móvel de mortes abaixo de 1 mil. Antes disso, foram 191 dias consecutivos com valores superiores. Nesse ínterim, houve um período de 55 dias seguidos com média móvel acima de 2 mil. Em 12 de abril, a média móvel chegou a 3.125. Goiânia, Acre e o Distrito Federal registraram aumento nas mortes.

Ao mesmo tempo, a variante Delta avança no país. Em quatro semanas triplicou a proporção de casos em amostras de exames positivos para o SARS-CoV-2, de acordo com a plataforma internacional Gisaid, que reúne dados de 172 países. No dia 27 de julho, a Delta representava 12,8% das amostras. Em 10 de agosto, passou a representar 38,5%.

O Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (12/8), alerta para a interrupção na tendência de queda nos números da pandemia, com possível retomada do crescimento do número de casos e de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 30, de 25 a 31 de julho.
De modo geral, desde 2020 até agora, cerca de 71,9% dos casos de SRAG são positivos para algum vírus respiratório, sendo que em 96,6% desses casos o agente identificado é o SARS-CoV-2. Segundo com o novo boletim, nove unidades federativas apresentam ao menos uma macrorregião de saúde com transmissão comunitária em nível extremamente alto. Todas as demais registram nível alto ou mais elevado. Quanto às capitais, 13 integram macrorregiões de saúde em nível alto, oito em nível muito alto e sete em nível extremamente alto de transmissão comunitária.

O Rio de Janeiro, atual epicentro da variante Delta, é um dos três estados que apresentaram sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) de SRAG. Os outros dois são Acre e Mato Grosso do Sul. É a primeira vez que isso acontece desde a Semana Epidemiológica (SE) 12, compreendida entre 21 e 27 de março. O cenário representa um revés nos índices de melhora da pandemia.

Medidas essenciais contra novas variantes

Máscara e distanciamento são vitais para evitar o aparecimento de variantes resistentes à vacina. Estudo publicado recentemente mostra que as medidas de prevenção à transmissão da covid-19 devem ser mantidas até o fim da vacinação para evitar o surgimento de mutações resistentes à vacina.

E mais: o governo do Ceará conseguiu garantir, por meio de decisão da Justiça Federal, o direito de exigir teste negativo ou vacinação completa contra a covid-19 de passageiros de voos com destinado ao estado. O objetivo do pedido é impedir a propagação de variantes do coronavírus pelo fluxo de viajantes.

A semana das vacinas

A semana foi de críticas aos atrasos na distribuição de doses pelo Ministério da Saúde, justamente quando é necessário acelerar a vacinação para evitar mais casos graves pela variante Delta. O estado do Rio de Janeiro paralisou a vacinação em primeira dose por dois dias até receber 390 mil doses na quinta-feira (12). Apenas grávidas, puérperas e pessoas que precisavam tomar a segunda dose foram vacinadas no período. No entanto, a remessa será suficiente apenas para retomar a vacinação até sábado na capital fluminense, informaram autoridades municipais.

Na quinta-feira (12), o Ministério da Saúde admitiu a existência de mais de 9,5 milhões de doses de vacinas anticovídicas paradas em seu centro de distribuição em Guarulhos (SP). As justificativas da pasta envolveram a aprovação dos lotes pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em nota de esclarecimento destacou sua celeridade na liberação dos imunizantes e que não há qualquer pendência. O governador de São Paulo, João Doria, disse que irá recorrer ao Judiciário contra a entrega errática de vacinas pela autoridade federal.

Na quarta-feira (11), o Senado aprovou um projeto-de-lei que autoriza a quebra temporária das patentes de vacinas e seus ingredientes em casos de emergência sanitária, como a pandemia de covid-19. O texto vai agora precisa da sanção do presidente da República, que já se manifestou contrário à proposta. Leia mais sobre os impactos da quebra de patentes em reportagem publicada em março deste ano pelo Medscape.

Terceira dose

Nos Estados Unidos, a agência reguladora FDA autorizou na noite da quinta-feira (12) a 3ª dose de Pfizer/BioNTech ou Moderna para pessoas imunodeprimidas e transplantadas. Neste momento, segundo a agência, as outras pessoas com vacinação completa não precisam da dose adicional. A decisão foi tomada após uma grande revisão dos dados disponíveis que apontou risco de infecções severas e a necessidade de proteção extra contra a covid-19 para esse grupo mais vulnerável.

