O surgimento dos estágios tardios de toxicidade na intoxicação por álcool também pode ser atrasado por ingestão de outras substâncias, prolongando o tempo que normalmente leva para desenvolver acidose metabólica e outros sintomas.
Os sintomas da intoxicação por etanol dependem tanto da concentração sérica quanto da frequência com que um indivíduo ingere etanol. Assim, uma pessoa que consome grandes quantidades de etanol diariamente pode parecer sóbria com o mesmo nível de etanol sérico com o qual uma pessoa que bebe de forma infrequente exibe disfunção cerebelar.
Como regra geral, níveis inferiores a 25 mg/dl estão associados a uma sensação de calor e bem-estar. A euforia e a diminuição do julgamento se dão com níveis entre 25 e 50 mg/dl. Incoordenação, diminuição do tempo de reação e dos reflexos, e ataxia ocorrem em níveis de 50-100 mg/dl. A disfunção cerebelar (ou seja, ataxia, fala arrastada, nistagmo) são comuns em níveis de 100-250 mg/dl. O coma pode ocorrer em níveis superiores a 250 mg/dl, enquanto a depressão respiratória, a perda de reflexos protetores, e a morte ocorrem em níveis superiores a 400 mg/dl.
Para o clínico, as pistas mais importantes de ingestão de etanol são uma mudança no estado mental do paciente, e o cheiro de álcool na respiração dele. A presença ou ausência de etanol na respiração não pode ser usada para diagnosticar ou excluir a intoxicação por etanol.
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Citar este artigo: Teste: você está preparado para tratar intoxicação e envenenamento por álcool? - Medscape - 15 de dezembro de 2017.
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