Covid-19: Resumo da semana (24 a 30 de julho)

Medscape Professional Network

30 de julho de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .

A semana começou com o Brasil superando os 550 mil mortos por covid-19 desde o início da pandemia. Na manhã da sexta-feira (30), o país registrou 19.838.909 casos de infecção por SARS-CoV-2 e 554.626 óbitos por covid-19, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa que monitora a pandemia – formado por G1, O Globo, Extra, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e UOL.  Até o momento, 46,71% (98.912.578) da população brasileira receberam a primeira dose de alguma vacina anticovídica e 19% (40.232.066) foram completamente vacinados. Entre a quinta e a sexta-feira, foram aplicadas 1,3 milhão de doses.

Como efeito do aumento da quantidade de pessoas imunizadas, a média móvel de mortes vem caindo – nos últimos sete dias a média móvel foi de 1.070, a mais baixa desde 27 de fevereiro (1.055). Ainda assim, é preciso lembrar que o país segue perdendo mais de 1.000 vidas por dia há meses.

Mais um reflexo do crescimento do percentual de vacinados é o aumento de casos entre os mais jovens. Levantamento realizado pela revista Época baseado no Portal da Transparência do Registro Civil, com dados dos cartórios brasileiros, revelou que em sete meses de 2021, as mortes por covid-19 cresceram de modo geral em todas as faixas etárias, porém ainda mais entre adultos de 30 a 49 anos em comparação com todo o ano passado. Adultos entre 50 e 59 anos morreram 170,5% a mais, enquanto aqueles com 20 a 29 anos, 152,4%. A partir dos 60 anos, a alta foi menor, o que atesta o impacto da vacinação nesses grupos.

Durante a semana, governadores anunciaram planos de flexibilização total para os próximos meses. No Rio de Janeiro, a prefeitura divulgou um novo plano de flexibilização em três etapas. Esclarecendo que tudo dependerá do ritmo de vacinação, a pretensão do governo é de que em setembro as pessoas possam aposentar as máscaras de proteção facial. Em 17 de outubro, se 79% da população tiverem tomado a primeira dose e 65% as duas doses, a cidade vai liberar acesso pleno a estádios, danceterias, boates e casas de shows. Na fase 3, se 80% estiverem vacinados, a máscara passará a ser obrigatória apenas em serviços de saúde e no transporte público. Especialistas consideraram precoce a proposta de retirada da máscara.

“Neste momento triste, de luto, com muitos doentes, respeitamos todos, mas precisamos planejar um futuro e um horizonte, mesmo que ele precise ser adiado muitas vezes”, disse o atual secretário municipal de saúde do Rio, o médico sanitarista Daniel Soransz.

O governador de São Paulo, Joao Doria, também anunciou a flexibilização do Plano São Paulo contra a covid-19. Entre os dias 1º e 16 de agosto de 2021, as atividades autorizadas poderão receber 80% de ocupação, em vez dos atuais 60%, e o funcionamento poderá ser até meia-noite, em vez de 23h. A partir de 1º de agosto, os parques estaduais voltam a funcionar com horário normal. Com isso, a partir de 17 de agosto de 2021, não haverá mais restrições de horários e capacidade de ocupação das atividades de comércio e prestação de serviços.

O peso da variante Delta

Segundo o Ministério da Saúde, até o dia 29 o país registrou pelo menos 247 casos e quatro mortes pela variante Delta, primeiramente identificada na Índia. Em São Paulo, o governo estadual contabilizou, na quinta-feira (29), 15 casos da Delta no Estado. Já a prefeitura de São Paulo fala em 22 casos na cidade. Por causa da variante Delta, o Ministério da Saúde (MS) avalia reduzir o intervalo entre as doses da vacina Pfizer dos atuais 90 dias para 21 dias, previsto em bula. Não há previsão para modificar o intervalo de outras vacinas.

