Ginecologia do esporte para além do alto rendimento esportivo

Dra. Gabriela Kuster

Notificação

3 de dezembro de 2020

 

Orientação sobre disponibilidade energética adequada, adaptação dos treinos e competições aos ritmos do corpo, e trabalho de prevenção da incontinência urinária formam os pilares do atendimento médico específico prestado pela ginecologia do esporte a mulheres atletas. Mas a subespecialidade não se limita a atletas profissionais. O trabalho de acompanhamento realizado na ginecologia do esporte também pode proporcionar mais conforto, segurança e desempenho a mulheres praticantes de atividades físicas – independente de frequência e intensidade – em diferentes fases da vida.

Neste episódio a Dra. Gabriela Kuster, advisor de ginecologia do Medscape em português, dá um mergulho no mundo da ginecologia do esporte com quem sabe muito sobre o tema, trazendo para o bate-papo a Dra. Tathiana Parmigiano, uma das fundadoras do Ambulatório de Ginecologia do Esporte da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, em São Paulo. Cria da casa desde a graduação, a Dra. Tathiana foi a primeira ginecologista do Brasil a obter o título de especialista em Medicina Esportiva. Hoje ela atua como ginecologista do Time Brasil do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Seleção Brasileira Feminina, pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), tendo integrado as equipes médicas dos Jogos Olímpicos de Londres e do Rio – também iria para Tóquio este ano, mas os jogos foram adiados.

O American College of Sports Medicine reconhece desde 2007 a influência do ciclo menstrual sobre o desempenho esportivo. O escopo principal do atendimento prestado, e também o tema mais estudado nesta subespecialidade, é a tríade da mulher atleta, caracterizada por disponibilidade energética insuficiente (gasto muito superior ao total de calorias ingeridas por meio da alimentação), alterações do ciclo menstrual e baixa densidade mineral óssea.

Passando por como identificar e lidar com a tríade, a Dra. Tathiana explica ao não especialista o conceito de Relative Energy Deficiency in Sport (RED-S), e conta um pouco sobre sua experiência com o preparo de atletas de alto desempenho, da adaptação dos treinos ao ciclo menstrual ao planejamento familiar. Bateu a curiosidade? Escute o podcast!

Terminou o episódio e quer ler mais sobre o tema? Acesse as referências bibliográficas citadas pela Dra. Tathiana no programa:

  1. The Female Athlete Triad, Medicine & Science in Sports & Exercise: October 2007 - Volume 39 - Issue 10 - p 1867-1882 doi: 10.1249/mss.0b013e318149f111

  2. Ackerman KE, Stellingwerff T, Elliott-Sale KJ, et al. #REDS (Relative Energy Deficiency in Sport): time for a revolution in sports culture and systems to improve athlete health and performance. British Journal of Sports Medicine 2020;54:369-370.

  3. Mountjoy M, Sundgot-Borgen J, Burke L, et al. The IOC consensus statement: beyond the Female Athlete Triad—Relative Energy Deficiency in Sport (RED-S). British Journal of Sports Medicine 2014;48:491-497.

  4. Bø, K., Nygaard, I.E. Is Physical Activity Good or Bad for the Female Pelvic Floor? A Narrative Review. Sports Med 50, 471–484 (2020). https://doi.org/10.1007/s40279-019-01243-1

  5. Elliott-Sale, K.J., McNulty, K.L., Ansdell, P. et al. The Effects of Oral Contraceptives on Exercise Performance in Women: A Systematic Review and Meta-analysis. Sports Med 50, 1785–1812 (2020). https://doi.org/10.1007/s40279-020-01317-5

  6. Parmigiano, Tathiana Rebizzi, Zucchi, Eliana Viana Monteiro, Araujo, Maíta Poli de, Guindalini, Camila Santa Cruz, Castro, Rodrigo de Aquino, Bella, Zsuzsanna Ilona Katalin de Jármy Di, Girão, Manoel João Batista Castello, Cohen, Moisés, & Sartori, Marair Gracio Ferreira. (2014). Pre-participation gynecological evaluation of female athletes: a new proposal. Einstein (São Paulo), 12(4), 459-466. https://doi.org/10.1590/S1679-45082014AO3205

Siga o Medscape em português no Facebook, no Twitter e no YouTube

processing....