Teste: Arritmias cardíacas

Dra. Yasmine S. Ali 

Notificação

29 de abril de 2019

Nos sobreviventes de parada cardíaca, é observada doença coronariana com mais de 75% de estenose em 40% a 86% dos pacientes, dependendo da idade e do sexo da população estudada. Nas necropsias de pessoas que morreram de fibrilação ventricular, o achado mais comum foi extensa aterosclerose.

História de disfunção de VE (fração de ejeção do VE < 30% a 35%) é o maior fator de risco isolado de morte súbita por fibrilação ventricular. Os fatores de risco que se relacionam com a doença coronariana e subsequente infarto agudo do miocárdio e miocardiopatia isquêmica são igualmente importantes e englobam história familiar de doença coronariana prematura, tabagismo, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, obesidade e sedentarismo. Considerações específicas:

  • Doença coronariana

  • História de parada cardíaca, síncope ou quase-síncope

  • História de IAM, especialmente nos últimos seis meses

  • Fração de ejeção do VE < 30% a 35%.

  • História de ectopias ventriculares frequentes (> 10 contrações ventriculares prematuras por hora ou taquicardia ventricular não-sustentada)

  • Queda da pressão arterial sistólica ou ectopia ventricular no teste de esforço, especialmente quando associada a isquemia miocárdica aguda

  • Cardiomiopatia dilatada por qualquer causa (porém mais comumente isquêmica ou idiopática)

  • Cardiomiopatia hipertrófica obstrutiva ou não

  • Uso de inotrópicos, particularmente para os pacientes com insuficiência cardíaca descompensada ou isquemia miocárdica aguda

  • Cardiopatia valvar (regurgitação ou estenose aórtica ou mitral grave não corrigida ou substituição valvar nos últimos seis meses)

  • Miocardite

A fibrilação ventricular pode ser confirmada apenas pelo ECG. Além disso, o ECG é indicado para todos os pacientes que tiveram algum episódio de fibrilação ventricular, já que pode trazer indícios de alguma doença subjacente que tenha causado o episódio. O ECG com média do sinal tem valor limitado. Nos pacientes com miocardiopatia dilatada (contrariamente aos que têm cardiopatia isquêmica), o aumento assintomático de ectopias ventriculares e da taquicardia ventricular não-sustentada não prevê fibrilação ventricular. Cerca de 80% das pessoas com miocardiopatia dilatada têm estes achados pelo Holter, daí seu limitado valor diagnóstico.

A fibrilação ventricular aguda é tratada de acordo com os protocolos do Advanced Cardiac Life Support . Embora o soco precordial seja menos apropriado para a fibrilação ventricular do que para a taquicardia ventricular, na verdade não é adequado em nenhum dos casos. Use-o apenas nas paradas cardíacas monitorizadas, assistidas, nas quais não há nenhum desfibrilador disponível imediatamente.

Leia mais sobre fibrilação ventricular.

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