Teste rápido: Deficiências nutricionais comuns

Dr. Khardori Romesh, Ph.D

Notificação

18 de março de 2019

Nos casos de pacientes com níveis limítrofes de vitamina B12 e quadro clínico de deficiência de vitamina B12, dosar o ácido metilmalônico e a homocisteína. Na deficiência de vitamina B12 há aumento do ácido metilmalônico e da homocisteína, embora possa haver aumento isolado da homocisteína. O ácido metilmalônico é mais sensível do que a homocisteína. Na deficiência de folato o ácido metilmalônico está no intervalo de referência e a homocisteína está aumentada. O ácido metilmalônico e a homocisteína são considerados alterados quando estão > 3 desvios padrão acima da média. Os valores do intervalo de referência do ácido metilmalônico são de 70 nM/L a 350 nM/L e não dependem da idade. Para os pacientes com menos 60 anos, os valores do intervalo de referência da homocisteína são de 5 µM/L a 15 µM/L. Para as pessoas com mais de 60 anos o ponto de corte da homocisteína é de 20 µM/L. Se os dois metabólitos estiverem no intervalo de referência, a deficiência de vitamina B12 é efetivamente descartada.

O total da reserva orgânica de vitamina B12 é de 2 mg a 5 mg, dos quais metade encontra-se armazenada no fígado. A ingestão diária recomendada para adultos é de 2 µg/dia; gestantes e lactantes precisam de 2,6 µg/dia. As crianças precisam de 0,7 µg/dia e os adolescentes de 2 µg/dia. Como a vitamina B12 é bem conservada na circulação êntero-hepática, a deficiência de absorção de cobalamina ocorre depois de dois a cinco anos e a deficiência nutricional dos vegetarianos aparece após 10 a 20 anos. Suas causas são primariamente nutricionais e mal-absorptivas, e a anemia perniciosa é a mais comum.

As manifestações clínicas da deficiência de vitamina B12 não estão relacionadas com a etiologia. Embora as características clínicas da deficiência de vitamina B12 possam ser a clássica tríade de fraqueza, dor na língua e parestesia, estes não costumam ser os principais sintomas.

O início é subagudo ou gradual, embora os quadros agudos tenham sido mais descritos, em particular depois da exposição ao N2O.

Para a maioria dos pacientes com neuropatia e/ou mielopatia associada à deficiência de vitamina B12 não é necessária nenhuma restrição à atividade física, exceto em caso de fraqueza ou a ataxia da marcha grave. Além disso, a encefalopatia grave pode indicar necessidade de supervisão continuada. Na anemia grave ou na insuficiência cardíaca congestiva, o paciente deve limitar os exercícios de forte intensidade.

Leia mais sobre a doenças associadas à vitamina B12 .

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