Em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo , o Dr. Drauzio Varella, uma das vozes com mais credibilidade e alcance na área da saúde do país, e um importante comunicador, questiona o que acontecerá no Brasil quando a variante Delta se espalhar pelo país inteiro. O médico, que é uma referência nacional, discute como foi a disseminação da variante em diversos países. A conclusão faz pensar que a crise pode voltar a se agravar, sem nunca ter melhorado o suficiente: “Se pensarmos que o Brasil é governado por um presidente sempre empenhado em dar exemplos de como se faz para disseminar a epidemia, um Ministério da Saúde em que técnicos competentes foram substituídos por militares despreparados e subservientes, vacinas em quantidades insuficientes, e um Programa Nacional de Imunizações que foi desmontado, concluiremos que estamos a caminho de ultrapassar os americanos para nos tornarmos o país com mais mortes no mundo”, escreveu.

A ciência está avançando na compreensão das mutações que tornam a variante Delta mais perigosa em alguns aspectos. Até esta semana, como informa a reportagem da Kaiser Health News publicada pelo Medscape, a variante Delta era a responsável por pelo menos 92% das novas infecções nos Estados Unidos. Embora a Delta não seja necessariamente mais letal do que outras variantes, ela pode matar um grande número de pessoas simplesmente porque infecta muito mais, disse o Dr. Eric Topol, fundador e diretor do Scripps Research Translational Institute e editor-chefe do Medscape.

Os pesquisadores dizem que é impossível prever exatamente como a Delta se comportará no futuro. O Dr. Topol observou que os surtos de infecção pela Delta tendem a durar de 10 a 12 semanas, e que o vírus se dissemina especialmente entre populações suscetíveis. O artigo analisa as mutações encontradas na variante, sua relevância e discute sua possível evolução.

“Ao não conter o vírus por meio da vacinação, do uso de máscaras e do distanciamento físico, as pessoas estarão permitindo que o novo coronavírus evolua para formas cada vez mais perigosas”, disse ao Medscape o Dr. William Haseltine, ex-professor da Escola de Medicina da Harvard University, que ajudou a desenvolver tratamentos para HIV/aids.

O vaivém da vacinação

Esta foi uma semana especialmente tensa e marcada por interrupções na vacinação. Nos dias 26 e 27, por escassez de vacinas, Belém do Pará (PA) suspendeu a aplicação de duas doses. Salvador, Campo Grande, João Pessoa, Brasília e Rio de Janeiro, aplicaram apenas a segunda dose, enquanto Florianópolis e Maceió mantiveram a primeira dose apenas para grupos prioritários, como gestantes. Erros na disponibilidade de vacinas também levaram a prefeitura de São Paulo a suspender a vacinação de pessoas com 28 anos anunciada para a próxima quinta-feira, mas a chegada de novas doses garantiu a vacinação desse grupo na sexta-feira (30). A cidade de Salvador retomou a vacinação no dia 28, mas interrompeu novamente no dia 30 por nova escassez de imunizantes. São Luiz do Maranhão e Florianópolis continuam sem vacinar. Curitiba anunciou que suspenderia a vacinação também.

Em São Paulo, o governo estadual anunciou que pretende concluir a vacinação de adultos até 16 de agosto, iniciando a imunização de adolescentes dois dias depois. No dia 27, o Ministério da Saúde divulgou um comunicado informando que a vacinação dos jovens entre 12 e 17 anos deverá ocorrer depois da vacinação de todos os maiores de idade. Na nota oficial, o ministro Marcelo Queiroga, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, e o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) Wilames Ferreira, manifestam concordância com a ideia de que estados e municípios não devem antecipar por conta própria os prazos entre a primeira e a segunda dose de vacinas.

Na próxima semana o país volta a acompanhar a CPI da Covid. O foco estará nas fraudes no contrato de compra da vacina indiana Covaxin. Na semana passada, a farmacêutica indiana Bharat Biotech rompeu contrato com a Precisa, empresa que fazia a intermediação da compra com o governo brasileiro, e que está sob suspeita de ter falsificado documentos e outras falcatruas envolvendo a aquisição da Covaxin. Os testes com a vacina foram cancelados no país, bem como o pedido de autorização de uso emergencial.

A capital mineira Belo Horizonte vacina nesta sexta gestantes e puérperas, pessoas com Síndrome de Down, e adultos na faixa dos 59 anos com comorbidades em segunda dose. Na semana que vem, na quarta-feira começa a vacinar pessoas de 35 anos sem comorbidades. No Estado, apenas 16% da população está completamente vacinada, mas a prefeitura oficializou a volta da população aos estádios, com capacidade máxima de 30%. Os torcedores terão que apresentar resultado dos testes ate 72 horas antes do jogo.

