Teste rápido: Disfunção sexual

Dr. Bradley Schwartz; Dr. Michel E. Rivlin

Notificação

27 de agosto de 2019

Em geral, o objetivo inicial do tratamento do distúrbio do orgasmo feminino é possibilitar que a paciente tenha um orgasmo como desejado em qualquer circunstância. Evidências sobre a eficácia das terapias de orientação psicanalítica ou psicodinâmica para este objetivo são inconclusivas. Uma metanálise, contudo, encontrou evidências de boa qualidade de benefício em caso de distúrbio do orgasmo feminino.

Atualmente, nenhum medicamento foi aprovado pela FDA especificamente para o tratamento do distúrbio do orgasmo feminino. Além disso, há muito pouca informação disponível sobre a farmacoterapia especificamente dirigida para os distúrbios do orgasmo das mulheres, e não está claro em que medida os dados farmacológicos sobre o tratamento de doenças sexuais em outras populações (p. ex.: transtorno da libido e problemas antes e depois da menopausa, bem como os distúrbios sexuais induzidos pelos antidepressivos) são relevantes para esta população.

A bupropiona surgiu como uma alternativa terapêutica para o distúrbio do orgasmo feminino principalmente por relatos de casos e casuísticas, indicando que a bupropiona pode melhorar a diminuição da libido secundária à depressão ou a disfunção sexual induzida por antidepressivos. No caso da depressão tratada com ISRS com diminuição persistente da libido, o uso da bupropiona como potencializador ou a troca para a bupropiona pode elevar a libido acima níveis anteriores à depressão.

Em um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado com placebo, em vários centros, de escalonamento da dose durante quatro meses sobre a diminuição da libido idiopática, adquirida e global, a bupropiona de liberação prolongada foi superior ao placebo. Novas pesquisas com ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos, controlados com placebo são indicadas para estudar a eficácia direta da bupropiona no tratamento do distúrbio do orgasmo feminino.

Recentemente, a FDA aprovou a bremelanotida para as mulheres na pré-menopausa com distúrbio da diminuição da libido. A bremelanotida e a flibanserina são os únicos tratamentos aprovados pela FDA para o distúrbio da diminuição da libido nas mulheres antes da menopausa. Certos medicamentos, como alguns antidepressivos, antipsicóticos, anti-histamínicos e anti-hipertensivos, podem inibir o orgasmo nas mulheres.

Leia mais sobre o distúrbio do orgasmo feminino.

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