COMENTÁRIO

Clube de Revista: precisão da neurografia por ressonância magnética no diagnóstico das lesões do plexo braquial

Dra. Aline Serfaty

Notificação

23 de fevereiro de 2018

Neste artigo

Dra. Aline Serfaty

Aqui você encontrará resumos de artigos recentes, publicados nos principais jornais de radiologia e diagnóstico por imagem, analisados pela Dra. Aline Serfaty, cuja formação profissional inclui: Universidade Federal Fluminense e CDPI (residência médica), Hospital Saint Antoine - Paris (fellow) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (mestrado). Ela é diretora do setor de ressonância magnética da clínica Medscanlagos, em Cabo Frio, Rio de Janeiro desde 2007.

1. Precisão diagnóstica da ressonância magnética versus tomografia computadorizada para avaliação de apendicite aguda em crianças e adultos jovens

A tomografia computadorizada com multidetectores (TCMD) é um método de imagem reconhecido pela precisão na avaliação da dor abdominal aguda não traumática, sendo o exame mais comumente  utilizado no diagnóstico da apendicite nos Estados Unidos. A aquisição rotineira de imagens pré-operatórias pela tomografia computadorizada (TC) determina redução significativa nas taxas de laparotomia negativa. Entretanto, devido à preocupação com a exposição à radiação ionizante, outras modalidades de imagem que não utilizam radiação, como a ultrassonografia e a ressonância magnética (RM), foram propostas como testes alternativos de primeira-linha, especialmente para crianças.

O objetivo deste estudo foi comparar a precisão diagnóstica da RM com contraste versus a TC, também com contraste, para o diagnóstico de apendicite em adolescentes quando interpretada por radiologistas com subespecialização na área abdominal e pediátrica.

Quarenta e oito pacientes (12-20 anos) com dor abdominal não traumática foram submetidos à TC e RM e as imagens foram avaliadas de forma aleatória por radiologistas abdominais e pediátricos, sem qualquer conhecimento prévio dos dados clínicos, exceto da suspeita de apendicite. A probabilidade de apendicite foi classificada em uma escala de 5 pontos (1 = não é uma apendicite, e 5 = definitivamente apendicite) para TC, RM sem e com contraste. Foi realizada ainda, uma comparação entre as características do método de imagem, a confiabilidade interobservador, e os tempos de análise dos exames.

A sensibilidade e a especificidade foram 85,9% e 93,8% para RM sem contraste, 93,6% e 94,3% para RM com contraste e 93,6% e 94,3% para TC. Não houve diferença na precisão diagnóstica ou no tempo de interpretação ao comparar radiologistas abdominais com radiologistas pediátricos (TC, 3,0 min vs. 2,8 minutos, ressonância magnética com contraste, 2,4 min vs. 1,8 min, ressonância sem contraste, 1,5 min vs. 2,3 min). Também foi observado concordância significativa entre radiologistas abdominais e pediátricos para todos os métodos.

Para lembrar:
A precisão diagnóstica da RM para diagnosticar a apendicite em adolescentes e adultos jovens foi muito semelhante à da TC. Não foi observada diferença estatisticamente significativa na precisão entre estes métodos de imagem, independentemente da subespecialização dos radiologistas.

Referência:
Kinner S, Pickhardt P, Riedesel E et al. Diagnostic Accuracy of MRI Versus CT for the Evaluation of Acute Appendicitis in Children and Young Adults. American Journal of Roentgenology. 2017;209(4):911-919. doi:10.2214/ajr.16.17413.

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