O Brasil está em risco de enfrentar uma ‘epidemia’ de abuso de opioides?

Dr. Marcelo Calderaro; Dr. Leon Garcia; Leoleli Schwartz

Notificação

3 de junho de 2021

Colaboração Editorial

Medscape &

 

De acordo com os dados mais recentes dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos (EUA) o número de mortes por overdose de drogas quadruplicou desde 1999, e mais de 70% das 70.630 mortes naquele país em 2019 envolveram um opioide. De 2018 a 2019, ainda segundo os CDC, houve mudanças significativas nas taxas de mortalidade por opioides, dentre as quais se destaca um aumento de mais de 15% nas mortes envolvendo opioides sintéticos (excluindo a metadona). [1]

Neste episódio do Conversa de Médico, a discussão gira em torno de uma pergunta: estamos em risco de viver no Brasil uma crise de opioides como a que vivem hoje os EUA e, em menor grau, o Canadá?

Para tentar responder a essa pergunta, o Dr. Leon Garcia, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – ele trabalhou com políticas sobre drogas no Ministério da Saúde e na Secretaria Nacional de políticas sobre Drogas entre 2011 e 2016 – conta um pouco da história dessa chaga que assola dos EUA desde a década de 1990, e já matou perto de 500 mil pessoas, se contados todos os casos de overdose envolvendo qualquer opioide (prescritos ou ilícitos). [2]

Após a discussão de alguns fatores de risco e também de proteção do Brasil em relação aos EUA no que diz respeito ao tema, a conversa aborda algumas questões cruciais: existem estatísticas brasileiras sobre o abuso de opioides? quem prescreve mais? onde mais se prescreve e para quê? A prescrição está adequada?

O Dr. Marcelo Calderaro, neurologista e Coordenador Regional do SoE de Neurologia do Américas Serviços Médicos (United Health Group), apresenta alguns dados impressionantes sobre as taxas de uso de opioides nos hospitais da rede onde atua. Um levantamento que, defende o neurologista, deveria estar sendo feito de forma sistemática em hospitais públicos e privados. Só assim será possível entender a extensão do problema e elaborar ações de conscientização entre os prescritores finais e também nas escolas médicas. Aperte o play e acompanhe a conversa na íntegra.

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