Dois estudos conduzidos na China pela empresa farmacêutica Sinovac, fabricante da CoronaVac, concluíram que a taxa de anticorpos neutralizantes capazes de bloquear a entrada do vírus SARS-CoV-2 nas células pode aumentar de três a cinco vezes após a terceira dose em pessoas de 18 a 59 anos. Para aqueles acima de 60 anos, a terceira dose pode elevar o nível de anticorpos em até sete vezes. Os estudos (acesse-os aqui e aqui) foram publicados em pre print, sem revisão por pares, na plataforma MedRxiv.

No dia 11, o Chile começou a aplicar a uma terceira dose das vacinas contra a covid-19 em pessoas com mais de 55 anos. Por enquanto, o programa de reforço da imunização estará disponível apenas para os cidadãos vacinados com duas doses da CoronaVac antes de 31 de março, informa a BBC News Brasil. De acordo com a subsecretária de Saúde do país, Paula Daza, essas pessoas receberão uma terceira dose da vacina de Oxford/AstraZeneca. Para quem estiver abaixo dessa faixa etária será oferecida, posteriormente, a vacina de Pfizer/BioNTech. Importante lembrar que o Chile é o terceiro país do mundo onde a campanha de vacinação foi mais exitosa: 65% da população tomaram duas doses. Dentre os que foram completamente imunizados, 90% tomaram a CoronaVac. Segundo a reportagem da BBC, a decisão do governo está baseada em estudos e orientações de cientistas de instituições locais, que observaram uma diminuição da eficácia da vacina da Sinovac com o passar dos meses.

Falhas na comunicação

A falta de eficiência na comunicação pública é apontada por especialistas como um dos fatores que teriam contribuído para a grave crise sanitária e humanitária instalada no Brasil. O cientista Miguel Nicolelis, o pesquisador Rodrigo Murtinho e o publicitário Washington Olivetto falaram ao Medscape sobre algumas falhas e as suas origens.

Anticorpos monoclonais

Uma associação dos anticorpos monoclonais casirivimabe e indevimabe, administrados via injeção subcutânea, conferiu proteção contra a covid-19 a pacientes com alto risco de infecção pelo SARS-CoV-2, segundo estudo publicado em 4 de agosto. Em comparação com placebo, a associação de anticorpos reduziu o risco relativo de infecção em 72% na primeira semana.

Na quarta-feira (11), a Anvisa aprovou o uso emergencial do medicamento Regdanvimabe para tratamento hospitalar da covid-19. Trata-se de um anticorpo monoclonal dado em casos leves a moderados a pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio.

E mais: a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que irá realizar um ensaio com mais três medicamentos para verificar seus efeitos contra a covid-19. Serão avaliadas as drogas artesunato (antimalárico), imatinibe (ministrada em alguns tipos de câncer) e infliximabe (aprovada para doenças autoimunes). O objetivo é verificar sua capacidade de amenizar a resposta excessiva do sistema imune ao vírus causador da covid-19. Os medicamentos serão testados em mais de 600 hospitais de 52 países como parte do estudo Solidarity Plus.

A covid-19 pelo mundo

O mundo somou 205.553.080 diagnósticos de infecção pelo novo coronavírus e 4.338.592 óbitos na manhã de 13 de agosto, segundo o  Coronavírus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA). No total, foram aplicadas até o momento 4.600.742.623 doses de vacinas anticovídicas.

A variante Delta do vírus SARS-CoV-2 representa quase 90% das amostras do vírus sequenciadas no mundo, segundo relatório epidemiológico da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) divulgado no domingo (8). Por causa do rápido avanço da Delta dentro e fora das Américas, a organização sugere que os países se preparem para um eventual aumento de casos e de internações por covid-19, incluindo necessidade de terapia intensiva com suporte, como oxigênio e hemodiálise. A Dra. Carissa Etienne, diretora da Opas, anunciou que mais de 1,3 milhão de casos e mais de 19.000 mortes por covid-19 foram notificados na semana passada na região das Américas. O número de casos aumentou em alguns locais, mas os dados mostram que “onde há vacinas, a incidência de doença grave é reduzida e vidas estão a ser salvas”. O número de mortes está aumentando em quase todos os países da América Central, com uma elevação de 30% registrada em El Salvador. O número de casos cresce em Cuba, Jamaica, Porto Rico, Martinica e Bahamas. Na América do Sul, houve uma redução geral do número de casos e mortes na região Andina e em todo o Cone Sul.

