Teste: o que você sabe sobre a febre do Nilo Ocidental?

Dra. Carla Vorsatz

Notificação

18 de julho de 2018

O vírus da febre do Nilo Ocidental, também chamado de vírus de Rabensburg, é transmitido por um arbovírus do gênero Flavivirus, que pertence ao complexo antigênico da encefalite Japonesa, da família Flaviviridae. E também compreende o vírus da dengue, da zika, da chikungunya, da febre amarela, da encefalite de Saint Louis e da encefalite japonesa.

Em 25 de maio de 2018 o Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde do estado do Espírito Santo emitiu uma nota técnica 01/2018– gt sobre casos de Febre do Nilo Ocidental na qual afirma que: "Mediante situação epidemiológica da doença, principalmente em locais que há um aumento nos números de notificações sugestivas de arboviroses, solicitamos atenção aos profissionais de saúde especialmente em pacientes que desenvolvem quadros neurológicos virais ou bacterianos, tais como: encefalite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, entre outros, que seja observado o diagnóstico diferencial com a infecção pelo vírus do Nilo Ocidental".

Também foram registradas epizootias de equídeos, com manifestações neurológicas (meningoencefalite).

Estima-se que de 70% a 80% das infecções humanas por febre do Nilo Ocidental sejam subclínicas ou assintomáticas, o que potencializa a circulação silenciosa do vírus nas regiões com a presença dos vetores – o que é o caso do Brasil. Menos de 1% de pessoas infectadas desenvolvem doença neuroinvasiva, que tipicamente se manifesta como meningite, encefalite ou paralisia flácida.[1] A febre do Nilo Ocidental é uma doença febril sistêmica aguda, que frequentemente apresenta cefaleia, fraqueza, mialgia ou artralgia. Sintomas gastrointestinais e um exantema maculopapular transitório também costumam ser descritos.

De acordo com a Portaria Nº 1.271, de 06 de junho de 2014, epizootias em aves silvestres e equídeos, bem como casos humanos suspeitos, são eventos de relevância epidemiológica e, portanto, estão incluídos na lista de notificação compulsória e imediata. Todos os casos suspeitos devem ser informados às autoridades sanitárias, uma vez que um caso pode sinalizar o início de um surto, o que requer medidas de ação imediata de controle e prevenção.

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