Sildenafila durante o trabalho de parto?

Dra. Gabriela Kuster

Notificação

12 de junho de 2020

Neste artigo

3. Facilitando a conduta em caso de doença inflamatória pélvica aguda

A doença inflamatória pélvica aguda (DIPA) é uma das doenças ginecológicas mais comuns, principalmente em casos de pronto-socorro e em pacientes jovens. Em casos complicados com abcesso tubo-ovariano, o tratamento de primeira linha consiste em antibioticoterapia parenteral, no entanto, cerca de 25% a 30% das pacientes não respondem a antibioticoterapia isolada, e requerem intervenção cirúrgica.

Identificar fatores de risco de falha do tratamento pode ajudar os médicos a prever quem precisará de intervenção cirúrgica, reduzindo as sequelas que essa doença pode trazer e evitando casos graves, choques sépticos e internações prolongadas.

Em um pequeno estudo de coorte prospectivo feito com pacientes com doença inflamatória pélvica, um nível elevado de proteína C-reativa (PCR) (> 49 mg/L) foi sugestivo de abcesso tubo-ovariano, e níveis crescentes durante a hospitalização foram um indicador de falha da antibioticoterapia.

Os níveis de PCR foram os preditores mais fortes de abcesso tubo-ovariano, seguidos pela contagem de leucócitos, VHS e febre na admissão. A especificidade da PCR foi de 93,4%, e a sensibilidade foi de 85,4% para predizer abcesso tubo-ovariano, com valor de corte de 49,3 mg/L. Doze pacientes (25%) falharam no tratamento conservador e foram submetidas à intervenção cirúrgica. Neste grupo, os níveis de PCR aumentaram significativamente desde a admissão até o 1ª e 2º dias de hospitalização (128,26, 173,75 e 214,66 mg/L, respectivamente; P < 0,05 para ambos). No grupo de gestão conservadora, os níveis de PCR mostraram um platô desde a admissão até o 1º dia e, em seguida, uma diminuição até o 3º dia.

Para lembrar:
A DIPA pode levar pacientes jovens a infertilidade, principalmente quando existe progressão da infecção, ou seja, todos os recursos que ajudam o melhor tratamento são válidos para evitar complicações e sequelas graves como a infertilidade.

Referência:
Can the Need for Invasive Intervention in Tubo-ovarian Abscess Be Predicted? The Implication of C-reactive Protein Measurements. Ribak R, Schonman R, Sharvit M, Schreiber H, Raviv O, Klein Z. J Minim Invasive Gynecol. 2020;27(2):541.

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