Fundamentos do câncer colorretal

Dr. Elwyn C. Cabebe

Notificação

19 de junho de 2020

O tratamento do câncer colorretal metastático é cada vez mais orientado pelos exames moleculares do tumor. As sociedades ASCP, PAC, AMP e ASCO publicaram diretrizes baseadas em evidências sobre os exames moleculares no câncer colorretal. As recomendações dizem:

  • O teste da mutação RAS no tecido do carcinoma colorretal deve ser feito para os pacientes que estiverem sendo considerados para tratamento com anti-EGFR ; esta análise deve avaliar KRAS e NRAS nos códons 12 e 13 do éxon 2, nos códons 59 e 61 do éxon 3; e nos códons 117 e 146 do éxon 4 (RAS “ampliado” ou “estendido”).

  • A análise da mutação BRAF V600 deve ser feita junto com os testes MSI/dMMR para a estratificação do prognóstico.

  • Os testes dMMR/MSI devem ser feitos em todos os pacientes com câncer colorretal para estratificação do prognóstico e para a identificação dos pacientes com síndrome de Lynch. Os testes da mutação BRAF não são necessários na síndrome de Lynch se não houver alto MSI com perda de MLH1.

  • Os testes com marcadores moleculares (KRAS, RAS estendido, BRAF e dMMR/MSI) do tecido primário do carcinoma colorretal são aceitáveis; se houver tecido metastático disponível, também é aceitável, sendo inclusive preferível nos pacientes com doença metastática.

  • O tecido em bloco de formal-parafina constitui uma amostra aceitável; o uso de outras amostras irá exigir validação adequada, bem como qualquer alteração nos protocolos de processamento dos tecidos.

Leia mais sobre o teste molecular no câncer colorretal.

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