Inscrições para as 5 mil vagas do PSF iniciam dia 16

Mônica Tarantino

Notificação

13 de março de 2020

Começam na próxima segunda-feira (16) as inscrições para a contratação de médicos para preencher mais de 5.000 vagas do Programa Saúde da Família. Dois editais foram publicados no dia 11 de março em uma edição extra do Diário Oficial da União para viabilizar essa ação – um deles chama os médicos e o outro convoca os municípios interessados, que devem se cadastrar e confirmar as vagas. A previsão é que 5.811 médicos sejam contratados por esse edital, e comecem a trabalhar até 07 de abril.

Podem participar médicos com inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) ou diploma revalidado no Brasil. A vigência do contrato será de um ano – em chamadas anteriores, era de três anos. No ato da inscrição, os candidatos poderão escolher até quatro municípios, com previsão de cinco chamadas para ocupação de todas as vagas.

O Ministério da Saúde informou que os médicos com título de especialista ou que fizeram residência em Medicina de Família e Comunidade terão prioridade, e que recontratará médicos cubanos cujo contrato estivesse em vigor quando o programa foi interrompido pelo governo federal no ano passado.

O governo vai priorizar municípios que se enquadrem nos perfis de 1 a 3 definidos pelo Programa Mais Médicos. São capitais e regiões metropolitanas com grande concentração populacional, como São Paulo. Esses perfis, enumerados de 1 a 8, consideram indicadores socioeconômicos e quantitativo populacional para estimar a vulnerabilidade de cada município. No plano do governo, o perfil 1 terá 688 vagas, enquanto o perfil 3 terá 2.588 (onde se enquadra São Paulo, cidade que registra mais casos de Covid-19 até agora).

O perfil 8, que abriga os distritos sanitários especiais indígenas (DSEI), terá 37 vagas. Atualmente, segundo os dados oficiais, 12.258 médicos atuam nos municípios atendidos pelo Programa Mais Médicos. Os profissionais estão distribuídos em cerca de 45.000 equipes. “Estamos colocando recursos da ordem de 1,2 bilhão de reais na contratação desses profissionais, e mais 900 milhões de reais para o programa Saúde na Hora 2.0, para incentivar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) a abrirem por mais tempo”, disse João Gabbardo Reis, secretário-executivo do Ministério da Saúde, durante a coletiva de imprensa realizada na manhã do dia 12 de março em Brasília. A meta do Saúde na Hora 2.0 é manter 40% das UBS abertas até 22 horas por dia.

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