Terceira dose de CoronaVac?

Em busca de respostas para essa pergunta a pesquisadora Dra. Sue Anne Clemens coordenará, pela University of Oxford, um estudo patrocinado pelo Ministério da Saúde para avaliar a necessidade de uma dose de reforço da CoronaVac e de outras três vacinas em uso no país (AstraZeneca, Pfizer e Janssen). Os resultados estão previstos para novembro. Na quarta-feira, 28, o laboratório Sinovac, que fabrica a CoronaVac em parceria com o Instituto Butantan, declarou que uma terceira dose de suas vacinas aumenta o nível de anticorpos entre três e cinco vezes.

Complicações da covid-19

Pesquisadores acompanham de uma menina de 11 anos com artrite crônica após infecção por SARS-CoV-2. Os especialistas querem determinar a associação entre a infecção viral e a deflagração da artrite nesta paciente da pediatria.

Mais sintomas gastrointestinais estão sendo associados ao pós-covid-19. Pacientes que tiveram a doença referem desnutrição persistente, falta de apetite e dificuldade de recuperar o peso perdido muito tempo após resolução do quadro agudo, mostra estudo.

Pacientes com oncológicos precisam de dose de reforço contra a covid-19? Ainda não há um consenso, mas os pacientes com câncer hematológico podem ser candidatos a mais uma dose da vacina anticovídica. Entenda por quê.

Coronavírus nos tecidos

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) detectou a presença do SARS-CoV-2 na retina de pessoas que tiveram covid-19. “Cerca de 20% das pessoas que tiveram a doença apresentaram anomalias oftalmológicas”, disse o Dr. Rubens Belfort, médico, professor da Unifesp e presidente da Academia Nacional de Medicina. Segundo ele, o estudo mostra a ação direta do vírus nos tecidos, além de reforçar a importância da pesquisa nacional. O estudo foi feito com olhos de doadores.

A pandemia ao redor do mundo

Na sexta-feira (30), o mundo somou 196.922.145  diagnósticos confirmados e 4.203.333 óbitos por covid-19, de acordo com o monitor  Coronavirus Resource Center , da Johns Hopkins University. No total, foram administradas até a data 4.034.621.333 doses de vacinas anticovídicas.

Enquanto no Brasil a atenção com a variante Delta se mistura com os planos de flexibilização, que miram um cenário mais otimista, em diversos outros países o tema é motivo de preocupação. A mutação é uma ameaça para economias que tentam se recuperar as perdas dos últimos 17 meses. Até mesmo países que haviam conseguido controlar a pandemia estão novamente combatendo surtos, como mostra reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Nos Estados Unidos, os Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e o Departamento de Estado alertaram, na segunda-feira (26), contra viagens para a Espanha devido ao aumento do número de casos de covid-19. Os CDC elevaram sua recomendação de viagem para "Nível Quatro: Muito Alto", dizendo aos americanos que eles deveriam evitar viajar para lá, enquanto o Departamento de Estado emitia recomendações de "Não Viaje". Os CDC agora recomendam que as pessoas usem máscaras em ambientes fechados em áreas com transmissão alta ou substancial de SARS-CoV-2, incluindo indivíduos totalmente vacinados. Além disso, o uso de máscara universal é recomendado para alunos, professores, funcionários e visitantes nas escolas. Novas evidências apoiam que os indivíduos vacinados que apresentam uma infecção 'descoberta' podem transmitir o vírus a outras pessoas. Esta ciência recente sobre a transmissão sugere que as cargas virais podem ser as mesmas entre pessoas vacinadas e não vacinadas. A nova ação federal vem no contexto de casos de covid-19 aumentando mais de 300% nacionalmente entre 19 de junho e 23 de julho de 2021.

No Méxicoa terceira onda de covid-19 continua com um aumento recorde de infecções (17.408 casos confirmados em 27 de julho) e mortes por dia (484 em um dia). Apesar desses números, o governo informou que não haverá contenção estrita. A capital federal iniciou a campanha de vacinação para todos com mais de 18 anos e outros estados começaram a vacinar pessoas com mais de 30 anos. Até agora, 61 milhões de doses foram administradas e 29% da população com mais de 18 anos foram totalmente vacinados.

