Os critérios atualizados da International Society for Heart Lung Transplantation 2016 [4] para o transplante cardíaco são:
A pontuação de prognóstico da insuficiência cardíaca deve ser feita junto com o teste de exercício cardiopulmonar para determinar o prognóstico e orientar a listagem para o transplante de pacientes ambulatoriais. A sobrevida estimada em um ano < 80%, calculada pelo Seattle Heart Failure Model ou pelo Heart Failure Survival Score, na faixa de risco alto ou médio, deve ser considerada como ponto de corte razoável para a inclusão na lista. Os pacientes não devem ser incluídos apenas com base nos critérios de pontuações prognósticas de sobrevida da insuficiência cardíaca
O retransplante é indicado para os pacientes que tiverem vasculopatia significativa do aloenxerto cardíaco com disfunção refratária do enxerto cardíaco sem evidências de rejeição em curso
O IMC pré-transplante > 35 kg/m² está associado a pior desfecho após o transplante cardíaco; para os pacientes obesos, recomenda-se a perda de peso de modo a atingir um IMC ≤ 35 kg/m² antes de entrar na lista do transplante cardíaco
O CCD deve ser realizado em todos os candidatos adultos em preparação para inclusão na lista de transplante cardíaco e periodicamente até o transplante
Após a colocação do dispositivo de assistência ventricular esquerda, a reavaliação hemodinâmica deve ser feita após três a seis meses para verificar a reversibilidade da hipertensão pulmonar
A doença cerebrovascular sintomática grave pode ser considerada contraindicação ao transplante
Avaliação da fragilidade (três de cinco sintomas possíveis, como perda ponderal não intencional de ≥ 4,5 kg no último ano, perda de massa muscular, fadiga, velocidade de marcha lenta e baixos níveis de atividade física) podem ser considerados ao avaliar se o paciente é candidato
O uso de suporte circulatório mecânico deve ser considerado para os pacientes com comorbidades potencialmente reversíveis ou tratáveis, como câncer, obesidade, insuficiência renal, tabagismo e hipertensão pulmonar farmacologicamente irreversível, com posterior reavaliação para estabelecer a candidatura
Qualquer paciente para o qual os apoios sociais são considerados insuficientes para fazer um tratamento ambulatorial com boa adesão pode ser considerado como tendo contraindicação relativa ao transplante. O benefício do transplante cardíaco nos pacientes com deficiências cognitivo-comportamentais graves ou demência (por exemplo, comportamento autolesivo, incapacidade de compreender e cooperar com o atendimento médico) não foi estabelecido e tem o potencial de causar danos; dessa forma, o transplante cardíaco não pode ser recomendado para esse subgrupo de pacientes
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Citar este artigo: O que você sabe sobre doação e transplante de órgãos? Teste aqui - Medscape - 26 de dezembro de 2018.
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