A covid-19 no Brasil e no mundo: Resumo da semana (2 a 9 de abril)

Equipe Medscape Professional Network

9 de abril de 2021

Nota da editora: Veja as últimas notícias e orientações sobre a covid-19 em nosso Centro de Informações sobre o novo coronavírus SARS-CoV-2 .
 

Difícil descrever a situação da pandemia no Brasil, que rouba mais vidas a cada dia, enquanto países que conseguiram conter a disseminação do vírus planejam a retomada gradual do cotidiano. Na quinta-feira (8), foram 4.190 óbitos por covid-19. Na terça-feira (6), foram registradas 4.211 mortes. O total de casos diagnosticados desde o início da pandemia é de 13.286.324. O número de mortos atingiu a marca de 345.287, de acordo com levantamento feito por consórcio de veículos de imprensa a partir de dados coletados das secretarias estaduais de saúde. A média móvel é de 2.818 mortos por dia em sete dias, 17% a mais do que no período anterior. O consórcio é formado por EstadãoG1O GloboExtraFolha e UOL.

Faltam insumos para o tratamento dos doentes com covid-19. A situação dos estoques de oxigênio e anestésicos é muito crítica. No estado de São Paulo, cerca de 40% das unidades de saúde da rede pública estão sem os medicamentos para entubação (o kit-entubação). Como mostrou reportagem do jornal Folha de S. Paulo, sete em cada dez hospitais de excelência da rede privada informaram que seus estoques de oxigênio e anestésicos podem acabar nos próximos dias, e que há problemas de abastecimento, de acordo com levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anaph). A pesquisa foi feita com 88 instituições do país na terça (6).

As perspectivas são preocupantes. A pandemia deve recrudescer ainda mais em abril, segundo os especialistas responsáveis por boletim extraordinário da Fiocruz publicado no dia 6. As informações apontam uma aceleração da transmissão da covid-19 no país detectada na semana epidemiológica 13 (28 março a 3 de abril de 2021), fato demonstrado pelos valores recordes no número de óbitos e pela permanência de elevada positividade dos testes. Segundo os dados, a taxa de letalidade subiu na última semana de 3,3 para 4,2%.

De acordo com estimativa da University of Washington (EUA), o Brasil pode ter 100.000 mortes por covid-19 durante o mês de abril. O cálculo considera aspectos como o respeito às medidas de proteção, a exemplo do uso de máscaras e distanciamento social.     

Em reação à gravidade da situação brasileira, países vizinhos estão adotando medidas de proteção. Entre elas, a proibição da entrada de jogadores de basquete e futebol. O fechamento de fronteiras está em discussão.

Novas variantes em SP e MG

Na quarta-feira (7), pesquisadores do laboratório do Instituto de Ciências Biológicas UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) anunciaram a descoberta de 18 mutações no vírus causador da covid-19 que ainda não haviam sido descritas. Elas podem caracterizar a ocorrência de uma nova variante do SARS-CoV-2 na capital Belo Horizonte (MG). Se a possibilidade for confirmada, a nova variante passará a fazer parte das listas internacionais de variantes de atenção, identificadas pela sigla VOC (em inglês, variants of concern).

Outra variante, anunciada nos primeiros dias de abril, foi identificada em Sorocaba, cidade do interior paulista. Ela foi descoberta por uma rede de vigilância genômica do coronavírus em São Paulo que monitora a distribuição das variantes. Em entrevista coletiva concedida na quarta-feira (7), o diretor do Butantan, Dr. Dimas Covas, esclareceu que a cepa não é idêntica à da África do Sul, mas tem semelhanças genéticas, o que permitiria afirmar que são variantes equivalentes. Estudo em pre-print (ainda sem revisão de pares), publicado em 4 de abril na plataforma MedRxiv discute como o monitoramento genômico permitiu a identificação precoce da linhagem SARS-CoV-2 B.1351 em São Paulo. Para saber mais, leia também a reportagem do Medscape sobre o tema.

Medicamentos: STF suspende prorrogação de patentes

Em decisão liminar, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu regra que prorroga as patentes de medicamentos no Brasil. A decisão pode reduzir os custos de remédios essenciais para o tratamento da covid-19. A medida entra em vigor imediatamente, mas ainda terá de ser votada pelo plenário do STF. O ministro citou em sua decisão a "emergência de saúde pública decorrente da covid-19". A lei brasileira protege as patentes de medicamentos por 20 anos, permitindo a renovação por mais 10 anos.