Os Estados Unidos registram uma média de 124.000 novos casos por dia e os hospitais estão mais uma vez cheios de pacientes com covid-19, a maioria não vacinados por decisão pessoal. A nova onda avança rapidamente na região Sudeste, que apresenta uma das menores taxas de vacinação comunitária do país. Hospitais dessa região estão sendo pressionados por uma onda de pacientes com covid-19 e não vacinados. Vários estados, como Mississippi e Arkansas, estão ficando sem leitos de terapia intensiva. Hospitais na Flórida e no Alabama relatam dificuldade em obter oxigênio em quantidade suficiente para os pacientes que precisam. Já há uma grave escassez de enfermeiras e outros profissionais de saúde, como terapeutas respiratórios. Vários estados estão recorrendo ao governo federal e aos serviços militares de saúde em busca de ajuda. Crianças também estão sendo hospitalizadas em número recorde, já que Delta coincidiu com a reabertura de escolas.

No México, o número de infecções por dia superou o registrado no segundo pico epidêmico, em janeiro de 2021. Um mês e meio após a terceira onda de SARS-CoV-2 no país, o subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde, Dr. Hugo López-Gatell Ramírez, afirmou que não há evidências de que as aulas presenciais representem um risco de surtos de covid-19 e que será possível reabrir escolas mesmo com alto risco epidemiológico. De 24 de dezembro de 2020 a 9 de agosto de 2021, 51.061.391 pessoas foram vacinadas, o que representa 56% da população total com 18 anos ou mais. No dia 10 de agosto, havia 2.997.885 casos confirmados e 245.476 mortes associadas ao vírus SARS-CoV-2. Casos diários, hospitalizações e mortes continuam aumentando.

Em Israel, as hospitalizações por covid-19 seguem aumentando, inclusive com uma parcela significativa de pacientes vacinados. Diante desse cenário, o país está considerando um quarto confinamento em setembro, durante os principais feriados judaicos. A decisão dependerá, em grande parte, do impacto da terceira dose da vacina.

Apesar de uma queda nas infecções no Reino Unido, o número de novas infecções permanece alto e os cientistas ainda não têm certeza se o país já passou ou não o momento de pico da atual onda de covid-19. O professor Sir Andrew Pollard, diretor do Oxford Vaccine Group, afirmou que a  imunidade coletiva "não é uma possibilidade" com a atual variante Delta. “Quem ainda não foi vacinado, em algum momento, ainda vai encontrar o vírus”, alertou. Até o momento, mais de 75% dos adultos do Reino Unido já receberam ambas as doses da uma vacina, mas o Ministério da Saúde Pública da Inglaterra afirmou que há sinais iniciais de que as pessoas que foram vacinadas também podem transmitir a variante Delta

Na França, a ampliação do passe covid-19 (sua apresentação condiciona a entrada na maioria dos estabelecimentos públicos e em alguns locais privados, como restaurantes) entrou em vigor em 9 de agosto, após a validação de quase todas as medidas pelo Conselho Constitucional. A epidemia continua forte nas regiões mais ao sul do país. Os territórios ultramarinos estão totalmente sobrecarregados. Reforços de profissionais da saúde foram enviados para Martinica e Guadalupe (Antilhas Francesas). A Polinésia está agora gravemente afetada e a epidemia está recomeçando na Guiana Francesa, regiões que têm em comum o fato de estarem com baixa cobertura vacinal. Além disso, o CEO da farmacêutica Sanofi disse que não se deve esperar a vacina da empresa francesa – que não deve estar disponível até o final de 2021 – para ser vacinado. Alguns franceses que resistem à vacinação dizem preferir, na verdade, uma vacina "francesa" a um imunizante com a tecnologia de mRNA, que consideram muito recente e pouco confiável.

Em Portugal, a variante Delta já é responsável por 95% dos casos de infecção por SARS-CoV-2. Por isso, o país está acelerando a vacinação, em meio a um esforço para vacinar adolescentes. Porém, as regulamentações e as diretrizes de vacinação para os muito jovens continuam a dividir especialistas e autoridades. Atualmente, o país tem mais de 57% da população totalmente vacinados e 70% vacinados com a primeira dose. Tendo em conta a sua cobertura vacinal, as autoridades estão flexibilizando algumas medidas restritivas adotadas após o aumento de casos pela variante Delta, como o toque de recolher noturno (entre 23h e 5h). A continuidade do plano de flexibilização depende do sucesso das metas de vacinação. Em 10 de agosto, a taxa de transmissão nacional era de 0,93.

