Imagens comentadas
Ressonância magnética (RM) do primeiro quirodáctilo em plano coronal, sequências ponderadas em T1 e densidade protônica com saturação de gordura.
Observa-se imagem nodular sólida com sinal intermediário em T1 e alto sinal em densidade protônica com saturação de gordura, localizada junto ao leito ungueal da falange proximal do I dedo com contornos regulares e limites bem definidos.
RM do primeiro quirodáctilo em plano axial, sequências ponderadas em T1 e em densidade protônica com saturação de gordura.
A lesão nodular determina discreto remodelamento da cortical óssea subjacente e mede cerca de 0,7 cm x 0,5 cm.
RM do primeiro quirodáctilo em plano sagital, sequências ponderadas em T1 e em densidade protônica com saturação de gordura.
RM do primeiro quirodáctilo em plano axial, sequência ponderada em T1 após a administração de contraste venoso.
Observa-se intenso realce após a administração do meio de contraste venoso.
Discussão
O tumor glômico é um hamartoma que surge do corpo glômico, uma derivação arteriovenosa na derme que contribui para a regulação da temperatura dos dedos. A apresentação clínica clássica é a tríade de dor e sensibilidade na ponta dos dedos, e sensibilidade ao frio.
O envolvimento ósseo se caracteriza por erosão ou destruição óssea, e ocorre mais raramente do que o acometimento das partes moles, observando-se lesões insuflativas discretas associadas a bordas escleróticas, típicas de um processo de crescimento lento.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem cisto mucoso, tumor de células gigantes da bainha do tendão e cisto epidermoide.
Cistos mucosos são lesões que surgem mais comumente no aspecto dorsal da articulação interfalângica distal, sendo usualmente isointensas ao fluido em todas as sequências de pulso e sem realce após a administração do meio de contraste.
Os cistos epidermoides são geralmente indolores, resultam de trauma penetrante prévio com subsequente proliferação de elementos dérmicos e apresentam características de sinal semelhantes às dos tumores glômicos.
O tumor de células gigantes da bainha do tendão é a segunda massa mais comum no dedo depois do cisto ganglionar. Nas imagens de RM observa-se proximidade de uma bainha tendínea e realce intenso após o contraste. No entanto, essas lesões não costumam ser tão hiperintensas nas imagens ponderadas em T2 quanto um tumor glômico. Além disso, observa-se com frequência a presença de hemossiderina.
O tumor glômico é uma lesão relativamente rara, que pode se apresentar como uma massa na ponta dos dedos. Outras lesões na ponta dos dedos, como cistos mucosos, cistos de inclusão epidermoide e tumores de células gigantes da bainha do tendão podem ter aparência semelhante, mas a apresentação clínica e as características específicas de imagem por RM geralmente permitem um diagnóstico definitivo.
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Citar este artigo: Lesão nodular dolorosa subungueal no dedo com aumento da sensibilidade - Medscape - 16 de janeiro de 2020.
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