A cura clínica de uma infecção por Tinea cruris não complicada geralmente pode ser alcançada com o uso de antifúngicos tópicos da família do imidazol ou da alilamina. Em pacientes que não puderem fazer tratamentos tópicos de forma regular, bem como os com infecção extensa ou recalcitrante, considere a administração de antifúngicos sistêmicos, que têm se mostrado seguros nas pessoas imunocompetentes.
A prevenção da reinfecção com Tinea cruris é um componente essencial do tratamento da doença. Pacientes com Tinea cruris frequentemente apresentam infecções dermatofíticas simultâneas dos pés e das mãos. Trate todas as áreas ativas da infecção por Tinea cruris simultaneamente, para prevenir a reinfecção da virilha a partir de outros locais do corpo. Oriente os pacientes com Tinea pedis a calçar as meias antes de vestir a roupa íntima, a fim de reduzir a possibilidade de contaminação direta. Oriente os pacientes com Tinea cruris a secar completamente as dobras crurais após o banho e a usar toalhas diferentes para secar a virilha e as outras partes do corpo.
A Tinea cruris é uma infecção contagiosa transmitida por fômites, como toalhas contaminadas ou lençóis de quartos de hotel, ou por autoinoculação de um reservatório nas mãos ou pés (Tinea manuum, Tinea pedis, Tinea unguium). Os agentes etiológicos da Tinea cruris produzem queratinases, que permitem a invasão da camada celular cornificada da epiderme. A resposta imunitária do hospedeiro pode impedir uma invasão mais profunda. Os agentes etiológicos mais comuns da Tinea cruris são Trichophyton rubrum e Epidermophyton floccosum; menos comumente, Trichophyton mentagrophytes e Trichophyton verrucosum podem estar envolvidos.
O pênis e o escroto são tipicamente poupados na Tinea cruris, no entanto, a infecção pode se estender para o períneo e a região glútea. Grandes manchas eritematosas com centro claro são encontradas nas pregas inguinais e se estendem em direção distal inferior para a face medial das coxas e em direção proximal para a região inferior do abdome e a região pubiana. A descamação é demarcada nitidamente na periferia. Nas infecções agudas por Tinea cruris, a erupção pode ser úmida e exsudativa. As infecções crônicas tipicamente são secas, com borda anular ou arciforme papular e descamação quase imperceptível nas margens. As áreas centrais são tipicamente hiperpigmentadas e contêm uma dispersão de pápulas eritematosas e discreta descamação.
O exame microscópico a fresco com KOH das escamas é diagnóstico para a Tinea cruris. O procedimento o exame a fresco com KOH é o seguinte:
Limpar a região com álcool a 70%.
Coletar raspados da margem da lesão com um bisturi ou a borda de uma lâmina de vidro. Cobrir o tecido com uma lamínula colocando uma gota de KOH (10% a 15%) sob a lamínula.
A queratina e os detritos devem se dissolver após alguns minutos. O processo pode ser apressado pelo aquecimento da lâmina ou pelo acréscimo de um queratolítico ou de dimetil-sulfato ao KOH.
O acréscimo de uma gota de solução azul de lactofenol ao exame a fresco realça o contraste e ajuda no diagnóstico.
Resultados negativos pelo KOH não excluem a infecção fúngica.
A cultura do raspado é útil para a identificação de fungos, mas é um exame diagnóstico mais específico, embora menos sensível, do que o método a fresco com KOH.
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Citar este artigo: Teste rápido: Diagnósticos embaraçosos - Medscape - 1 de agosto de 2019.
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