Após novas decisões do governo federal e dos estados federados, a situação das pessoas não vacinadas na Alemanha poderá ficar mais complicada. Elas provavelmente terão de se submeter a mais testes de covid-19 no cotidiano e possivelmente passarão a pagar pelos testes rápidos a partir de meados de outubro. A decisão foi tomada na terça-feira (10) pela chanceler Angela Merkel em conjunto com os primeiros-ministros dos estados federais. A incidência em 7 dias continua aumentando. Segundo dados do Instituto Robert Koch (RKI), na manhã de quarta-feira (11) eram 25,1 casos por 100.000 habitantes. Há uma semana eram 18,5. Os escritórios de saúde da Alemanha relataram 4.996 novas infecções em um dia. Há uma semana, eram 3.571 novas infecções. No distrito de Friesland, provavelmente mais de 8.500 pessoas terão de ser imunizadas novamente, após uma enfermeira ter realizado a vacinação com solução salina. As vacinas que provavelmente foram perdidas serão repostas o mais rápido possível, embora ainda não se saiba quantas pessoas foram realmente afetadas.

Na Espanha, a incidência de casos continua em queda. Em 10 de agosto, o número de leitos de terapia intensiva ocupados por pacientes com covid-19 caiu um pouco pela primeira vez em um mês. Mesmo assim, a ocupação ainda é superior a 21%, mantendo-se em um patamar de risco elevado de acordo com indicadores estabelecidos pelo governo. Cerca de 60,6% da população já estão totalmente vacinados (mais de 28,7 milhões de pessoas), enquanto 70,8% têm pelo menos uma dose (33,5 milhões), de acordo com o último relatório de saúde. Apenas 5% da faixa etária entre 12 e 19 anos receberam o regime completo, enquanto 27,4% tomaram uma dose. Algumas regiões já estão solicitando o passe covid-19 para entrar em bares e restaurantes. Em 11 de agosto, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) autorizou o primeiro ensaio clínico em humanos de uma vacina contra a covid-19 desenvolvida na Espanha, a PHH-1V.

Os casos aumentam também na Itália, com uma incidência média semanal de 62 casos por 100.000 habitantes. O valor do Rt permanece estável (1,56, segundo o Ministério da Saúde). A Sicília e a Sardenha passarão de zona branca para zona amarela devido ao grande número de turistas que contribuem para o aumento de casos locais. O número de pessoas internadas está aumentando em leitos hospitalares e de terapia intensiva. Cerca de 63% da população italiana com mais de 12 anos completaram o esquema vacinal, o que coloca a Itália acima dos Estados Unidos, da França, da Alemanha e da média europeia, em torno de 60%. O sétimo Pharmacovigilance Report on COVID-19 Vaccines, publicado pela AIFA, a Agência Nacional de Medicamentos da Itália, relata uma taxa de 16 eventos graves por 100.000 doses de vacina administradas, principalmente uma síndrome de gripe com sintomas intensos, mais frequente após a segunda dose das vacinas de mRNA e após a primeira dose de Vaxzevria (conhecida no Brasil como ChAdOx1 ou Oxford/AstraZeneca). A reação ocorreu em cerca de 80% dos casos nas primeiras 48 horas, independentemente da vacina, dose e tipo de evento.

Coreia do Sul relatou um número recorde de 2.200 infecções diárias pelo SARS-CoV-2 em 11 de agosto. Em uma tentativa de vacinar 70% dos adultos até setembro de 2021, o país agora está oferecendo a vacinação a todos os adultos com 18 anos ou mais. Cerca de 45% de sua população receberam pelo menos uma dose da vacina, enquanto 15% foram totalmente vacinados.

Bangladesh iniciou uma campanha de vacinação para cerca de 1 milhão de refugiados Rohingya que vivem em campos no distrito fronteiriço de Cox's Bazar. Na primeira fase, 48.000 refugiados com 55 anos ou mais serão vacinados com a vacina chinesa Sinopharm. A maioria do país está atualmente em lockdown devido ao aumento de infecções pela variante Delta.

A Índia aprovou a vacina de dose única de Janssen/Johnson&Johnson, tornando-a o quinto imunizantw a receber aprovação para uso emergencial no país.

O Irã relatou um número recorde de infecções diárias e mortes por covid-19 em 8 de agosto, com mais de 39.600 casos e 542 mortes.

Na China, nas últimas semanas, a variante Delta foi detectada em pelo menos 16 províncias. Muitos casos estão ligados ao surto no aeroporto de Nanjing Lukou. A resposta das autoridades chinesas foi recorrer aos métodos que já se mostraram eficientes para conter a transmissão do vírus, como a testagem de milhões de pessoas, lockdown e interrupção de conexões aéreas em algumas regiões. As autoridades de Wuhan concluíram o teste de toda a sua população de 11,3 milhões, com exceção dos estudantes universitários em férias de verão e crianças com menos de seis anos de idade. Nove casos positivos foram registrados a partir da testagem em massa.

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