RM quantitativa na doença hepática difusa: aplicações atuais e direções futuras

Dra. Aline Serfaty

Notificação

6 de fevereiro de 2019

Neste artigo

Dra. Aline Serfaty

Nesta seção estarão disponíveis resumos de artigos recentes, publicados nos principais jornais de radiologia e diagnóstico por imagem, analisados pela Dra. Aline Serfaty, cuja formação profissional inclui: Universidade Federal Fluminense e CDPI (residência médica), Hospital Saint Antoine – Paris (fellow) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (mestrado). Ela é diretora do setor de ressonância magnética da clínica Medscanlagos, em Cabo Frio, Rio de Janeiro desde 2007.

1. Ressonância magnética na invasão venosa extramural no câncer retal localmente avançado: relação com recidiva tumoral e sobrevida global

A quimioterapia neoadjuvante e/ou radioterapia seguida da excisão total do mesorreto é o tratamento convencional para os pacientes com câncer retal localmente avançado (≥ T3 ou com comprometimento de linfonodos). Entre esses pacientes, a taxa de recorrência local e a taxa de recorrência à distância é de cerca de 4% e 15%, respectivamente. A existência de invasão venosa extramural (IVEM), definida como a presença de células tumorais nos vasos, além de na muscular própria, mostrou estar associada a taxas mais altas de recorrência e morte no câncer retal.

O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar a relação entre a invasão venosa extramural definida por ressonância magnética (RM) antes do tratamento e do prognóstico em pacientes com câncer de reto localmente avançado tratados com quimioterapia neoadjuvante e/ou radioterapia seguida de cirurgia. Quinhentos e dezessete pacientes com câncer de reto localmente avançado foram incluídos no estudo.

A ressonância magnética ao início do estudo e depois do tratamento, e os dados de acompanhamento, foram recuperados para todos os pacientes. Os radiologistas avaliaram a invasão venosa extramural na ressonância magnética inicial, além do tamanho e das características do tumor, a existência de invasão linfonodal e a fáscia mesorretal. Foi realizada análise estatística para determinar a relação dos parâmetros da ressonância magnética inicial com a sobrevida global, a sobrevida livre de metástases e a sobrevida livre de recidiva local.

Entre os 517 pacientes, 335 (64,8%) eram homens, e a média de idade foi de 55,6 anos. No início do estudo, os radiologistas identificaram 259 de 517 (50%) pacientes com invasão venosa extramural pela ressonância magnética. Na análise ajustada, a invasão venosa extramural e a invasão da fáscia mesorretal no início do estudo foram indicadores de sobrevida livre de metástases e sobrevida global. A IVEM foi o único fator associado à sobrevida livre de recidiva local.

Para lembrar:
A invasão venosa extramural pode ser avaliada com segurança pela ressonância magnética. A existência de IVEM foi associada a maior risco de recidiva do tumor, local e à distância, e à morte global nos pacientes com câncer retal localmente avançado tratados com quimioterapia neoadjuvante e/ou radioterapia.

Referência:
Zhang, X., Wang, S., Li, X., Wang, Y., Shi, Y., & Wang, L. et al. (2018). MRI of Extramural Venous Invasion in Locally Advanced Rectal Cancer: Relationship to Tumor Recurrence and Overall Survival. Radiology, 289(3), 677-685. doi: 10.1148/radiol.2018172889

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