TC de tórax em pacientes com covid-19: três estudos recentes

Dra. Aline Serfaty

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17 de dezembro de 2020

Neste artigo

Dra. Aline Serfaty

Nesta seção a Dra. Aline Serfaty resume artigos recém-publicados nos principais jornais de radiologia e diagnóstico por imagem. A Dra. Aline é formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), fez residência médica na Clínica de Diagnóstico por Imagem (CDPI), fellowship no Hospital Saint Antoine, na França, e mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente, é diretora do Setor de Ressonância Magnética da clínica Medscanlagos, no Rio de Janeiro.

1. Achados clínicos e de TC de tórax: comparação entre pacientes com infecção por influenza A (H1N1) e SARS-CoV-2

O objetivo deste estudo foi comparar os achados clínicos e de imagem obtidos por meio de tomografia computadorizada (TC) de tórax de pacientes com pneumonia por influenza A (H1N1) e por covid-19.

Trinta pacientes com diagnóstico de infecção viral por influenza A (H1N1) e 30 pacientes com diagnóstico de covid-19 foram incluídos retrospectivamente neste estudo. Os pesquisadores compararam as características clínicas e os achados da TC de tórax dos dois grupos.

Os resultados mostraram que febre, tosse, expectoração e dispneia foram os principais sintomas em ambos os grupos, sendo tosse e expectoração mais frequentemente encontrados no grupo H1N1. Linfopenia, proteína C reativa (PCR) elevada e aumento da velocidade de hemossedimentação (VHS) foram achados laboratoriais comuns nos dois grupos. O tempo mediano entre o início dos sintomas e a realização da TC foi de seis dias no grupo H1N1 e de 15 dias no grupo covid-19, e a pontuação total média da TC dos lobos pulmonares envolvidos foi de 6 e 13, respectivamente. Opacificação linear, sinal de pavimentação em mosaico e aumento vascular foram mais comuns no grupo covid-19. Bronquiectasia e derrame pleural foram mais comuns no grupo H1N1. Outras alterações comuns na TC, tais como distribuição periférica ou peribroncovascular, opacidades em vidro fosco, consolidação, linha subpleural, broncograma aéreo e distorção brônquica, não mostraram significância estatística.

Para lembrar:
Achados na TC de opacificação linear, pavimentação em mosaico, aumento vascular, espessamento pleural e derrame pleural, foram mais comuns em pacientes com covid-19. Bronquiectasia e derrame pleural foram mais comuns em pacientes com pneumonia por influenza A (H1N1).

Referência:
Yin Z, Kang Z, Yang D, Ding S, Luo H, Xiao E. A Comparison of Clinical and Chest CT Findings in Patients With Influenza A (H1N1) Virus Infection and Coronavirus Disease (covid-19). AJR Am J Roentgenol. 2020 Nov;215(5):1065-1071. doi: 10.2214/AJR.20.23214. Epub 2020 May 26. PMID: 32452731.

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