Na Austrália, há grande preocupação com a variante Delta. Ela está conseguindo furar o bloqueio da quarentena obrigatória em hotéis sanitários com mais facilidade do que as cepas anteriores. Tem como aliada as baixas taxas de vacinação. Nesta semana, um surto de Delta em Sydney causou o prolongamento da quarentena imposta no fim de junho por mais uma semana. Desde meados de junho, mais de 3 mil casos foram registrados na cidade. Sydney registrou 177 novos casos em 27 de julho. Por outro lado, o estado de Victoria afrouxou as restrições em 28 de julho, após o surto ter sido contido com sucesso.

No Reino Unido, após a Delta promover alta de casos e passar a ser a cepa dominante, o número de novas infecções voltou a cair. A queda nos números é atribuída ao avanço da vacinação: até o momento, 88% dos adultos acima de 18 anos tomaram a primeira dose de uma vacina e 70% foram completamente vacinados. Os casos caíram por sete dias consecutivos (desde 26 de julho), mas as mortes e hospitalizações continuam aumentando. Alguns especialistas acreditam que o início das férias escolares em algumas partes do Reino Unido pode ser responsável pelo aumento. Levará alguns dias até que o efeito do levantamento das medidas de bloqueio na Inglaterra em 19 de julho seja visto nos dados.

Na China, apesar da testagem em massa e de um sistema de quarentena, novas infecções se multiplicam e causam surtos localizados. A capital Pequim registrou ontem (29) o primeiro caso de transmissão local em seis meses. Segundo as autoridades chinesas, o caso está ligado a um surto na Província de Human, no sul do país. Ao leste da China, em Nanjing, o vírus foi identificado em nove trabalhadores do aeroporto da cidade, expandindo-se rapidamente entre os contatos próximos. Até o dia 29, as infecções Delta associadas ao aeroporto Nanjing já chegavam a 200. Especialistas acreditam que a China esteja enfrentando seu maior surto desde um episódio no começo de 2021, no nordeste do país, quando mais de 2.000 tiveram a doença. Chama a atenção o fato de que muitas das pessoas afetadas na China já tinham tomado as duas doses anticovídicas. No entanto, apenas quatro teriam manifestado, até o momento, doença grave. Em Nanjing, todos os complexos residenciais da cidade foram postos em quarentena e a população, cerca de 9 milhões de pessoas, iniciará uma terceira rodada de testes moleculares (RT-PCR). O aeroporto cancelou a maioria dos voos.

Israel decidiu oferecer uma terceira dose da vacina da Pfizer para pessoas com mais de 60 anos. No país, 57% da população já foi totalmente imunizada, mas os casos aumentaram da média de 15 por dia no início de junho para mais de 1.600 agora.

Na França, o projeto-de-lei sobre a prorrogação do passe de saúde foi aprovado pelo Parlamento, tornando obrigatória a vacinação dos profissionais de saúde. A incidência da doença está agora acima de 250 por 100 mil habitantes em nível nacional, mas o país ultrapassou a marca simbólica de 50% das pessoas totalmente vacinadas na terça-feira (27). A meta do governo é vacinar 50 milhões com uma primeira dose até o final de agosto. Por sua vez, os pediatras franceses recomendam administrar apenas uma única dose da vacina à maioria dos meninos de 12 a 17 anos, devido ao risco de miocardite e pericardite, que foi estabelecido em 1 / 15.000 a 1 / 20.000 nos Estados Unidos.

