Temas mais buscados em janeiro de 2020: Esquizofrenia

10 de janeiro de 2020

Desde a curiosa relação entre o fato de ter um animal de estimação e a ocorrência de doenças, até a opção de um medicamento recém-aprovado, uma grande variedade de notícias contribuiu para que esquizofrenia fosse o termo clínico mais buscado da semana. Resultados de um novo estudo mostraram que ter um cachorro de estimação na infância pode proteger contra a esquizofrenia na idade adulta. Pesquisadores avaliaram 396 pacientes com esquizofrenia, 381 pacientes com transtorno bipolar e 594 pessoas saudáveis formando o grupo de controle. Os achados sugerem que ter um cachorro em casa antes dos 13 anos de idade está significativamente associado à diminuição do risco de diagnóstico de esquizofrenia mais tarde. Essa associação não foi explicada por diversos fatores demográficos que podem estar relacionados com a exposição aos animais domésticos, como idade, sexo, raça e/ou etnia, escolaridade dos pais e local de nascimento.

As origens e as associações da esquizofrenia também foram exploradas em um grande estudo de associação genômica ampla, com mais de 230.000 pacientes com doenças psiquiátricas. Os pesquisadores identificaram 136 variações no código genético, vistas com mais frequência nas pessoas com este tipo de doença, inclusive 35 pontos de acesso que nunca tinham sido descritos. Os resultados corroboram o que é observado com frequência na prática clínica, como a forte relação entre o transtorno bipolar e a esquizofrenia. Apesar de ainda ser necessário muito mais trabalho, a esperança é que a identificação de certas mutações possa levar a um tratamento mais eficaz.

Atualmente, a lumateperona acabou de ser aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) norte-americana para adultos com diagnóstico de esquizofrenia. O medicamento é o primeiro antipsicótico desta classe, e age sinergicamente nos sistemas da serotonina, do glutamato e da dopamina. O medicamento também está sendo estudado para uso nos pacientes com depressão bipolar, transtornos comportamentais associados à demência e outros distúrbios neurológicos e neuropsiquiátricos.

Por fim, um comentário recente refletiu sobre o que o novo sucesso de bilheteria nos cinemas, o filme O Coringa, diz sobre o entendimento cultural da doença mental. O artigo não somente tenta explorar um diagnóstico para a personagem-título do filme, como também examina os estigmas associados à esquizofrenia, como a premissa de sua ligação com a violência.

Desde as percepções inferidas da tela do cinema, até as notícias positivas sobre filhotes de cachorro, uma mistura peculiar de notícias recentes aumentou o interesse pela esquizofrenia, tornando-a o termo clínico mais importante da semana.

Leia mais sobre esquizofrenia.

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