Ao final do século XIX Arnold Pick descreveu uma série de casos de demência, na qual ele julgava que a atrofia estaria “localizada” em oposição ao que considerava, à época, as formas “difusas”. A descrição histopatológica não foi realizada por ele, mas sim por Alois Alzheimer, em 1911, que ficou intrigado por não observar os novelos neurofibrilares e as placas senis que ele havia descrito na doença que levou seu nome. Alzheimer descreveu as inclusões intraneuronais (corpúsculos de Pick) e as células balonadas (células de Pick), confirmando a impressão original de Pick de que a atrofia tendia a ser circunscrita.
A degeneração lobar frontotemporal, também conhecida como demência frontotemporal (DFT), normalmente atinge adultos com menos de 65 anos, e o quadro clínico típico revela um início gradual e um curso progressivo de sintomas muitos anos antes do diagnóstico formal. Os sintomas compreendem principalmente modificações comportamentais ou de linguagem, o que auxilia na distinção da demência observada na doença de Alzheimer.
O termo degeneração lobar frontotemporal engloba uma série de subtipos, como: a variante comportamental, quando as alterações comportamentais predominam no quadro clínico; as variantes semântica e agramatical da afasia progressiva primária, quando as alterações de linguagem são predominantes; e a degeneração lobar frontotemporal associada a alteração motora significativa (por exemplo, doenças do neurônio motor, atrofia corticobasal e paralisia supranuclear progressiva).
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Citar este artigo: Teste rápido: Degeneração lobar frontotemporal - Medscape - 23 de outubro de 2019.
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