A hipotermia continua sendo a técnica de escolha para a preservação dos órgãos por ser simples, não exigir equipamentos caros e sofisticados e facilitar o transporte. A hipotermia é benéfica porque alentece o metabolismo. Os órgãos expostos a isquemia normotérmica permanecem viáveis por períodos relativamente curtos, geralmente menos de uma hora.
Várias soluções são usadas para a preservação dos órgãos, a fim de prevenir o edema celular, retardar a destruição celular e maximizar a função do órgão após o restabelecimento da perfusão. As soluções de lavagem mais comuns são a solução da University of Wisconsin (UW) e a solução de histidina-triptofano-cetoglutarato (HTK, do inglês Histidine-Tryptophan-Ketoglutarate) de Bretschneider. As soluções de citrato Ross-Marshall foram criadas como alternativas às soluções da Collins. Sua composição eletrolítica é similar, exceto pelo citrato, que substitui o fosfato e o pelo manitol, que substitui a glicose. O citrato atua como um tampão e forma um quelato com o magnésio para criar uma molécula impermeável, que ajuda a estabilizar o ambiente extracelular. Não costuma ser usado na prática clínica.
Talvez a abordagem mais promissora para a criopreservação de órgãos inteiros esteja no processo de vitrificação, que consiste no uso de uma solução aquosa e sua transformação em um sólido amorfo. O problema é que cerca da metade da água do órgão deve ser substituída por moléculas de soluto para que a vitrificação ocorra em taxas de resfriamento razoáveis. Dentre as dificuldades para descobrir técnicas de vitrificação bem-sucedidas constam: infundir altas concentrações de solutos de vitrificação no órgão; removê-los no processo de descongelamento evitando a fratura dos órgãos durante o armazenamento criogênico; aquecer os órgãos suficientemente rápido para evitar a desvitrificação; entre outros problemas. Atualmente, a vitrificação não é usada no transplante clínico.
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Citar este artigo: O que você sabe sobre doação e transplante de órgãos? Teste aqui - Medscape - 26 de dezembro de 2018.
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