Mais uma decisão do STF, desta vez do ministro Luís Roberto Barroso, trouxe alívio ao país. Ele determinou, com liminar, a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. O pedido de criação desta CPI foi protocolado em 15 de janeiro com a assinatura de 31 senadores. O número mínimo de assinaturas requeridas é 27. Os senadores desejam apurar o papel do governo atual na crise sanitária. O pedido aguardava decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. O plenário do STF também decidiu que a suspensão temporária de cultos religiosos presenciais durante a pandemia não fere o princípio da liberdade religiosa.

Vida médica

Levantamento feito por pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com 1.829 profissionais de saúde da linha de frente da covid-19 em todo o Brasil mostrou que 80% dos trabalhadores entrevistados sentem impactos negativos na saúde mental causados pela pandemia, sendo que apenas 19% buscaram ajuda para lidar com o problema. A maioria (70%) não se sente preparada para lidar com a pandemia. A má condução da crise sanitária pelo governo federal, o negacionismo científico, e o medo de expor a família ao vírus preocupam os profissionais, conforme divulgou a Agência Bori, focada em divulgação científica. Reportagem da Folha de S. Paulo ouviu médicos da linha de frente, que fizeram um apelo. Eles dizem que apenas a consciência coletiva pode salvá-los.

A semana das vacinas

Na quarta-feira (7), a imprensa noticiou que o Instituto Butantan paralisou a produção de novas vacina por falta de insumos farmacêuticos ativos (IFA) importados da China. A instituição fará, na próxima semana, uma nova entrega ao Ministério da Saúde de 2,5 milhões de doses já envasadas em fase de controle de qualidade. Um novo carregamento de IFA deveria chegar nesta sexta-feira (9), mas a entrega foi adiada pelos parceiros chineses. O descumprimento teria ocorrido porque os chineses estão dando prioridade à vacinação de sua própria população. A previsão atual para recebimento de 6 mil litros de IFA é 15 de abril. Essa quantidade permitirá o envase de mais 10 milhões de doses. Mesmo com o atraso dos IFA, o Butantan afirmou que cumprirá a meta de 46 milhões de doses entregues ao MS da saúde até 30 de abril. Dados do SUS apontam que oito em dez vacinas anticovídicas administradas no país até o momento são fabricadas pelo Butantan.

Segundo o Ministério da Saúde, a Fiocruz deve entregar 18,9 milhões de doses em abril da vacina de Oxford/AstraZeneca envasadas no Brasil. Após atrasos na produção, a instituição afirmou que já consegue fabricar 900 mil doses dia.

No entanto, nesta sexta-feira (9), o impacto da falta de doses levou à interrupção da vacinação em Curitiba (PR), ainda sem previsão de retomada. Na capital Goiânia (GO), que também parou de vacinar contra covid-19, a estimativa é retomar no sábado. As cidades de Maceió (AL), Rio Branco (AC) e Teresina (PI) interromperam a vacinação de idosos, mas seguem vacinando outros grupos. Em Brasília (DF), Fortaleza (CE) e Macapá (AP) a vacinação também sofreu paralisação, mas já foi retomada.

A boa notícia é que um grande estudo feito em Manaus com mais de 67 mil pessoas revelou que a CoronaVac é efetiva contra a variante P.1, a variante do vírus SARS-CoV-2 identificada inicialmente no Japão, em turistas vindos de Manaus (AM). A vacina oferece proteção de 50% contra casos graves.

Na quinta-feira (8), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou testes de fase 3 com mais uma vacina anticovídica no Brasil. Trata-se do imunizante desenvolvido pelas farmacêuticas canadenses Medicago R&D Inc. e GlaxoSmithKline PLC, como informou a agência reguladora em nota. As empresas planejam testar as novas vacinas em cerca de 30 mil pessoas, nos EUA, no Canadá, na Europa e na América Latina. O Brasil pode ter cerca de 3.500 voluntários. A agência também pediu que a bula da vacina de Oxford/AstraZeneca inclua uma advertência sobre casos raros de eventos tromboembólicos. 

E mais um episódio veio se somar ao histórico acidentado da negociação entre o Ministério de Saúde e a Pfizer para a compra da vacina desenvolvida com a BioNTech. Ainda não está esclarecido por que (ou como) a íntegra do contrato fechado entre o governo brasileiro e a farmacêutica ficou exposta na internet por dez dias, até que a empresa pediu a retirada. O fato se enquadra na cláusula de quebra de contrato. Não se sabe como a farmacêutica reagirá.

No dia 7, a Câmara dos deputados aprovou projeto-de-lei que autoriza a iniciativa privada a comprar vacinas para seus funcionários. Se os imunizantes tiverem aprovação de agências regulatórias de outros países, o projeto dispensa o aval da Anvisa. Além disso, o texto aprovado desobriga as empresas de seguir o plano de imunizações do MS e estabelece doação de doses ao SUS em 50% da compra. O projeto agora passará pelo Senado.