Na tentativa de brecar o aumento de casos de infeção impulsionados pela disseminação da variante Delta, o governo de Portugal apertou as regras para frequentar restaurantes e hotéis. O número de novas infecções triplicou no último mês. A partir de agora, para ser admitido nas áreas internas de restaurantes em cidades com alto risco de contágio, que atualmente incluem Lisboa, Porto e os principais destinos turísticos do país, será obrigatório apresentar um teste negativo para infecção pelo SARS-CoV-2, comprovante de vacinação completa contra o vírus ou de imunização natural (recuperação da doença há menos de seis meses). Por enquanto, a medida vale apenas aos fins de semana e não se aplica aos clientes que se sentam ao ar livre. No caso de hotéis, hostels, apartamentos alugados por temporada e demais alojamentos turísticos, a exigência é válida todos os dias e no país inteiro.  Os estabelecimentos estão autorizados a aceitar o chamado certificado digital europeu, documento de prevenção à covid-19 acordado por todos os países da União Europeia. No último mês, Portugal investiu na aceleração do ritmo de vacinação. Atualmente, mais de 70% da população adulta do país já receberam ao menos uma dose do imunizante e mais de 42% da população já recebeu o esquema vacinal completo.

Na Itália, de 12 a 18 de julho, a prevalência da variante Delta mais do que dobrou, com sinais de um forte ressurgimento da epidemia em quase todas as regiões do país. Na verdade, houve um aumento de 14 para 31 casos novos por 100 mil habitantes. O número de novos casos não vinculados a clusters também dobrou. Nas duas primeiras semanas de julho, o Rt médio calculado nos casos sintomáticos foi de 1,26 (variação de 0,96-1,62), um aumento acentuado em relação à semana anterior. O índice de transmissibilidade com base em casos hospitalizados também cresceu (Rt = 1,16 vs Rt ​​= 0,97 na semana anterior), embora a carga sobre os serviços de saúde e unidades de terapia intensiva permaneça sob controle por enquanto. Aproximadamente 30 milhões de pessoas completaram o esquema de vacinação (55% da população com mais de 12 anos). O debate público centra-se em medidas de contenção como o passe verde para a participação em eventos sociais e a entrada em bares e restaurantes, ginásios e discotecas (obrigatório a partir de 6 de agosto). Protestos foram organizados nas principais cidades, reunindo milhares de participantes, incluindo médicos, em nome da liberdade pessoal.

Na Alemanha, a incidência de sete dias vem aumentando há três semanas. De acordo com o Instituto Robert Koch (RKI) da quarta-feira (28 de julho), era 15,0 - no dia anterior o valor era 14,5 e na baixa recente do dia 6 de julho, era 4,9. Os escritórios de saúde relataram 2768 novas infecções por Corona em um dia ao RKI. Há uma semana, ocorreram 2.203 infecções. E mais: de acordo com o Ministério Federal da Saúde, já existe vacina contra covid-19 em quantidade suficiente disponível na Alemanha para tornar a vacinação imediata disponível a todos os interessados. No entanto, a partir de meados de agosto, a vacina só será distribuída de acordo com as solicitações. 

Esta semana, na Espanha, a incidência em 14 dias ultrapassou 700 casos por 100 mil habitantes na terça-feira, no entanto, na quinta-feira a tendência parecia estar diminuindo (menos de 700 casos). O Ministério da Saúde notificou nesta quinta-feira 27.149 novas infecções e 73 óbitos. Em relação à vacinação, 55,7% da população já está totalmente vacinada e 66% tem pelo menos uma dose. O Ministério da Saúde decidiu deixar para os governos regionais a obrigatoriedade do uso do certificado covid-19 para o ingresso em bares e restaurantes.

No Japão, a cidade de Tóquio relatou um número recorde de 3.177 novas infecções por covid-19 em 28 de julho. Os organizadores relataram sete novos casos da infecção nas Olimpíadas em 27 de julho, incluindo dois atletas. O número total de casos associados ao evento agora subiu para 155, dos quais 20 foram na vila olímpica.

A África ultrapassou seis milhões de infecções (3,2% do total mundial) e 150.000 mortes desde o início da pandemia. Das últimas 100 infecções relatadas em todo o mundo, cerca de 5 foram notificadas em países africanos. A variante Delta já foi detectada em mais da metade dos países africanos. Os mais afetados são África do SulMarrocosTunísia (com mais de 180 mortes notificadas diariamente) e Egito, apesar de terem o maior número de vacinados, em um continente onde apenas 1,6% receberam o regime completo. Pfizer e BioNTech chegaram a um acordo na semana passada com o Instituto Biovac da África do Sul para ajudar a fabricar 100 milhões de doses por ano de sua vacina para a União Africana. Segundo a Organização Mundial de Saúde, essa quantidade ainda é insuficiente.

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