Nesta edição de Estudos de caso: como deixar de prescrever, eu apresento outro caso clínico diretamente do meu consultório. E vou contar o que pretendo fazer, mas estou mais interessado no processo colaborativo coletivo (crowdsourcing) de uma resposta para que, juntos, determinemos qual é a melhor prática. Então, por favor, responda à pergunta da pesquisa e compartilhe as suas ideias nos comentários, principalmente se você discordar de mim.
Cliff (nome fictício) é um homem de 48 anos com história de dor epigástrica há três anos. A dor dele é intermitente, variando de dor surda a dor aguda – algumas vezes "em queimação" – que piora quando ele come alimentos apimentados ou ácidos. O tratamento inicial com um antagonista do receptor de histamina 2 (H2RA, sigla do inglês Histamine-2 Receptor Antagonist), ou bloqueador H2, trouxe discreta melhora. Ele iniciou o tratamento com um inibidor de bomba de prótons (IBP) que promoveu uma melhora mais importante dos seus sintomas, permitindo que voltasse a ser funcional. O paciente toma 40 mg de omeprazol duas vezes ao dia há dois anos. Ele diz estar satisfeito com este tratamento e quer continuar a tomar o inibidor da bomba de prótons. Ele diz que quando perde uma dose "é uma tortura", pois a dor volta no dia seguinte.
Ele tem sido obeso pela maior parte de sua vida adulta, e tem tido pouco sucesso em manter modificações alimentares saudáveis ou esquemas de exercícios. Ele não fuma e bebe uma a duas doses de bebidas alcoólicas todo dia. A esofagogastroduodenoscopia feita há dois anos foi normal, exceto por uma pequena hérnia de hiato. Os testes para Helicobacter pylori e a ultrassonografia abdominal feitos na época também foram negativos e normal, respectivamente.
Ao exame hoje, o paciente apresenta leve dor epigástrica à palpação, sem defesa. Seu índice de massa corporal (IMC) é 35 kg/m2.
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Citar este artigo: Continuar, suspender ou retirar gradualmente os IBP? - Medscape - 26 de novembro de 2019.
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