Exposição ao contraste durante a gestação

Dra. Aline Serfaty

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14 de outubro de 2019

Neste artigo

Dra. Aline Serfaty

Nesta seção estarão disponíveis resumos de artigos recentes, publicados nos principais jornais de radiologia e diagnóstico por imagem, analisados pela Dra. Aline Serfaty, cuja formação profissional inclui: Universidade Federal Fluminense e CDPI (residência médica), Hospital Saint Antoine – Paris (fellow) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (mestrado). Ela é diretora do setor de ressonância magnética da clínica Medscanlagos, em Cabo Frio, Rio de Janeiro desde 2007.

1. Exposição ao agente de contraste gadolínio no primeiro trimestre de gestação: um estudo com 4,6 milhões de gestações nos Estados Unidos

A segurança da exposição ao agente de contraste à base de gadolínio (GBCA, sigla do inglês, Gadolinium-Based Contrast Agents) durante a gestação ainda não foi estabelecida, portanto, o uso não é recomendado, a menos que seja essencial para a saúde da mulher ou do feto.

O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência da exposição ao GBCA em uma grande amostra de gestações que resultaram em nascidos vivos.

O banco de dados norte-americano Sentinel Distributed Database foi utilizado para identificar retrospectivamente as gestações que resultaram em nascidos vivos entre 2006 e 2017 em 16 instituições nos Estados Unidos.

O desfecho principal foi a prevalência de exames de ressonância magnética (RM) com e sem GBCA (classificados por localização anatômica e trimestre da gestação) entre gestantes que deram à luz nascidos vivos ou não – elas foram pareadas aleatoriamente por idade, ano e episódio de igual duração.

Entre as 4.692.744 gestações que resultaram em nascidos vivos, foram identificadas 6.879 exposições a GBCA em 5.457 gestações, o que representa uma RM com contraste por 860 gestações (0,12% de todas as gestações).

A maioria das RM com contraste foram realizadas na cabeça (N = 3.499). Mas, 22,3% (N = 1.536) de todos os exames com contraste durante a gestação foram RM de abdome e de pelve.

A maioria (70,2%) das exposições ao GBCA ocorreu durante o primeiro trimestre, observando-se prevalência 4,3 vezes maior em comparação com o segundo trimestre e 5,1 vezes maior em comparação com o terceiro.

Para lembrar:
Este estudo identificou taxas mais altas de exposição ao GBCA durante as primeiras semanas de gestação em comparação com as últimas semanas, sugerindo exposição inadvertida ao GBCA antes que a gestação seja reconhecida.

Referência:
Bird S, Gelperin K, Sahin L, Bleich K, Fazio-Eynullayeva E, Woods C et al. First-Trimester Exposure to Gadolinium-based Contrast Agents: A Utilization Study of 4.6 Million U.S. Pregnancies. Radiology. 2019;293(1):193-200.

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