Vertigem posicional paroxística benigna: o que fazer

Dr. Gordon H. Sun, MS

Notificação

30 de maio de 2017

Diagnosticando a VPPB

A diretriz de prática clínica da AAO-HNSF sobre VPPB afirma que o diagnóstico de VPPB de canal posterior normalmente requer apenas dois elementos: histórico de vertigem provocada por alterações da posição da cabeça em relação à gravidade, e nistagmo e vertigem característicos desencadeados pela manobra de Dix-Hallpike.[1] A vertigem é geralmente descrita como intensa, esporádica, provocada por atividades previamente inócuas, e com duração de um minuto ou menos. Até metade dos pacientes com VPPB pode manifestar desequilíbrio entre os episódios de VPPB.[4] Os pacientes normalmente ficam ansiosos sobre futuros episódios de vertigem e frequentemente tentam evitar os movimentos da cabeça que desencadeiam os sintomas.[6]

A manobra de Dix-Hallpike continua a ser o padrão-ouro para o diagnóstico da VPPB de canal posterior. Um teste positivo requer que seja provocada vertigem associada ao nistagmo torsional (rotatório) e que bate para cima (em direção à fronte), com um período de latência entre a conclusão da manobra e o início dos sintomas. Finalmente, a vertigem e o nistagmo provocados devem se intensificar e desaparecer dentro de 60 segundos do início do nistagmo.

Pacientes com VPPB de canal posterior também demonstram nistagmo fatigável em tentativas repetidas da manobra de Dix-Hallpike.[10] No entanto, isso é desencorajado por muitos especialistas, devido à possibilidade de interferir com o tratamento da VPPB à beira do leito.[1,11]

A VPPB de canal lateral (horizontal) está na lista de diagnósticos diferenciais para pacientes com história compatível com VPPB, mas com teste de Dix-Hallpike negativo. O teste de rotação da cabeça em supino (também conhecido como manobra de Pagnini-Lempert ou Pagnini-McClure) pode ser usado para provocar vertigem e nistagmo na VPPB de canal lateral.[12,13] Nestes casos, o nistagmo é tipicamente horizontal e pode ser geotrópico (bate em direção ao solo) ou ageotrópico (bate para longe do solo). Em pacientes que preenchem os critérios diagnósticos para a VPPB e que não apresentam outros sintomas e/ou sinais inconsistentes com a VPPB, a diretriz da AAO-HNSF é contrária à realização de exames radiográficos e vestibulares.[1]

Caso 3: Observar ou reposicionar?

Um escritor de 59 anos de idade foi examinado por seu médico por se queixar de vertigem esporádica e desequilíbrio. Ele percebeu os sintomas pela primeira vez depois de ter tropeçado e batido a cabeça na calçada de concreto da entrada da garagem de casa, há várias semanas. Na ocasião, se dirigiu ao PS e foi submetido a uma TC da cabeça, cujos resultados foram negativos para qualquer patologia significativa. O paciente relatou ter recebido uma receita de "alguns comprimidos" para controlar a tontura, mas evitou usá-los, porque não gosta de tomar remédios.

Apesar disso, o paciente é saudável. Ao exame físico, nada foi notado além da manobra de Dix-Hallpike positiva com o rosto do paciente voltado para a esquerda. A médica estava confiante em seu diagnóstico de VPPB de canal posterior. O paciente questionou sobre possíveis opções de tratamento que não incluíssem medicamentos.

Comente

3090D553-9492-4563-8681-AD288FA52ACE
Comentários são moderados. Veja os nossos Termos de Uso

processing....