E mais: A exigência de atestado médico está dificultando o acesso de pacientes oncológicos à vacinação contra a covid-19. O alerta veio de entidades de apoio. A obrigatoriedade de atestado consta no Plano Nacional de Operacionalização da Vacina Contra a Covid-19 do Ministério da Saúde. No entanto, como mostrou o jornal Folha de S. Paulo , as entidades consideram a exigência desnecessária e configuram uma barreira ao paciente SUS.

O que vem depois da cura

A medicina está comprometida em ajudar os pacientes que enfrentam as sequelas da doença. Novos achados apontam que a disfunção cognitiva está no topo da lista de queixas neurológicas em pacientes com covid-19 persistente que não foram hospitalizados. Mas este não é o único problema, revelam novos achados.

Pesquisa apresentada durante o encontro virtual da Endocrino Society (ENDO 2021) aponta que a covid-19 pode afetar a tireoide. Pacientes que apresentam inflamação desta glândula durante a fase aguda da covid-19 podem continuar a ter tireoidite subaguda meses depois, mesmo que a função tireoidiana tenha normalizado.

Há também cada vez mais evidências sobre a relação entre entubação prolongada e dificuldades respiratórias e de fala subsequentes. As lesões de laringe e de traqueia pós-entubação, por exemplo, podem constituir um problema a mais na recuperação da infecção grave por covid-19 em alguns pacientes. Saiba mais.

A covid-19 no mundo 

Na manhã de 9 de abril, o mundo registrou 134.200.330 casos conformados de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 e 2.906.785 mortes pela doença Covid-19, de acordo com o Coronavirus Resource Center , da Johns Hopkins University (EUA).

A Medicines and Healthcare Products Regulatory Agency (MHRA), autoridade reguladora do Reino Unido, declarou que pessoas com menos de 30 anos deveriam ter acesso a uma vacina alternativa ao imunizante de Oxford/AstraZeneca. O anúncio foi feito depois que a European Medicines Agency (EMA) declarou que eventos tromboembólicos raros registrados em pessoas que tomaram a vacina de Oxford/AstraZeneca podem ter relação com o imunizante. A MHRA enfatizou que os benefícios ainda superam os riscos. Enquanto isso, a vacina da Moderna começou a ser lançada na quarta-feira, a terceira vacina aprovada no Reino Unido. Até terça-feira, 31,7 milhões de pessoas receberam a primeira dose de uma vacina e 5,7 milhões tomaram duas doses. Novos casos, internações hospitalares e mortes continuam diminuindo. Os dados estão sendo monitorados de perto depois que mais medidas de bloqueio foram relaxadas na Inglaterra na segunda-feira (5). O teste rápido duas vezes por semana está sendo oferecido a todos na Inglaterra a partir desta semana.

Na Alemanha, enquanto as autoridades sanitárias lutam para tomar medidas rígidas de bloqueio, os médicos generalistas começaram a vacinar todo o país contra a covid-19. No momento, a oferta de vacinação ainda é limitada, porém até o final de abril mais de três milhões de doses adicionais de vacinação serão distribuídas. Será um avanço importante na campanha de vacinação, pois o número de casos ainda é alto. Após os feriados da Páscoa, os departamentos de saúde da Alemanha relataram 9677 novas infecções em um dia. Provavelmente há subnotificação, pois menos testes de laboratório foram realizados durante este período.

A Espanha atualizou na última terça-feira o calendário de vacinação. A estimativa é de que até o final de agosto 33 milhões de pessoas tenham sido vacinadas. O governo espanhol decidiu interromper temporariamente o uso da vacina de Oxford/AstraZeneca para menores de 60 anos após o anúncio da EMA. A administração aos idosos será discutida nos próximos dias. Na mesma linha, o governo regional de Madrid iniciou conversações com intermediários para negociar a produção e distribuição da vacina russa Sputnik V, que ainda não foi aprovada pela agência reguladora europeia. O governo central espanhol insiste que a União Europeia precisa ter uma estratégia comum de vacinação com autorização e compra centralizadas de vacinas anticovídicas por meio da Comissão Europeia. Até o dia 7, a incidência acumulada na Espanha havia aumentado três pontos: são 167 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. No total, 3.326.736 pessoas foram infectadas e 76.037 morreram desde o início da pandemia.

