Teste rápido: Estatinas

Mary L. Windle

Notificação

22 de junho de 2021

Como poucos estudos clínicos randomizados e controlados feitos com estatinas recrutaram pacientes com mais de 70 anos, as indicações e diretrizes específicas para o uso de estatinas nesta população não são claras. No entanto, um estudo com 320.000 pacientes de 75 anos ou mais sem doença cardiovascular e que receberam estatinas pela primeira vez descobriu que, em uma média de sete anos, esses pacientes apresentaram um risco 25% menor de morte e 20% menor de morte de origem cardiovascular em comparação com pacientes que não receberam estatinas. Dois estudos diferentes confirmaram que os pacientes idosos se beneficiaram do uso de estatinas tanto quanto os pacientes mais jovens, ou até mais. Isso levou alguns especialistas a reivindicarem a atualização das diretrizes a fim de reforçar as recomendações para estes pacientes.

Um estudo observacional descobriu que o uso de estatinas reduziu o risco de complicações relacionadas com a formação de aderências no pós-operatório de cirurgia abdominal. O estudo, que contou com mais de 1,3 milhão de pessoas, constatou que o uso de estatinas reduziu em até 20% o risco de complicações relacionadas com a formação de aderências após o ajuste por comorbidades e outras características dos pacientes. Essa redução não foi observada nas pessoas que usavam outras classes de hipolipemiantes.

Uma metanálise descobriu que o benefício do tratamento com estatinas na prevenção do acidente vascular cerebral isquêmico ultrapassa muito qualquer risco relacionado de hemorragia intracraniana. Os pesquisadores fizeram uma metanálise de 19 ensaios clínicos cujos pacientes tinham história de eventos cardiovasculares ou cerebrovasculares e foram tratados com estatinas. Ao todo, a revisão incluiu 35.842 pacientes. Os resultados mostraram que o uso de estatinas não foi significativamente associado ao risco de hemorragia intracraniana primária e secundária (combinadas), enquanto o risco de isquemia cerebral (acidente vascular cerebral e ataque isquêmico transitório) foi significativamente menor entre os pacientes que receberam estatinas.

Dados de uma análise de propensão com pareamento respaldam o uso de estatinas para proteger da quimioterapia cardiotóxica. Em mulheres com câncer de mama que fizeram quimioterapia com antraciclina, as estatinas foram associadas a 55% menos risco de hospitalização ou atendimento de emergência por insuficiência cardíaca em cinco anos.

Leia mais sobre prevenção primária da doença coronariana.

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