No dia 5, Portugal iniciou a segunda fase do seu plano de flexibilização de lockdown, com o reinício das aulas presenciais e de atividades destinadas aos alunos. No setor de alimentação, os estabelecimentos podem reabrir espaços ao ar livre, mas com grupos limitados a quatro pessoas. Na mesma data, foi retirada a proibição de circulação entre municípios do continente e a fronteira terrestre entre Portugal e Espanha foi reaberta. Boletim divulgado nesta quarta-feira (7) pela Diretoria-Geral da Saúde (DGS) informou um aumento do Rt, índice de transmissão da doença, para 1,01 em todo o território. No dia 6, o Rt era de 0,98 em todo o país. Portugal notificou um total de 825.031 casos confirmados de infecção por SARS-CoV-2 e 16.890 mortes por covid-19 desde o início da pandemia. Até quarta-feira (7), foram administradas 1.346.317 vacinas em primeira dose e 560.871 em segunda dose.

Na França a epidemia está piorando. As unidades de terapia intensiva em muitas áreas estão saturadas, apesar da ajuda de clínicas privadas. Nos últimos sete dias, foram 2.189 novas admissões em terapia intensiva. Ao mesmo tempo, a vacinação está se intensificando no país. Desde o início da campanha de vacinação na França, 18,7% da população adulta receberam uma dose da vacina e 6,4%, duas doses. A França também está começando a participar do esforço de produção da vacina. Uma fábrica do laboratório Delpharm começou a envasar a vacina Comirnaty (Pfizer) na quarta-feira (7), em Saint-Rémy-sur-Arve (Eure-et-Loir). Em meados de abril, a subcontratada Recipharm produzirá a vacina da Moderna em sua fábrica em Monts (Indre-et-Loire).

A Itália registra uma ligeira diminuição na incidência doença, que ainda permanece em transmissão elevada (Rt 0,98). O país está dividido em zonas praticamente iguais de risco, entre vermelhas e laranjas. A carga sobre o sistema de saúde continua preocupante, ainda que o número de pacientes internados e isolados em casa esteja diminuindo um pouco (28.432 e 536.900, respectivamente). Por outro lado, o número de pacientes em terapia intensiva (3.703) também cresce ligeiramente. Um total de 14 regiões ultrapassou 30% de taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva, índice considerado um sinal de sobrecarga do sistema (6 delas estão acima de 50% e Lombardia está perto de 70%). Até 4 de abril, mais de 11 milhões de vacinas foram administradas, com menos de 3.450.000 pessoas totalmente vacinadas com duas doses. O último relatório do Instituto Nacional de Saúde (ISS) sobre as variantes virais confirmou a grande prevalência do B.117, que era de 54% em fevereiro e já chega a 86,7% dos casos.

Os Estados Unidos estão em uma corrida entre a vacinação e as variantes, e não está claro quem está ganhando. A variante B.1.1.7, mais contagiosa, agora domina a transmissão da doença no país. Isso está em linha com as primeiras previsões dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) de que a cepa iria prevalecer no final de março. Ao mesmo tempo, os EUA estão vacinando em ritmo acelerado. O presidente Joe Biden já anunciou que a maioria dos adultos deve ser elegível para receber uma vacina até 19 de abril, cerca de duas semanas antes do prazo anterior. No momento, pessoas com mais de 16 anos podem ser vacinadas em 36 estados. Os EUA estão atualmente em terceiro lugar no mundo em termos de ritmo de vacinação, com uma média de cerca de 3 milhões de doses por dia, atrás da China (4,5 milhões de doses diárias) e da Índia (3,4 milhões de doses diárias).

A segunda onda de infecções por SARS-CoV-2 continua devastando a Índia, com 1.26.789 casos diários relatados na quinta-feira (8). Vários estados do país implementaram bloqueios parciais e restrições para conter o aumento das infecções. Alguns estados reclamaram da falta de suprimentos de vacinas, que o ministro da Saúde do país alegou serem afirmações infundadas. A Índia administrou até agora mais de 86 milhões de doses de vacinas.

O Butão, pequena nação asiática nas montanhas do Himalaia, conseguiu a façanha de vacinar 62% de sua população elegível contra covid-19 em apenas uma semana. Em 6 de abril, 85% da população adulta havia recebido uma única dose da vacina. O Butão tornou-se conhecido como o lugar onde vive a população com o maior índice de felicidade do planeta.

O Irã relatou um número recorde de 20.954 infecções diárias por covid-19 na quarta-feira (7). O país está testemunhando um surto de infecções após um feriado público de duas semanas para o Ano Novo Persa.

A Coreia do Sul concedeu a aprovação à vacina anticovídica da Janssen, braço da Johnson & Johnson, sendo esta a terceira vacina a ser autorizada no país. Já foram aprovadas as vacinas de Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech.

O Hospital Universitário de Kyoto, no Japão, realizou o primeiro transplante de pulmão do mundo de doadores vivos para um paciente com covid-19. Uma mulher que desenvolveu pneumonia grave após ser infectada pelo SARS-CoV-2 recebeu tecido pulmonar de seu marido e filho.

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